Educação
MEC entrega 29 ônibus para redes de ensino da Bahia
O Ministério da Educação (MEC) entregou, nesta quarta-feira, 1° de julho, 29 ônibus escolares para municípios da Bahia, no contexto do programa Caminho da Escola, adquiridos com investimentos de R$ 13,2 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Desde 2023, o estado já recebeu 342 novos ônibus escolares, por meio de aportes que somam R$ 162,7 milhões. Em todo o país, são 2,6 mil veículos, com orçamento de R$ 1,2 bilhão do Novo PAC.
Dentre os ônibus recebidos nesta quarta (1º) na cidade de Alagoinhas, 15 são do modelo ORE 2, que possui capacidade para até 44 estudantes sentados; e 14 do modelo ORE 3, que transporta aproximadamente 59 estudantes. Juntos, os veículos têm potencial para beneficiar aproximadamente 1.486 estudantes por viagem, fortalecendo o acesso à educação, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso. A cerimônia de entrega contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o presidente Lula, as entregas ampliam o acesso de crianças e adolescentes à educação e promovem a igualdade de oportunidades.
Não quero tirar nada de ninguém. A única coisa que eu quero dar a todos é a igualdade de oportunidades para disputar as mesmas vagas. Não quero privilégio para ninguém, mas que a filha da empregada doméstica tenha as mesmas chances de disputar a vaga no Enem que o filho da patroa dela.” Lula da Silva, presidente da República
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que políticas públicas do Governo Federal, como o Programa Pé-de-Meia e o Caminho da Escola, têm contribuído para a melhoria da qualidade da educação no país.
Se não fosse o presidente Lula, há 20 anos, ter promovido o diálogo com a indústria, o Programa Caminho da Escola não existiria no Brasil. Hoje, a Bahia vai receber mais de 340 ônibus neste mandato. Vamos continuar realizando as entregas porque os estudantes precisam ser transportados com dignidade.” Leonardo Barchini, ministro da Educação
Serão contemplados os municípios de Anguera, Araci, Aratuípe, Barra da Estiva, Barra do Rocha, Barrocas, Biritinga, Bom Jesus da Serra, Campo Alegre de Lourdes, Candiba, Canudos, Capela do Alto Alegre, Conceição do Almeida, Cristópolis, Dom Basílio, Elísio Medrado, Encruzilhada, Entre Rios, Érico Cardoso, Euclides da Cunha, Floresta Azul, Heliópolis, Ibicuí, Ichu, Igaporã, Ipupiara, Iraquara, Itacaré e Lajedo do Tabocal.
Etapas – Na modalidade de ônibus escolares (Caminho da Escola), o Novo PAC busca renovar e ampliar a frota de transporte escolar dos estados e municípios, garantindo mais segurança, conforto e permanência dos estudantes na escola.
O programa estruturou a aquisição dos ônibus escolares em duas etapas. A primeira, lançada em 2023, contemplou aproximadamente 1.500 veículos, com investimento nacional de R$ 700 milhões. Já a segunda etapa, iniciada em 2025, prevê cerca de 1.000 ônibus, com investimento de R$ 499 milhões. Em todo o país, a iniciativa já entregou 1.690 ônibus escolares. Foram 1.423 veículos distribuídos na primeira etapa e outros 267 na segunda, ampliando a oferta de transporte escolar seguro e adequado para estudantes da educação básica.
Na primeira etapa do Novo PAC, a Bahia foi contemplada com 242 ônibus escolares, em um investimento de R$ 112,9 milhões. Desse total, 236 veículos já foram entregues aos municípios beneficiados. Os seis restantes aguardam a publicação de nova ata para a continuidade dos procedimentos de aquisição e entrega.
Na segunda etapa, o estado recebeu a destinação de 100 novos ônibus escolares, com orçamento de R$ 49,4 milhões. Antes da entrega desta quarta-feira (1º), 28 veículos já haviam sido distribuídos a municípios baianos. Outros municípios ainda aguardam a contratação para aquisição dos ônibus, enquanto parte dos veículos passa por inspeção técnica ou já está em rota de entrega.
Caminho da Escola – Criado em 2007, o programa Caminho da Escola objetiva garantir, prioritariamente, o acesso diário e a permanência de estudantes residentes em áreas rurais e ribeirinhas nas escolas públicas de educação básica. A iniciativa oferece ônibus, embarcações e bicicletas fabricados especialmente para o tráfego em regiões com dificuldades para os habitantes chegarem às unidades de ensino. Diante disso, visa segurança, transporte escolar de qualidade e participação dos estudantes em atividades pedagógicas, esportivas, culturais ou de lazer, previstas no plano pedagógico da escola e realizadas fora do ambiente escolar.
O controle da qualidade dos ônibus escolares é feito em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e os veículos são equipados com Dispositivos de Poltrona Móvel (DPM) para garantir acessibilidade aos estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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