Connect with us


Brasil

MJSP sedia reunião do CNSP para alinhar estratégias da segurança pública de 2026

Publicado em

Brasília, 29/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sediou, nesta quarta-feira (29), a 13ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP). O encontro reuniu lideranças do setor no Palácio da Justiça, na capital federal, com o objetivo de alinhar o cronograma de ações de 2026, fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e aprimorar a gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A mesa de abertura foi composta pelo ministro do MJSP e presidente do CNSP, Wellington César Lima e Silva; pelo secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; pela secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Marta Machado; pela secretária nacional de Acesso à Justiça (Senaju), Sheila Carvalho; pelo assessor especial do ministro, Daniel Hirata; e pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antonio Fernando Souza Oliveira.

No início dos trabalhos, o secretário Chico Lucas reforçou a visão da segurança como sistema integrado e destacou a importância da articulação entre conhecimento acadêmico e experiência técnica para qualificar as políticas públicas.

Em seguida, o ministro Wellington Lima apresentou o conceito de “dupla velocidade”, que busca equilibrar medidas estruturantes de longo prazo e respostas imediatas às demandas da população. Segundo ele, a gestão se baseia em evidências e dados empíricos. “O ministério busca uma gestão baseada em evidências e dados para estabelecer um ciclo virtuoso no setor”, afirmou.

Leia mais:  Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas disponibiliza página dedicada à Amazônia Legal durante a COP 30

Quatro pilares prioritários

A estratégia para 2026 está organizada em quatro pilares prioritários.

O combate ao crime organizado tem foco na asfixia financeira e no desmonte do patrimônio das facções, em atuação integrada entre os órgãos de segurança.

O fortalecimento do sistema prisional prevê a qualificação de unidades do País para o padrão de segurança máxima, com o objetivo de reduzir a capacidade de comando das organizações criminosas a partir das instituições. Segundo o ministro, trata-se de uma ação de Estado que exige cooperação permanente entre os órgãos republicanos. “A meta é qualificar 10% das unidades carcerárias do país para o padrão de segurança máxima, desarticulando o comando do crime de dentro das instituições”, afirmou.

No enfrentamento à violência contra a mulher, o ministro destacou o combate ao feminicídio como compromisso central do Governo e marcador civilizatório, ressaltando que índices elevados representam retrocessos inaceitáveis diante da relevância da mulher na sociedade.

Nesse eixo, reforçou a ampliação do uso de inteligência preditiva por meio do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), com base em bancos de dados capazes de identificar padrões de agressores e situações de vulnerabilidade. Também informou que o ministério estuda as causas da subnotificação para viabilizar intervenções antes da escalada da violência.

O combate ao roubo de celulares também integra a estratégia. O ministro explicou que o problema afeta o patrimônio da população, impacta setores econômicos e pode evoluir para crimes mais graves, como o latrocínio. Por isso, será estruturado um novo marco tecnológico, em articulação com operadoras de telefonia, para enfrentamento baseado em inteligência.

Leia mais:  MJSP e UnB atualizam cronograma de edital do projeto Pensando o Direito

Diretorias da Senasp apresentam ações para 2026

A reunião contou com apresentações das diretorias da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que detalharam ações prioritárias para o próximo ciclo.

A diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública (DGFNSP), Camila Pintarelli, apresentou o gerenciamento de recursos e o convênio firmado com a Universidade de São Paulo (USP) para aprimorar a governança.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo, destacou o andamento dos projetos Município Mais Seguro e a implementação das Câmeras Corporais. Já o diretor da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fernando Alencar Medeiros, apresentou o planejamento operacional e as atribuições da tropa federativa.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), José de Anchieta Nery, tratou das operações integradas e das diretrizes do programa Brasil Contra o Crime Organizado.

No encontro, a diretora substituta de Gestão e Integração de Informações (DGI), Ana Cecília Gonzalez, apresentou as novas soluções do Sinesp, enquanto a diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos, detalhou a atualização da Matriz Curricular Nacional para profissionais de segurança.

CNSP
13° Reunião Ordinária MJSP

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook

Brasil

Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE

Published

on

Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado nesta quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.

Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.

Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.

Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.

Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.

Onde estão os jovens

No mesmo período, observou-se que o grupo de jovens que apenas estudam (na escola ou na faculdade) é de 12,8 milhões (39%). Os que somente trabalham são 9,6 milhões (29,1%) e 4,3 milhões (13,2%) estudam e trabalham. Já os chamados “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) somam 6,2 milhões (18,7%).

