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Ministro Fávaro destaca papel estratégico da Embrapa na transformação da Baixada Cuiabana

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Silvia Masshurá, inauguraram, neste sábado (21), a nova Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Baixada Cuiabana, no município de Nossa Senhora do Livramento (MT).

O ministro Fávaro destacou que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações estruturantes voltadas à transformação da realidade no campo. “Começamos ouvindo os municípios, entendendo as necessidades e definindo prioridades para transformar a realidade econômica da Baixada Cuiabana em oportunidades concretas para as pessoas”, afirmou.

Ele também ressaltou o papel do governo federal na viabilização dos investimentos e a importância da recuperação de estruturas e da criação de novas oportunidades produtivas. “Onde antes havia abandono, hoje estamos construindo um centro de excelência que vai gerar desenvolvimento, renda e inclusão produtiva para toda a região”, afirmou.

A presidente Silvia Massruhá ressaltou a importância estratégica da iniciativa e o papel da ciência para o desenvolvimento regional. “Essa inauguração é muito mais do que a entrega de um espaço físico. É a presença da ciência na Baixada Cuiabana, levando conhecimento, tecnologia e soluções para os produtores rurais”, afirmou.

Também enfatizou o potencial da unidade para fortalecer a agricultura familiar, representando um espaço de transformação. “Esse é um ambiente que vai além da pesquisa. É um espaço que promove desenvolvimento, gera oportunidades e contribui diretamente para a segurança alimentar, que é uma questão central para o Brasil e para o mundo”, concluiu.

O reitor do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Júlio Santos, destacou as parcerias com o Mapa e os impactos já gerados no estado, como a execução de programas, recuperação de estruturas e distribuição de alevinos para dezenas de municípios, além da construção da própria unidade em tempo recorde. Já a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Márcia Moura, ressaltou o papel da universidade na interiorização da ciência e no apoio aos produtores, reforçando o compromisso da universidade em ampliar sua atuação e parcerias em todo o estado.

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O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, celebrou a entrega da unidade como uma conquista esperada pela região, ressaltando o compromisso do sistema Famato/Senar em apoiar os produtores. E o presidente da Fenagri-MT, Divino Martins, evidenciou os avanços para a agricultura familiar e o diálogo com o ministério.

A Umipi está instalada em uma área de cerca de 200 hectares e consolida a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na promoção da inovação no campo e no fortalecimento da agricultura familiar em uma das regiões estratégicas de Mato Grosso. Com investimento de aproximadamente R$ 53 milhões, a unidade foi estruturada como um centro de referência em pesquisa agropecuária aplicada, voltado ao desenvolvimento sustentável e à promoção da segurança alimentar.

O ministro Fávaro enfatizou, ainda, que as ações vão além da pesquisa e integram um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural. “Não existe agricultura forte sem base. Por isso começamos pelo solo, avançamos com tecnologia, máquinas, conectividade e crédito para garantir renda e qualidade de vida no campo”, destacou.

Na ocasião, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado pelo Mapa por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no estado de Mato Grosso (SFA-MT), e pela Embrapa juntamente com as instituições estratégicas como UFMT, IFMT, Unemat, Empaer, INPP, Famato e Senar-MT para a criação de um hub de inovação agropecuária na Baixada Cuiabana.

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A iniciativa integra pesquisa, assistência técnica e formação, com o objetivo de desenvolver e levar tecnologias diretamente aos produtores rurais, impulsionando produtividade, sustentabilidade e geração de renda. O acordo também estabelece uma governança colaborativa entre os parceiros, fortalecendo a atuação conjunta e a sustentabilidade das ações.

Com isso, a região passa a se consolidar como um polo de inovação, conectando ciência, governo e setor produtivo para transformar conhecimento em resultados concretos no campo.

Na oportunidade, ocorreu também o descerramento da placa de inauguração da nova Umpi na Baixada Cuiabana.

Após a cerimônia, foram entregues 30 mil alevinos para produtores rurais do município União do Sul que integram o projeto “Piscicultura Mais Vida”, iniciativa voltada ao fortalecimento da agricultura familiar por meio do incentivo à produção de pescado, com oferta de insumos, capacitação técnica e apoio à geração de renda.

“Já entregamos milhões de alevinos gratuitamente para incentivar a piscicultura. É uma ação que gera renda, promove inclusão produtiva e fortalece a agricultura familiar, respeitando o tempo da natureza e garantindo produção sustentável”, explicou o ministro Carlos Fávaro.

A agenda foi encerrada com a visita a horta do projeto “Alimentar, alimento da Gente pra Gente”, presente na Umipi.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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