Brasil
MMA avança na revisão de indicadores do sistema de REDD+ voltados à redução de emissões por desmatamento
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) sediou, no fim de janeiro, a primeira reunião de 2026 do Grupo de Trabalho Técnico sobre Salvaguardas de REDD+ (GTT-Salvaguardas) e da Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+). Durante o encontro, foram apresentados novos indicadores para avaliar as ações de redução das emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento e da degradação florestal.
A definição técnica dos indicadores é fruto da Oficina de Validação dos Indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Salvaguardas de REDD+ (SISREDD+), realizada em dezembro de 2025. O processo participativo validou 33 indicadores para integrar o sistema, com base em critérios como utilidade, validade, confiabilidade das fontes e disponibilidade de dados. Até então, o SISREDD+ contava com 19 indicadores oficialmente adotados.
O relatório técnico elaborado a partir da oficina identificou, ainda, lacunas relacionadas à participação em espaços de governança, à regularização fundiária e à avaliação de investimentos em formação e capacitação.
“Os resultados da oficina representam um avanço significativo na consolidação do SISREDD+, ao fortalecer a consistência metodológica dos indicadores e a transparência do sistema. As contribuições sistematizadas subsidiarão as próximas etapas de monitoramento e a elaboração do 3º Sumário de Informações sobre Salvaguardas, que o Brasil pretende submeter à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, detalhou Mariane Nardi, coordenadora-geral de REDD+ do MMA.
O SISREDD+ é o instrumento utilizado pelo país para organizar e acompanhar a implementação das ações de REDD+ — mecanismo de incentivo financeiro negociado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) voltado a países em desenvolvimento que conseguem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.
Na prática, reúne informações que permitem avaliar se essas iniciativas são conduzidas de forma transparente, com participação das comunidades envolvidas e respeito aos direitos sociais e ambientais.
Com base nesses dados, o Brasil fortalece a gestão das políticas públicas de clima e florestas, identifica pontos que demandam aprimoramento e amplia a segurança e a confiança das instituições e dos diferentes atores envolvidos no controle do desmatamento.
Como parte dos próximos passos, outra reunião realizada no mesmo período e reunindo cerca de 50 entidades habilitadas a projetos e pagamentos de REDD+, além de instituições responsáveis pela produção dos dados que alimentam o SISREDD+, teve como objetivo assegurar a qualidade, a consistência e a transparência das informações.
Nas semanas seguintes, serão compartilhadas ferramentas de monitoramento que permitirão a colaboração das instituições no preenchimento, na atualização e na disponibilização dos dados relacionados aos indicadores do sistema. O SISREDD+ também passará a incorporar os 33 indicadores definidos na oficina de validação.
Esse processo vai subsidiar a elaboração do Relatório Técnico de apoio ao 3º Sumário Nacional de Informações sobre Salvaguardas, além de contribuir para o aprimoramento das ferramentas de monitoramento, com vistas à realização de um novo monitoramento piloto. Os resultados serão novamente discutidos no âmbito do GTT-Salvaguardas e da CONAREDD+, assegurando a continuidade do processo participativo e o alinhamento institucional.
Histórico
A construção do SISREDD+ teve início em 2017, com o desenvolvimento de uma proposta metodológica baseada em indicadores, coordenada pelo MMA e supervisionada pela então Câmara Consultiva Temática sobre Salvaguardas.
Em 2018, cinco oficinas realizadas nos estados do Acre, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais, além do Distrito Federal, reuniram representantes de diferentes segmentos para definir as bases conceituais, os alvos de monitoramento e o conjunto inicial de indicadores do sistema.
Em 2021, a Resolução nº 4 da CONAREDD+ adotou oficialmente 19 indicadores para a realização de uma testagem piloto do SISREDD+. No ano seguinte, o monitoramento desses indicadores permitiu avaliar sua aplicabilidade e viabilidade metodológica, identificando desafios relacionados à validade, à mensurabilidade e à disponibilidade das fontes de dados.
Hoje, o Brasil segue em avanço na estruturação e na implementação do SISREDD+ em âmbito nacional. Nesse contexto, o Earth Innovation Institute (EII) foi contratado pelo Projeto Floresta+ Amazônia, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para assessorar o governo brasileiro na continuidade desse processo.
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Brasil
Brasil e Portugal firmam acordos entre instituições de saúde em agenda realizada na ApexBrasil
A ApexBrasil recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu escritório em Lisboa, autoridades brasileiras e portuguesas para uma agenda de cooperação internacional nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação. A programação incluiu a assinatura de instrumentos de cooperação entre instituições dos dois países, no âmbito das atividades da Agência voltadas à internacionalização do ecossistema brasileiro de saúde.
Participaram da agenda o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, a ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, além de representantes da Anvisa, do Infarmed, das Universidades de Coimbra e de Aveiro e de outras instituições parceiras. Durante o evento, foram formalizados acordos para ampliar a cooperação científica, tecnológica e institucional entre Brasil e Portugal.
Os atos assinados abrangem as atividades institucionais da Fiocruz no escritório da ApexBrasil em Lisboa, voltadas à cooperação internacional na área da saúde. Também foram firmados acordos entre a Fiocruz e as universidades de Coimbra e de Aveiro, além de um protocolo envolvendo Infarmed, Anvisa e Fiocruz para ampliar a cooperação regulatória entre Brasil e Portugal.
Além da cerimônia, a programação incluiu uma visita às instalações da ApexBrasil, onde autoridades conheceram o programa de incubação de startups brasileiras em Lisboa. Desenvolvida em parceria com o Sebrae, a iniciativa apoia empresas inovadoras em seu processo de internacionalização para o mercado europeu, oferecendo mentorias, conexões com investidores e potenciais clientes, além de acesso ao ecossistema português de inovação.
Durante a visita, startups brasileiras da área da saúde apresentaram soluções inovadoras para o fortalecimento do setor. A Biolinker apresentou sua atuação em biotecnologia e biologia sintética, com soluções para produção de proteínas recombinantes voltadas ao setor farmacêutico. A Diagnext mostrou tecnologias de saúde digital para compressão inteligente de imagens médicas, telemedicina e interoperabilidade de dados em saúde. Já a Onco.AI apresentou ferramentas de inteligência artificial para apoio ao diagnóstico e à tomada de decisão clínica em oncologia, com foco na previsão do risco de recidiva de câncer de mama e de pulmão.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a agenda em Lisboa reuniu instituições brasileiras e portuguesas para ampliar o intercâmbio nas áreas de saúde, ciência e inovação. “A internacionalização da saúde brasileira vai muito além da exportação de produtos. Ela passa pela construção de parcerias entre empresas, centros de pesquisa, universidades e governos. O escritório da ApexBrasil em Lisboa foi concebido para aproximar esses atores”.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da cooperação entre as instituições participantes. “A aproximação entre instituições de pesquisa, empresas e órgãos públicos amplia as possibilidades de intercâmbio de conhecimento e favorece o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios da saúde”.
Para o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, os acordos firmados tratam de projetos com instituições portuguesas nas áreas de pesquisa, formação e inovação. “As assinaturas realizadas hoje preveem o desenvolvimento de projetos conjuntos nessas áreas em Portugal. A presença da Fiocruz no escritório em Lisboa também favorece o diálogo com parceiros europeus”.
A cooperação entre ApexBrasil e Fiocruz é realizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica. A parceria tem como objetivo ampliar a cooperação científica e a internacionalização de instituições e empresas brasileiras do setor de saúde.
Regina Xeyla
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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