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MJSP debate proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital em congresso da OAB

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Brasília, 15/5/26 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou do Congresso de Direito Digital: regulação, desafios e oportunidades, realizado na quarta-feira (13). O debate teve como objetivo avaliar os efeitos da transformação digital no exercício da advocacia, na proteção de dados e no funcionamento do sistema de Justiça.

O secretário nacional de Direitos Digitais do MJSP, Victor Oliveira Fernandes, participou do primeiro painel, intitulado ECA Digital na prática: compliance, implementação e oportunidades para a advocacia. Ele ressaltou o caráter sistêmico da legislação e a necessidade de atuação conjunta do poder público, do setor privado e da sociedade civil.

“O ECA Digital é uma legislação que depende de um arco de atores institucionais. Ele não vai ser aplicado só por um órgão, só por uma agência reguladora, só por um tribunal, só por um Ministério Público — ele vai ser aplicado por todos esses entes coletivamente”, afirmou.

Atividade infantil, denúncias e moderação de conteúdo

Ao lado do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Rodrigo Badaró; da analista de relações governamentais do Instituto Alana, Emanuella Halfed; da diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Lorena Gilberti Coutinho; e da presidente da Comissão de Direito Digital da OAB/DF, Isabel Bispo, o secretário detalhou pontos da legislação com impacto direto no sistema de Justiça, como atividade artística infantil em plataformas digitais, responsabilização das plataformas e moderação de conteúdo.

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No caso da atividade artística infantil em plataformas digitais, crianças e adolescentes que expõem de forma habitual e pública suas rotinas em vídeos e imagens na internet passarão a depender de autorização judicial, nos termos do artigo 34 do Decreto nº 12.880, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O MJSP mantém comitê de trabalho em diálogo com o CNJ e o CNMP para operacionalizar os procedimentos necessários para esta implementação em todo o território nacional”, observou Victor Fernandes.

O secretário também destacou a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, dentro da Polícia Federal (PF), responsável por receber e triar denúncias de crimes contra crianças e adolescentes em plataformas digitais.

“Trata-se de estrutura inédita no País para recebimento e triagem de denúncias de crimes contra crianças e adolescentes nas plataformas digitais. A legislação estabelece, pela primeira vez, a obrigação de as plataformas reportarem esses crimes em território nacional”, explicou.

Até a entrada em vigor da norma, grande parte dessas comunicações era direcionada a uma entidade nos Estados Unidos (EUA), responsável por encaminhar relatórios às autoridades policiais brasileiras por meio de acordo de cooperação.

A moderação de conteúdo também contará com entes legitimados para encaminhar notificações prioritárias às plataformas, nas hipóteses previstas na Lei nº 15.211/2025.

“Além do Ministério Público (MP) e das autoridades policiais, o decreto prevê os chamados sinalizadores de confiança, entidades da sociedade civil habilitadas pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que terão papel determinante na efetividade da Lei do ECA Digital”, afirmou.

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Regulação digital e capacitação

A diretora da ANPD, Lorena Gilberti Coutinho, apresentou os avanços regulatórios relacionados à nova legislação. Ela destacou a publicação de orientações preliminares sobre mecanismos de aferição etária — tema considerado sensível porque a autodeclaração de idade é insuficiente para proteger crianças e adolescentes de conteúdos proibidos —, além do guia para fornecedores de tecnologia da informação colocado em consulta pública.

A diretora informou ainda que a ANPD atualiza o regulamento de dosimetria de sanções para refletir as particularidades da legislação, que prevê penalidades mais severas.

O conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró chamou atenção para a necessidade de capacitar magistrados e membros do Ministério Público sobre a nova legislação e sua interface com a proteção de dados pessoais.

Já Emanuella Halfed, do Instituto Alana, enfatizou as oportunidades para a advocacia, incluindo orientação a escolas e famílias, apoio à adequação de plataformas e fortalecimento dos mecanismos de denúncia nos territórios.

