Agro
Miolo inaugura complexo enoturístico e revoluciona experiências no Vale dos Vinhedos
Miolo apresenta novo Complexo Enoturístico no Vale dos Vinhedos
A Vinícola Miolo acaba de inaugurar seu novo Complexo Enoturístico no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), marcando uma nova fase na história do enoturismo brasileiro. O projeto dobrou o tamanho da loja, incorporou espaços inéditos como o rooftop e a Varanda dos Plátanos, além de modernizar todas as áreas de degustação e aprimorar a acessibilidade e a integração tecnológica.
Com o investimento, a empresa espera aumentar em 20% o fluxo de visitantes, que atualmente ultrapassa 200 mil pessoas por ano.
“Mais do que ampliar espaços, criamos condições para receber melhor, contar nossas histórias e aproximar ainda mais o público da cultura do vinho brasileiro”, destaca Adriano Miolo, diretor superintendente do Miolo Wine Group.
Modernização e ampliação com foco na experiência
O que começou como uma simples ampliação de loja se transformou em um projeto arquitetônico e sensorial de grande porte. Após quase dois anos de planejamento, as obras iniciadas em fevereiro de 2025 resultaram na expansão da área da loja de 144 m² para 280 m² e na ampliação do prédio para mais de 700 m².
O novo layout privilegia a jornada do visitante, com ambientes integrados, luz natural e narrativa visual que apresentam de forma imersiva as marcas e os terroirs da Miolo.
Arquitetura alia tradição e contemporaneidade
A arquiteta Clarissa Zanatta, responsável pelo projeto, explica que a proposta foi unir o respeito à história da vinícola com uma linguagem moderna. O uso de materiais como concreto aparente, aço e vidro cria um contraste elegante com o tijolo original, que segue como elemento central do patrimônio arquitetônico.
Novos mobiliários em MDF preto e amadeirado, iluminação cênica e soluções funcionais foram pensados para aprimorar o atendimento e a operação do espaço.
Ambientes que valorizam o enoturismo
No térreo, a nova recepção dá as boas-vindas aos visitantes e conduz à Varanda dos Plátanos, área de 62 m² com lareira externa ideal para pequenas degustações. O espaço é exclusivo da loja e oferece uma experiência acolhedora em todas as estações.
A maior sala de degustação da vinícola foi totalmente remodelada para proporcionar mais conforto e integração. A loja agora conta com ambientes temáticos que destacam as cinco unidades do Miolo Wine Group — quatro no Brasil e uma na Argentina —, evidenciando a diversidade dos terroirs:
- Vale dos Vinhedos (RS)
- Campanha Meridional (RS)
- Campanha Central (RS)
- Vale do São Francisco (BA)
- Luján de Cuyo (Mendoza, Argentina)
Espaços sustentáveis e funcionais
Além da renovação visual, a Miolo apostou em sustentabilidade e tecnologia. Foram instalados dois carregadores para carros elétricos, e áreas técnicas foram deslocadas para um anexo junto ao estacionamento, liberando as zonas nobres do prédio principal.
Rooftop: o novo cartão-postal da vinícola
O rooftop, com 135 m², é um dos grandes destaques do novo complexo. Com vista panorâmica para o Vale dos Vinhedos, o espaço comporta até 80 pessoas e é ideal para degustações personalizadas e pequenos eventos.
O local conta com copa exclusiva, banheiros e acesso por elevador, garantindo acessibilidade total. Além do rooftop, há uma nova sala de degustação e um auditório voltado a cursos técnicos e eventos especializados.
Cave Giuseppe: o coração do novo enoturismo
Dentro da vinícola, a Cave Giuseppe foi criada para abrigar os oito ovos de concreto utilizados na elaboração dos vinhos da linha Miolo Giuseppe, cada um com capacidade para 3.100 litros. O ambiente recebeu iluminação cênica e integração direta com a sala de barricas, agora parte do Tour Giuseppe Miolo, que inclui uma mesa central para 24 pessoas.
O projeto, assinado por Clarissa Zanatta Arquitetura e executado pela Nume Engenharia, consolida uma nova fase para a Miolo — mais moderna, imersiva e conectada à tradição do vinho brasileiro.
Temporada 2026: novas experiências e tours exclusivos
Com a inauguração do complexo, a Miolo lança também a Temporada 2026, com um portfólio totalmente renovado que oferece nove experiências de imersão. O grande destaque é o Tour Giuseppe Miolo – História e Inovação, que combina degustações desconstruídas, história e tecnologia dentro da nova Cave Giuseppe.
Durante o tour, o visitante experimenta três versões do Chardonnay DOVV — direto do ovo de concreto, da barrica de carvalho e o corte final — além de outras amostras das linhas Miolo Giuseppe Semillon e Miolo Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvignon DOVV.
“O visitante acompanha o vinho em sua construção, entendendo o processo de forma técnica e sensorial”, explica Artur Tremper Farias, gerente de Enoturismo da Miolo.
Outras experiências que valorizam os terroirs
O novo Tour Torre Miolo – Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (DOVV) integra espumantes e vinhos em um único roteiro, com degustações a 45 metros de altura na icônica torre panorâmica da vinícola.
A experiência Sete Lendários Miolo também foi reformulada, reunindo os sete vinhos ícones produzidos apenas em safras excepcionais, como Miolo Lote 43, Miolo Sesmarias e Miolo Testardi Syrah.
Já o Tour Miolo | História e Terroirs substitui a antiga visita tradicional, ampliando o número de rótulos degustados e explorando os cinco terroirs onde o grupo atua.
Degustações flexíveis com o “Flight’s Vinhos em Taça”
Para quem busca uma experiência mais livre, a Miolo lançou o Flight’s Vinhos em Taça, que oferece diferentes “voos” de degustação, com quatro ou cinco taças cada, sem necessidade de reserva. Os valores variam entre R$ 50 e R$ 90, com opções como Flight Espumantes, Flight Brancos, Flight DO Vale dos Vinhedos e Flight 4 Lendários.
Um novo capítulo do enoturismo brasileiro
Com um portfólio diversificado e estrutura ampliada, a Vinícola Miolo reafirma seu papel como referência no enoturismo nacional, unindo tradição, inovação e experiência sensorial. Os tours custam a partir de R$ 90 e podem ser reservados pela plataforma Wine Locals ou diretamente na vinícola.
Informações e reservas:
- 📞 (54) 2102-1537 | (54) 2102-1540
- 📧 [email protected]
🌐 Wine Locals – Vinícola Miolo
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare
Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.
O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.
A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.
A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.
Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.
A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.
Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.
Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.
Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.
Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.
O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.
Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.
Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.
Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.
Fonte: Pensar Agro
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