Brasil
Rio Grande do Sul, que concentrou maior volume de investimentos rodoviários federais em 2025, recebe caravana “Na Boleia do Brasil”
O Rio Grande do Sul concentrou, em 2025, o maior volume de investimentos em infraestrutura de transportes, em um esforço de reconstrução do estado, após as enchentes de 2024. Foram cerca de R$ 570 milhões aplicados em obras pelo Ministério dos Transportes.
Nesta quinta-feira (29), o ministro dos Transportes, Renan Filho, vistoriou, com a caravana “Na Boleia do Brasil”, algumas das intervenções em andamento mais importantes para o povo gaúcho, como a que acontece na BR-116, no trecho de Canoas.
“Nós vamos investir aqui na Região Metropolitana de Porto Alegre aproximadamente R$300 milhões esse ano e, no ano passado, investimos R$250 milhões. A BR-116 está recebendo inúmeras entregas, como a ponte do Rio dos Sinos, o novo viaduto no Morro Scharlau e o complexo de Esteio”, detalhou Renan Filho.
Em Canoas, as obras contemplam o alargamento de viadutos, a reforma do viaduto Fronteira Oeste, no entroncamento da BR-116 com a BR-290, em Porto Alegre, e a implantação de passagens inferiores. As medidas buscam eliminar pontos críticos e elevar o nível de serviço em um corredor com histórico elevado de acidentes e congestionamentos.
Serra Gaúcha em obras
O ministro dos Transportes também passou pela Serra Gaúcha. Em Caxias do Sul, Renan Filho anunciou que o edital de licitação para a construção do viaduto da BR-116 sobre a Perimetral Norte, na cidade serrana, será publicado em abril, com investimento estimado em R$ 80 milhões.
Já em Bento Gonçalves, a comitiva vistoriou as obras em andamento na BR-470. O trecho recebe grandes intervenções estruturais, que irão restabelecer a segurança após os danos provocados pelas chuvas de 2024.
No km 202 da rodovia – ponto atingido pelas chuvas de 2023 e com danos agravados em 2024 – o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluíram uma contenção definitiva. As obras em andamento na BR-470 receberam aporte de R$102 milhões.
“Essa foi a rodovia da Serra Gaúcha mais impactada pelas enchentes de 2024, chegando a ficar totalmente interrompida. Por isso, essas obras são fundamentais para torná-la mais resiliente diante de possíveis eventos climáticos, trazendo mais segurança para a população. A BR-470 é estratégica para a economia do estado, conectando regiões produtivas, fortalecendo a logística e garantindo o escoamento da produção gaúcha”, afirmou o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, durante a visita técnica.
Os efeitos das melhorias também são percebidos por quem vive e trabalha na região. Para o servidor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Jair Matias da Rosa, morador da região, a interrupção da rodovia durante as enchentes evidenciou o papel essencial do trecho para a rotina da população e para a economia regional.
“Quando a BR-470 ficou intransitável, prejudicou a economia, o deslocamento de estudantes e o acesso à saúde. Essas obras aqui estão sendo fundamentais tanto para a melhoria de vida dos moradores, das indústrias e empresas quanto para todo o desenvolvimento da cadeia econômica da região”, afirmou.
Tecnologia e modernização na infraestrutura
Além de conferir o andamento de obras essenciais para o povo do Rio Grande do Sul, o ministro dos Transportes visitou iniciativas voltadas à inovação e à modernização do setor de transportes, em Caxias do Sul. Entre elas está a fábrica da Marcopolo, onde estão sendo produzidos os vagões que irão compor os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) que serão implantados em Arapiraca (AL) e Campina Grande (PB).
No caso de Arapiraca, que deve entrar em operação no próximo ano, o VLT vai percorrer sete bairros e transportar cerca de 400 passageiros por viagem, ligando a estação João Paulo II à Universidade Federal de Alagoas (UFAL), na região do Bom Sucesso.
“O VLT de Arapiraca é o maior investimento de mobilidade urbana que Alagoas está recebendo e vai facilitar a vida de quem precisa se deslocar para trabalhar, estudar ou acessar serviços de saúde. É um investimento histórico para o Agreste Alagoano”, afirmou Renan Filho.
Ainda em Caxias do Sul, a comitiva visitou a Randoncorp, empresa especializada em soluções para a mobilidade. No local, foi assinada a deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulamenta o uso do eixo elétrico auxiliar — tecnologia que oferece tração complementar a caminhões em situações específicas, como subidas e arrancadas com carga. Já regulamentada para semirreboques, a medida passa a permitir a circulação também de caminhões equipados com o sistema, seguindo critérios técnicos e de segurança.
Na Boleia do Brasil
A caravana dá continuidade ao projeto iniciado em novembro de 2025, quando o ministro percorreu, de caminhão, o trajeto entre Brasília e Belém (PA), em preparação para a COP30, com vistorias realizadas ao longo de cinco dias. A iniciativa já passou pelo Sudeste, cruzando Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Na sexta-feira (30), último dia da edição Sul, Renan Filho entregará ao povo gaúcho a ponte sobre o Rio Camaquã, no município de Cristal, a cerca de 150 quilômetros de Porto Alegre. A estrutura foi duplicada e recebeu investimento de R$ 88,3 milhões, integrando o conjunto de melhorias em andamento na BR-116/RS.
A comitiva também irá fiscalizar as obras de duplicação da BR-290/RS, no trecho do município de Pantano Grande.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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