Leia mais:  MJSP e UnB atualizam cronograma de edital do projeto Pensando o Direito

“A maioria dos jovens que integram esse grupo de “nem-nem” são meninas com filhos pequenos. É uma situação complexa porque só conseguimos alterar essa realidade fazendo com que essas jovens voltem a estudar ou a trabalhar. Para isso, precisamos que governos locais e empresas ofereçam creches em tempo integral e “cuidotecas”. Sem saber que seus filhos estão sendo cuidados, será muito difícil que essas meninas possam retornar ao mundo do trabalho”, alertou a subsecretária.

Os jovens estão mais escolarizados e têm como credencial mínima o diploma, que funciona como porta de entrada no mercado de trabalho, mas a maioria ainda está em ocupações generalistas. A pesquisa mostrou que 73% têm ao menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram a graduação.

Quanto às horas trabalhadas, a média semanal geral dos ocupados está em 39,2 horas, sendo 38,6 horas para a faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham 27,3 horas por semana, com a carga horária superando o contraturno escolar. “Há, de fato, jornadas longas. É um sinal de que, para muitos, o trabalho está disputando espaço com a escola”, alerta Paula.

Tempo de permanência no emprego

O jovem tem encontrado mais oportunidades, mas, quanto mais jovem, menor é o tempo de permanência na ocupação. Mais da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos, ou seja, 52%, deixam o trabalho em menos de um ano, em geral porque buscam outros tipos de ocupação.

Quanto mais velho, a rotatividade cai pela metade: entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é de 38,2% e, entre 25 e 29 anos, de 25,3%. A baixa qualificação, os salários reduzidos e as jornadas longas explicam parte das dificuldades. Ao perceber que as empresas não investirão em seu desenvolvimento, alguns jovens buscam a demissão voluntária em busca de empregos similares que ofereçam alguma vantagem adicional.

Muitas vezes, a falta de informações claras leva esses jovens a aceitar oportunidades que nem sempre correspondem às expectativas.

Funções generalistas

A maioria dos jovens, cerca de 11,6 milhões, está em ocupações generalistas. Ou seja, 84% estão em funções de comércio e serviços que não exigem formação específica. Desse total, 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo e 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. Apenas 2,15 milhões estão em ocupações técnicas ou de nível superior.

Leia mais:  Curso inédito capacita profissionais do Susp para o combate a crimes ambientais

As principais ocupações são as de balconistas e vendedores (1,24 milhão) e escriturários gerais (1,07 milhão).

“Essas são ocupações que tendem a sofrer muitas alterações porque possuem diversas tarefas repetitivas, mais sujeitas à automação. O jovem não pode se acomodar. Ele precisa, dentro desse posto de trabalho, descobrir as melhores ferramentas, inclusive a Inteligência Artificial (IA), utilizando-as para aprender mais e se desenvolver profissionalmente”, concluiu Paula.

Estagiários e aprendizes

O Brasil tem 1,77 milhão de estagiários, sendo 86% na modalidade não obrigatória e com bolsas médias em torno de R$ 1.075, conforme dados do eSocial.

Em relação aos aprendizes, o número total de jovens era de 716.742 em abril de 2026, com média salarial de R$ 1.160,17. Esse foi o maior estoque de jovens já registrado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097). Em comparação com abril de 2025, quando eram 644.851 jovens, o crescimento foi de 11,15%.

Eles também estão concentrados em ocupações generalistas, o que precisa ser considerado, uma vez que, idealmente, esses profissionais deveriam estar mais presentes em áreas voltadas à especialização.

Desafios

Para superar os desafios que persistem, a subsecretária avalia que é necessário elevar a escolaridade por meio de políticas como o programa Pé-de-Meia, a EJA profissionalizante e cursos on-line de combate à evasão.

Além disso, destacou a importância de conectar trabalho e formação — tendo a aprendizagem profissional e o estágio como pontes para um mercado mais qualificado — e ampliar a participação dos jovens em funções de maior densidade tecnológica.

Também é prioritário focar em quem está fora do estudo e do trabalho, com ações que permitam que políticas de cuidado apoiem famílias com crianças pequenas, para que os pais possam voltar a estudar.

Por fim, a subsecretária reiterou a necessidade de garantir que as experiências de trabalho na juventude deixem de ser apenas uma ferramenta de subsistência imediata e passem a funcionar como base para a construção de uma trajetória profissional mais sólida, com postos de trabalho decentes e salários dignos.

Confira o estudo completo aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262