Paraná
Ministério Público do Paraná participa de reunião do Conselho Nacional de Recuperação de Ativos
O procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti, participou nesta quinta-feira, 16 de outubro, da reunião do Conselho Nacional de Recuperação de Ativos (Conara), no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.
Durante o encontro, foi apresentado o documento orientador (policy brief) para a elaboração do 1º Plano Nacional de Recuperação de Ativos, previsto no Decreto 11.842/2023. O documento está sob responsabilidade do Conara, órgão colegiado ao qual compete discutir e propor a Política Nacional de Recuperação de Ativos (PNRA) e submetê-lo à aprovação do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública.
A iniciativa surge da PNRA que busca descapitalizar organizações criminosas, impedindo que se beneficiem financeiramente de suas atividades ilícitas. Alinhado às principais convenções e recomendações internacionais, como as da ONU e do Grupo de Ação Financeira (Gafi), o plano busca consolidar a recuperação de ativos como uma prioridade estratégica no país. “A recuperação de ativos direcionada a interromper o fluxo financeiro do crime organizado e a recompor o patrimônio público lesado fortalecem a Justiça, reduzem desigualdades e permitem que mais recursos retornem à sociedade na forma de políticas públicas, construindo um país mais justo e seguro”, destacou Zanicotti.
O PGJ integra o Conara como representante titular do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG).
Também participaram da reunião o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Cláudio Franco Felix, e o promotor de Justiça Ivan Barbosa Mendes.
GNDOET
O Grupo Nacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (GNDOET), presidido por Zanicotti, colaborou na preparação do documento que servirá de base para a elaboração do plano nacional, representando o CNPG.
O documento também propõe um fluxo de trabalho colaborativo entre os membros do Conara e instituições parceiras, estruturando as ações em cinco etapas fundamentais: identificação, apreensão, administração, alienação e destinação dos ativos. Entre as recomendações estão o aprimoramento da interoperabilidade dos sistemas de gestão de bens, a capacitação contínua dos profissionais envolvidos, o fortalecimento da cooperação entre órgãos e definição de indicadores para avaliar a eficácia das ações.
Tecnologia da Informação
Na sequência da agenda em Brasília, o PGJ participou da Reunião do Grupo Nacional de Tecnologia da Informação (GNTI) do Conselho Nacional dos Procuradores-gerais (CNPG), que tratou sobre a cartilha de uso de Inteligência Artificial do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a regulamentação do uso de Inteligência Artificial no Brasil, entre outros assuntos. Também acompanharam a reunião o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Cláudio Franco Felix, e o promotor de Justiça Ivan Barbosa Mendes.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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