Política Nacional
Cleitinho propõe debate sobre pena de morte
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu a reabertura do debate sobre a adoção da pena de morte no Brasil. Ao comentar a morte de uma criança de 10 meses, em Fortaleza, em que há suspeita de violência sexual, ele afirmou que casos dessa natureza impõem uma discussão sobre mudanças na legislação.
Como a vedação à pena de morte é considerada cláusula pétrea da Constituição — ou seja, não pode ser alterada por emenda —, exceto em caso de guerra declarada, Cleitinho aventou a possibilidade de que o tema seja discutido em uma nova Constituição.
— Temos que debater isso urgentemente e fazer uma nova Constituição para permitir a pena de morte — propôs.
6×1
Como fez em discursos anteriores, Cleitinho voltou a defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1, em que se trabalham seis dias para folgar um. A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, está em análise no Senado.
O senador comparou a jornada dos trabalhadores ao calendário de atividades do Congresso Nacional. Segundo seus cálculos, um trabalhador submetido à escala 6×1 trabalhará cerca de 313 dias em 2026, enquanto parlamentares teriam bem menos dias de trabalho, em razão dos recessos legislativos e do período de campanha eleitoral.
— Enquanto vocês [trabalhadores] ralam para trabalhar nessa escala, nós estaremos, a partir da semana que vem, de recesso. Em agosto começa o período eleitoral, e muitos dos que vão pedir voto para vocês não vão votar [o fim da] escala 6×1 — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Voto feminino é vital para a democracia, lembra Nelsinho Trad
Durante pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (14), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou que as mulheres não precisam de permissão de ninguém para pensar e que o voto feminino no Brasil já existe há quase 100 anos.
— Há um assunto que me incomodou muito nos últimos dias, que foi a fala de uma pessoa de que mulher não deveria votar, que deveria seguir o marido. Olha, eu sou médico, já passei anos trabalhando em pronto-socorro e vi mulheres chegando com crianças no colo, doentes, tomando decisões sozinhas na madrugada, coisa que homem nenhum teria coragem de fazer no lugar delas. Aliás, a mulher não precisa de permissão para pensar, nunca precisou.
No final de junho, o jornalista Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos, declarou no final de junho que “mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido”.
Nelsinho destacou que muitas mulheres lutaram para conquistar o direito ao voto e que, atualmente, são metade do eleitorado brasileiro. E acrescentou que “quem coloca isso em dúvida não é um conservador; é um atrasado. As mulheres estão à frente de mais da metade dos lares brasileiros”.
— Eu fui criado por uma mulher, uma professora forte. Tenho uma companheira que me inspira todos os dias. Sou pai de meninas e sei exatamente o que o mundo poderia ser se a mulher não votasse: a democracia não teria a essência que tem. Mulher tem de liderar, mulher tem de decidir — afirmou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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