Brasil
MME retira Lote II de leilão e garante segurança no suprimento de energia no Amazonas
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciaram a retirada do Lote II do Leilão para Suprimento aos Sistemas Isolados, cuja sessão pública está prevista para a próxima sexta-feira (26/09). A decisão reforça o papel do MME na condução da política energética nacional, priorizando a segurança do suprimento e a previsibilidade para os consumidores.
O Lote II previa o atendimento a cinco localidades do Amazonas: Anamã, Anori, Caapiranga, Codajás e Coari. Essas regiões, que ficam próximas ao gasoduto Coari-Manaus, teriam uma disponibilidade total de potência de 48.253 quilowatts (kW). Os contratos resultantes do certame estavam projetados para iniciar entre 2027 e 2030, com duração de 15 anos, estendendo-se até 2042 e 2045.
Análises técnicas do MME concluíram que, a partir importantes avanços relacionados ao suprimento de gás natural a partir de 2030, a manutenção do Lote II representaria maior risco de arrependimento do que sua retirada, até que haja mais clareza sobre o futuro custo do transporte de gás na região.
As empresas que apresentaram propostas para o Lote II terão suas garantias devolvidas pelo agente custodiante contratado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse reembolso ocorrerá automaticamente, no prazo de até cinco dias úteis, a partir da emissão do comunicado oficial da Comissão Permanente de Leilões da ANEEL, em conformidade com o item 18.10 do edital.
O MME destaca que sua prioridade é assegurar a segurança energética da população local, atuando para equilibrar inovação, sustentabilidade e previsibilidade no atendimento às populações que vivem em sistemas isolados da rede elétrica. Nesse sentido, atuará em conjunto com a ANEEL e demais instituições competentes para garantir soluções estruturais e conjunturais que assegurem o fornecimento de energia elétrica às comunidades de Anamã, Anori, Caapiranga, Codajás e Coari. O Leilão nº 1/2025 segue mantido para os demais lotes, abrangendo seis localidades nos estados do Amazonas e Pará.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems
O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios.
Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.
O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.
Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”
Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.
Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.
Vigilância epidemiológica
No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.
A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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