Brasil
MPA fortalece presença internacional e amplia oportunidades para a aquicultura brasileira na AquaSur
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou da feira internacional de aquicultura AquaSur, realizada entre os dias 24 e 26 de março, em Puerto Montt, no Chile, reforçando a projeção da aquicultura brasileira no cenário global. Durante o evento, o MPA destacou o potencial do setor na geração de negócios e na promoção da inovação, com foco na ampliação da competitividade e na abertura de novos mercados para o país.
Representando o MPA, estiveram presentes a diretora de Desenvolvimento e Inovação da Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA), Luciene Mignani, e o diretor José Luiz Vargas, do Departamento da Indústria do Pescado da Secretaria Nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva (SNPI). A atuação ocorreu de forma integrada com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada do Brasil no Chile, fortalecendo a estratégia de promoção internacional do setor aquícola brasileiro.
Segundo a diretora Luciene Mignani, a participação na AquaSur evidencia o papel estratégico da inovação para o futuro da aquicultura brasileira. “O intercâmbio com o Chile nos permite identificar soluções já consolidadas que podem ser adaptadas à nossa realidade, fortalecendo tanto a produção aquícola quanto a indústria do pescado, com foco em sustentabilidade, competitividade e acesso a novos mercados”, destacou.
No estande Brasil, o MPA prestou apoio institucional às entidades e empresas brasileiras presentes, como Abipesca, Peixe SP, ABRA, Sindipi, IFC Brasil e Pampa Sea Food. Foram realizadas reuniões com representantes do governo chileno, do Consejo del Salmón, do Club de Innovación Acuícola de Chile, da indústria salmonera e da FAO Chile, reconhecidos por sua atuação em sustentabilidade, tecnologia e governança do setor.
As discussões abordaram soluções inovadoras em genética, nutrição, automação, monitoramento ambiental, rastreabilidade e agregação de valor, com alto potencial de adaptação ao contexto brasileiro.
Como parte da programação, também foi realizada visita técnica à empresa Mowi, referência mundial na produção de salmão, onde a delegação brasileira pôde conhecer, in loco, o que há de mais moderno em sistemas de cultivo, manejo, biosseguridade e eficiência produtiva. A experiência reforçou a importância da incorporação de tecnologias avançadas e boas práticas internacionais para o fortalecimento da aquicultura nacional.
Ainda de acordo com Luciene, a presença do Brasil reforçou a diretriz de integrar inovação tecnológica e desenvolvimento regional como pilares da política aquícola nacional. “A aproximação com modelos maduros de inovação contribui diretamente para acelerar a modernização da produção, elevar padrões sanitários e ambientais e fortalecer a indústria do pescado, com ganhos concretos de produtividade e qualidade”, reforçou.
Adicionalmente, a atuação conjunta com a equipe da Embaixada do Brasil no Chile, representada pelo adido agrícola Rodrigo Padovani e pelo chefe do Setor de Comércio, João Marcelo Conte, fortaleceu a estratégia de relações comerciais e mecanismos de cooperação, promovendo a aproximação com potenciais compradores e investidores internacionais.
Brasil
Ministério da Pesca e Aquicultura certifica embarcações da frota lagosteira, centrado nas boas práticas higiênico-sanitárias
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) certificou as primeiras 18 embarcações da frota lagosteira com foco nas boas práticas higiênico-sanitárias a bordo. A iniciativa fortalece a qualidade do recurso pesqueiro desde a captura e contribui para o fornecimento de matéria-prima adequada às unidades de beneficiamento sob inspeção oficial, ampliando as condições para a comercialização da lagosta nos mercados nacional e internacional.
As embarcações integram a cadeia de produção primária e têm como espécies-alvo a lagosta-verde (Panulirus laevicauda) e a lagosta-vermelha (Panulirus argus), com operações a partir do sul da Bahia.
A certificação reconhece a adoção de procedimentos higiênico-sanitários durante as atividades de pesca, etapa fundamental para preservar a qualidade do pescado até sua chegada à indústria. Com matéria-prima em melhores condições sanitárias, o setor amplia as possibilidades de processamento e comercialização, além de contribuir para a segurança alimentar e a valorização do produto.
A análise das solicitações foi conduzida pela equipe técnica do Departamento da Indústria do Pescado (DIP), a partir dos pedidos recebidos pela Plataforma Nacional da Indústria do Pescado (PNIP). A avaliação seguiu os critérios e requisitos estabelecidos pela Portaria nº 310, de 24 de dezembro de 2020, atualizada pelas Portarias MPA nº 171/2023 e nº 742/2026.
“A iniciativa também evidencia que a qualificação da cadeia produtiva pode caminhar junto à inclusão de pescadores e armadores locais, promovendo a melhoria contínua da qualidade e agregando valor ao pescado brasileiro desde a captura até a comercialização”, destacou o secretário nacional de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva, Carlos Mello.
A inclusão da frota lagosteira de pequena escala no processo de certificação reforça a importância da integração entre a pesca, o beneficiamento industrial e o mercado consumidor. A adequação das embarcações às exigências sanitárias contribui para a rastreabilidade do pescado e para o atendimento às condições necessárias ao fornecimento de matéria-prima destinada a estabelecimentos sob inspeção oficial.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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