O evento foi aberto pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e aprofundou debates sobre inteligência artificial na advocacia, vazamento de dados, ecossistemas digitais nas eleições e os desafios da atuação jurídica no ambiente virtual.

O Congresso de Direito Digital foi promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB/DF), em parceria com a Comissão de Direito Digital do Conselho Federal da OAB (CDD/CFOAB) e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Pesca e Aquicultura podem se beneficiar dos R$ 622 bilhões do Plano Safra

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (30), o novo Plano Safra 2026/2027. Durante a cerimônia, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), foi anunciado o investimento de R$ 97,3 bilhões para a Agricultura Familiar. Isso representou aumento de 28% em relação à 2024. Para o Agronegócio o investimento é de R$ 525 bilhões. Aumento de 3,35% em relação ao mesmo período. O evento contou com a presença do ministro da Pesca, Edipo Araujo; da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli; da ministra da Casa Civil, Míriam Belchior; da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.   

“O Ministério da Pesca e Aquicultura trabalha fortemente para dar celeridade às entregas para que as políticas públicas cheguem aos nossos pescadores e aquicultores. O Plano Safra é uma das principais políticas porque envolve a geração de renda de quem ajuda a colocar o alimento na mesa de milhões de brasileiros é um setor que, ao longo dos anos, mereceu ainda mais atenção e reconhecimento. Só um presidente como o Lula para dar voz a mais de 1,7 milhão de pescadores e mais de 33 mil aquicultores, que colocam na nossa mesa em torno de 1,4 milhão de toneladas de pescado. Neste avanço, também temos o Pronaf Azul, pois o crédito rural também chegou com mais força junto aos povos das águas. Houve o crescimento de 143% em operações para pesca e aquicultura ao comparar com o último Plano Safra”, destacou o ministro Edipo Araujo. 

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 O Plano Safra oferece linhas de crédito e outros incentivos para que os produtores rurais possam fortalecer a produção. Em 2024, foram disponibilizados R$ 76 bilhões, enquanto em 2025 foram R$ 89 bilhões para a Agricultura Familiar. Para o Agronegócio, foram liberados R$ 508 bilhões em 2024 e R$ 516 bilhões em 2025.  

Plano Safra
Plano Safra

Das águas à mesa dos brasileiros 

 Nos últimos anos, o Plano Safra vem sendo um instrumento para fortalecer os setores pesqueiro e aquícola. A taxa para o financiamento da produção de alimentos do setor da Pesca e Aquicultura passou de 3% para 2% ao ano, podendo chegar até 0,5% ao ano para o microcrédito (Pronaf B). “Isso representa o fortalecimento do setor e mais possibilidades para modernização e ampliação da atividade dos trabalhadores e trabalhadoras das águas”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.  

 O Pronaf Azul é um programa de crédito do Plano Safra da Agricultura Familiar, voltado especificamente para pescadores artesanais e aquicultores familiares, com condições diferenciadas de limite e juros para apoiar a produção. Por meio do Pronaf Azul, esse público acessa três linhas principais de financiamento: o Pronaf Custeio, com limite de R$ 250 mil, taxa de 2% ao ano e prazo de 11 meses; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de R$ 270 mil, taxa de 2% ao ano e prazo de até 10 anos (com 3 anos de carência); e o Pronaf B, voltado ao microcrédito produtivo, com limite de R$ 12 mil, juros de 0,5% ao ano e prazo de 3 anos. 

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 O lema do lançamento do Governo Federal é: “um país soberano é um país que alimenta o seu povo”. Na cerimônia no Palácio do Planalto também foram anunciados o convênio do Edital do Ministério da Pesca e Aquicultura de Fortalecimento Produtivo para execução de projetos de promoção e geração de trabalho e renda, no valor de R$ 7 milhões, beneficiando 11 mil pescadores, e a Portaria do Ministério da Pesca e Aquicultura que cria a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e institui política que oferece assistência técnica continuada, participativa e contextualizada.  

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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