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MMA levará urgência do combate aos superpoluentes para a COP30

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A urgência do combate aos superpoluentes, substâncias tóxicas à natureza e à saúde humana encontradas no ar, está entre as prioridades da agenda que o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) levará à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O compromisso foi reafirmado pelo secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental da pasta, Adalberto Maluf, no dia 14 de outubro, durante evento internacional realizado em São Paulo (SP).

Também conhecidos como poluentes climáticos de vida curta (PCVCs), esses elementos são gases com alto poder de aquecimento climático e forte impacto na população, sendo exemplos o metano, o carbono negro e os hidrofluorocarbonetos (HFCs).

“Se não atuarmos imediatamente nos superpoluentes, o progresso em limitar o aquecimento global a 1,5°C não será alcançado”, alertou Maluf. As discussões ocorreram no seminário “Avançando a Ação sobre Superpoluentes Rumo à COP30”, promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e pelo Clean Air Fund, como parte da agenda da Pré-COP30.

Maluf explicou que o Brasil discute a construção do Plano de Ação Nacional para a Redução dos PCVCs” e que é crucial que as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) dediquem capítulos específicos aos superpoluentes. As NDCs são documentos que detalham planos climáticos em que cada país descreve como pretende reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos da mudança do clima.

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O plano encontra-se em início de elaboração e está alinhado com a Política Nacional de Qualidade do Ar (PNQAr) e a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). “O objetivo do Plano é promover ações que contribuam para a redução dos superpoluentes, por meio do fortalecimento da governança, da geração de informações e do estabelecimento de metas para ações integradas sobre as agendas da qualidade do ar e do clima”, explicou o secretário.

Coordenado pelo MMA, o documento deve ser finalizado no segundo semestre de 2026. A iniciativa conta com o apoio do Stockholm Environment Institute (SEI) e da Climate and Clean Air Coalition (CCAC).

Os debates contaram com a participação de representantes do governo federal, especialistas internacionais e integrantes da sociedade civil.

Qualidade do ar

A PNQAr foi sancionada, em 2024, pelo presidente Lula, e estabeleceu mecanismos para monitorar a qualidade do ar, com a divulgação de dados para a sociedade. Entre os avanços, está o estabelecimento de instrumentos para gestão da qualidade do ar.

Um desses importantes mecanismos é o Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), gerido pela pasta, que integra as redes de monitoramento dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), com a divulgação de informações sobre a qualidade do ar. 

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A lei determinou ainda a instituição de padrões nacionais. As regras foram definidas em junho de 2024, pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão que é presidido pelo MMA. Os novos índices transformaram o Brasil em um dos países com padrões de qualidade do ar mais protetivos.

Sob coordenação do MMA, está também em curso a revisão da Resolução Conama 5/1989, que estabeleceu o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), principal norma de orientação da gestão da qualidade do ar de âmbito nacional.

Outras ações instituídas pelo Conama, como o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot) e os limites de emissão estabelecidos para as indústrias, também contribuem para a promoção de um ar mais saudável. 

Os avanços normativos são resultado de um trabalho técnico articulado pelo MMA com estados, municípios, organizações da sociedade civil e instâncias do próprio governo federal. 

Assista à transmissão do evento aqui 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

Ministério da Saúde e IBGE iniciam terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde

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O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizam a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A coleta de dados ocorrerá até 30 de novembro de 2026. A pesquisa reúne informações sobre as condições de saúde da população, fatores de risco, acesso aos serviços de saúde e determinantes sociais. Os dados subsidiam estudos e análises sobre a situação de saúde no país.

Nesta edição, aproximadamente 140 mil domicílios serão visitados. As entrevistas abordarão características dos domicílios, perfil dos moradores e condições de saúde. O questionário individual será aplicado a um morador com 15 anos ou mais. Também serão aferidos pressão arterial, peso e altura dos participantes.

Coleta de biomarcadores

Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde contará com coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas.

Entre os exames previstos estão hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio.

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Os resultados permitirão a produção de indicadores relacionados a doenças crônicas e outros agravos à saúde. A coleta e a análise das amostras biológicas serão realizadas com apoio do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Nacional de Saúde é realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE. O levantamento produz informações sobre as condições de saúde da população, estilos de vida, utilização dos serviços de saúde e fatores de risco.

Os dados são utilizados em estudos e análises sobre a situação de saúde da população e integram sistemas de informação voltados ao monitoramento de doenças crônicas e outros agravos.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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