Brasil
A Força dos Ventos marítimos
A energia eólica offshore é uma tecnologia de geração de eletricidade que utiliza a força dos ventos em áreas marítimas. Diferentemente dos parques eólicos onshore (terrestres), as turbinas offshore são instaladas no mar, onde os ventos são mais intensos e constantes.
O funcionamento desse sistema ocorre da seguinte forma: o vento movimenta as pás das turbinas, fazendo com que o rotor gire. Esse movimento é transmitido a um gerador, que converte a energia mecânica em energia elétrica. Em seguida, a eletricidade produzida é transportada por cabos submarinos até uma subestação offshore, onde a tensão é elevada para reduzir perdas durante a transmissão. Após esse processo, a energia é conduzida por cabos até a costa e integrada ao sistema elétrico para distribuição aos consumidores.
Existem dois principais tipos de instalações offshore. O primeiro utiliza fundações fixas, adequadas para regiões de menor profundidade, onde as torres são ancoradas diretamente no fundo do mar. O segundo é composto por plataformas flutuantes, destinadas a águas profundas, que permanecem estabilizadas por sistemas de ancoragem.
As turbinas utilizadas em parques eólicos offshore podem apresentar dimensões superiores às empregadas em instalações terrestres. A geração de eletricidade ocorre sem combustão durante a operação e integra o conjunto de tecnologias utilizadas para a produção de energia elétrica.
A implantação de parques eólicos em ambiente marinho requer a realização de estudos ambientais detalhados, com o objetivo de minimizar os impactos sobre a fauna marinha, as aves migratórias e as atividades pesqueiras.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]
Brasil
Parque Nacional de Ubajara: santuário de grutas, biodiversidade e paisagens deslumbrantes no Ceará
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
Caminhos pela região
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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