Brasil
Ministro reúne PF, PRF e Senappen para ampliar integração no combate ao crime organizado
Brasília, 12/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (12), em Brasília, com os diretores-gerais da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Fernando Souza Oliveira, para fortalecer a atuação integrada das forças federais no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
Também participaram do encontro o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ademar Borges; e o coordenador-geral de Segurança e Operações Penais, José Renato Gomes Vaz.
A reunião discutiu o fortalecimento da atuação conjunta das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça — Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal —, além do aperfeiçoamento das ações em regiões de fronteira, do alinhamento dos fluxos de comunicação entre os órgãos e da constituição de grupos de trabalho voltados à revisão e ao aperfeiçoamento de normativos internos.
Segundo Wellington Lima, a integração entre instituições é um dos pilares do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.
“O Brasil Contra o Crime Organizado tem como uma das principais características a união e o trabalho em conjunto para enfrentar as facções no País. A integração federativa não é apenas desejável — é condição estrutural para resultados duradouros”, afirmou.
Governança permanente
A iniciativa desta sexta-feira dá continuidade a um novo ciclo de encontros promovidos pelo ministro como desdobramento da reunião realizada em 29 de maio, logo após seu retorno de Assunção, no Paraguai, onde participou da Reunião de Ministros da Justiça, Interior e Segurança do Mercosul.
Na ocasião, Wellington Lima reuniu secretarias do MJSP, órgãos de segurança pública, integrantes do Ministério Público brasileiro e representantes da sociedade civil para apresentar os resultados do encontro regional, compartilhar os acordos bilaterais firmados com países vizinhos e promover uma análise conjuntural sobre o combate ao crime organizado no Brasil e na América do Sul.
A decisão de reunir, de forma imediata e em um mesmo espaço, representantes de diferentes instituições reforça o compromisso do Governo Federal com a construção de respostas coordenadas, permanentes e baseadas em evidências para enfrentar a criminalidade organizada.
Os encontros deverão ocorrer no máximo a cada 15 dias, preferencialmente às sextas-feiras. A próxima reunião, prevista para o dia 26, contará com a participação dos presidentes dos colégios nacionais de comandantes das Polícias Militares, de delegados das Polícias Civis e de secretários estaduais de Segurança Pública.

- Reunião no dia 29 de maio, no Ministério, com secretários, chefes da PF e PRF e representantes da sociedade civil
Resultados reforçam papel das forças federais
O encontro também serviu para avaliar resultados recentes das instituições que atuam diretamente nos quatro eixos estruturantes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado: asfixia financeira das facções, qualificação das investigações de homicídios, fortalecimento da segurança no sistema prisional e combate ao tráfico de armas.
A Polícia Federal tem mantido uma média de aproximadamente dez operações por dia voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.
A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, registrou apreensões expressivas somente em dois dias do mês de maio, quando localizou cerca de R$ 1,3 milhão ocultos em um veículo.
Já a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou os resultados da Operação Mute. Em uma das etapas da ação, voltada ao combate às comunicações ilícitas dentro dos presídios, foram retirados 680 aparelhos celulares de unidades prisionais brasileiras.
As ações demonstram a complementaridade entre os órgãos federais no enfrentamento ao crime organizado, desde a interrupção de fluxos financeiros ilícitos e a repressão ao tráfico até o combate à atuação de facções dentro do sistema penitenciário.
A reunião antecede uma semana de compromissos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as pautas previstas está a participação do ministro em evento na Paraíba voltado ao fortalecimento das políticas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres.
Brasil
Mercado Livre de Energia: entenda como funciona a migração e as regras para contratação de energia
O Mercado Livre de Energia é a modalidade em que os consumidores habilitados podem escolher de quem comprar energia elétrica e negociar condições contratuais diretamente com fornecedores, geradores ou comercializadores, ampliando a competitividade. Nesse ambiente, é possível definir aspectos como preço, quantidade de energia contratada, prazo de fornecimento, forma de pagamento e, em alguns casos, a origem da energia adquirida.
Todos os consumidores conectados em média e alta tensão, classificados no Grupo A (tensão igual ou superior a 2,3 kV), já estão aptos a migrar. Se a carga individual do consumidor for menor que 500 kW, a participação exige a intermediação de um agente varejista, que gerencia a compra e assume a representação do consumidor junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse formato simplifica toda a gestão da comercialização no mercado livre para consumidores com pequenas cargas.
No Brasil, a comercialização ocorre em dois ambientes:
- Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – A energia é fornecida pelas distribuidoras com condições definidas pela regulação setorial.
- Ambiente de Contratação Livre (ACL) – As condições comerciais são negociadas entre compradores e vendedores.
Como funciona a contratação?
No Mercado Livre de Energia, o fornecimento do serviço da entrega da energia para o consumidor continua utilizando a rede da distribuidora local, que permanece responsável pela entrega e manutenção do serviço de energia elétrica. A diferença está no modelo comercial, o consumidor segue pagando pelo uso da rede de distribuição (fio), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com geradores, comercializadores ou produtores independentes.
Essa modalidade envolve diferentes agentes do setor elétrico:
- Geradores – Responsáveis pela produção da energia elétrica;
- Comercializadores – Realizam a compra e venda da energia;
- Consumidores livres e especiais – Empresas e unidades consumidoras habilitadas a contratar energia no ACL;
- Distribuidoras – Responsáveis pela operação e manutenção das redes de distribuição; e
- Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – Entidade responsável pelo registro dos contratos e pela contabilização e liquidação das operações de mercado.
Quando os consumidores de baixa tensão poderão migrar?
A partir do final de 2027 os consumidores atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV), como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais e indústrias de menor porte, hospitais e escolas, poderão exercer o direito de escolha do seu fornecedor de energia, de acordo com o Decreto nº 13.097/2026. Segundo o texto do regulamento, a abertura de mercado ocorrerá nas seguintes datas para esses consumidores:
- Em novembro de 2027 – Todos os consumidores industriais e comerciais com qualquer carga e tensão poderão começar a migrar para o mercado livre;
- Em novembro de 2028 – Para todos os demais consumidores.
O texto estabelece o prazo mínimo para que esses consumidores comuniquem à distribuidora a escolha de um novo fornecedor de energia elétrica, de acordo com as próprias necessidades, e determina as regras que precisarão ser obedecidas para fazer a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso inclui requisitos para formalizar a opção, representação por agentes varejistas e prestação de informações aos consumidores. O texto também disciplina o chamado Supridor de Última Instância (SUI), que é quem vai garantir a energia elétrica ao consumidor, caso o novo fornecedor dele tenha algum problema.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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