Connect with us


Educação

Ministérios discutem instrumentos para implementação da PNIPI

Publicado em

O Ministério da Educação (MEC) encerrou, na terça-feira, 23 de junho, em Brasília (DF), o 1º Seminário Nacional Políticas Públicas para a Primeira Infância. Iniciado na segunda-feira (22), o encontro integrou as ações do governo federal para a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) e reuniu representantes dos governos da União, dos estados e dos municípios para debater instrumentos e estratégias voltados à garantia dos direitos de crianças de zero a seis anos. 

Ao longo do segundo dia de programação, os ministérios que compõem o Comitê Executivo da PNIPI discutiram mecanismos para fortalecer a governança, a articulação interfederativa e a gestão das políticas públicas voltadas à primeira infância. O seminário também serviu como espaço para apresentação de iniciativas que apoiam a implementação da política em todo o país. 

Entre os instrumentos lançados no segundo dia de evento estão a oferta da pós-graduação lato sensu em Liderança e Gestão de Políticas Públicas para a Primeira Infância, em parceria com o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), voltada à formação de até 10 mil gestores públicos; a Estratégia Conhecimento e Ação (ECOA), destinada à produção, sistematização e disseminação de conhecimentos científicos e técnicos sobre o tema; e a plataforma de cursos unificada, com cursos ofertados na modalidade de educação a distância (EaD) dos ministérios da PNIPI e de parceiros. 

Outro anúncio foi a abertura da segunda turma do mestrado profissional em Gestão e Políticas Públicas com Ênfase na Primeira Infância, desenvolvido em parceria com o Itaú Social e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O curso, que agora conta com quase 8 mil inscritos, dobrará sua capacidade: antes, a oferta era limitada a 45 vagas em apenas uma turma; agora, passará a comportar 90 vagas no montante de duas turmas. 

Durante o evento, o secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, ressaltou a necessidade de ações articuladas para garantir o desenvolvimento integral das crianças brasileiras. “Pensar na primeira infância é agir no presente. É na primeira infância que se formam as bases do desenvolvimento humano e é também quando o Estado pode fazer a maior diferença, reduzindo desigualdades e ampliando as oportunidades. Por isso, a PNIPI não atua de forma isolada, ela integra educação, saúde, assistência social e direitos humanos, reconhecendo que o desenvolvimento infantil exige respostas coordenadas e contínuas”, afirmou. 

Leia mais:  HUs realizarão mais de 29 mil atendimentos no sábado (13)

Ao abordar os desafios da implementação da política em todo o país, o subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância do MEC, Alexsandro Santos, ressaltou a importância da mobilização nacional em defesa da primeira infância. “Seguimos todos juntos, envolvidos nas diferentes áreas do setor público, em parceria com a sociedade civil e as universidades, para fazer valer a prioridade absoluta definida na Constituição Federal e fazer valer os direitos de cada bebê e de cada criança brasileira”. 

Primeiro dia – No primeiro dia de evento (22), houve o lançamento do Guia para Elaboração de Planos Intersetoriais pela Primeira Infância, documento desenvolvido em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e que visa orientar acerca da elaboração, da implementação e do monitoramento dos planos para a primeira infância. 

Além disso, houve a passagem do Pacto Nacional pela Primeira Infância, um momento de especial relevância para as políticas públicas voltadas às crianças no Brasil, pois formaliza a condução do Pacto no âmbito da Subsecretaria Nacional Integrada da Primeira Infância do Ministério da Educação. Esse movimento simboliza o fortalecimento da agenda da primeira infância e conta com o reconhecimento e a anuência das instituições parceiras que contribuíram para a consolidação do instrumento. 

Leia mais:  MEC entrega 29 ônibus para redes de ensino da Bahia

Encontro Nacional – O seminário é resultado de um ciclo de mobilização realizado em diferentes estados brasileiros, incluindo Ceará, Santa Catarina, Amazonas, São Paulo, Paraíba e Tocantins, que reuniu gestores públicos e instituições parceiras para troca de experiências e identificação de desafios comuns. A etapa nacional consolida essas discussões, promovendo a integração entre os entes federativos, órgãos de controle, especialistas e sociedade civil, com vistas ao aprimoramento das políticas públicas voltadas à primeira infância.  

PNIPI – A Política Nacional Integrada da Primeira Infância foi instituída pelo Decreto nº 12.574/2025 como uma iniciativa do governo federal voltada ao desenvolvimento integral de crianças de zero a seis anos. A política reconhece a primeira infância como uma etapa decisiva para o desenvolvimento humano e articula ações das áreas de saúde, educação, assistência social, direitos humanos e gestão e inovação. O objetivo é fortalecer a atuação do Estado de forma integrada, com foco na equidade e na garantia de direitos, especialmente para crianças em situação de maior vulnerabilidade. 

Além disso, PNIPI é uma política intersetorial que inclui a participação dos Ministérios da Saúde; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; dos Direitos Humanos e da Cidadania; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, entre outros órgãos federais. 

Transmissão | 1º dia de seminário  

Transmissão | 2º dia de seminário 

Resumo | Política Nacional Integrada da Primeira Infância 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook

Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

Published

on

A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Leia mais:  Senado debate políticas públicas para primeira infância

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Leia mais:  MEC orienta sobre uso do Novo PAR na formação de professores

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262