Paraná
MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios
O Ministério Público do Paraná, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos e dos núcleos regionais de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), cumpre nesta terça-feira, 7 de julho, 41 mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Chão de Giz. A investigação apura a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e fraudes licitatórias supostamente cometidos por uma organização criminosa que atua por meio de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para dezenas de municípios paranaenses.
Áudio do Promotor de Justiça Pedro Henrique Brazão Papaiz
A segunda fase da operação busca desmantelar ramificações da organização criminosa em cinco municípios do estado. Estão sendo cumpridas decisões judiciais expedidas em procedimentos distintos, três delas pelo Tribunal de Justiça do Paraná, em razão da existência de investigados com foro por prerrogativa de função, e duas por juízos de primeira instância das comarcas de Ortigueira e Palmital
Acordos ilícitos – Segundo as investigações, há indícios de que agentes públicos favoreceram o grupo empresarial investigado em procedimentos licitatórios e na execução de contratos administrativos. Em contrapartida, teriam firmado acordos ilícitos com os empresários para o pagamento de propina correspondente a um percentual dos valores contratados, que, em alguns casos, teria alcançado 10% do montante dos contratos.
As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Grandes Rios, onde há oito mandados, inclusive contra dois ex-prefeitos; Mauá da Serra, com seis mandados, entre eles um contra um ex-prefeito; Rio Branco do Ivaí, com 11 mandados, incluindo um contra o atual prefeito; Ortigueira, com 10 mandados, entre eles um contra o presidente da Câmara Municipal; e Laranjal, com seis mandados, um dos quais contra um secretário municipal.
Primeira fase – Deflagrada em 2022, a primeira fase da Operação Chão de Giz teve como foco a apuração dos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude à licitação, lavagem de capitais, peculato, entre outros, envolvendo agentes públicos dos municípios de Cândido de Abreu e Cidade Gaúcha. Os investigados dessa etapa foram acionados por ato de improbidade administrativa em 2024 e denunciados criminalmente, em 2025, pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR integra acordo de enfrentamento à violência política de gênero
O compromisso de promover um encaminhamento prioritário e eficaz a infrações penais e eleitorais de violência política contra a mulher na comarca de Capitão Leônidas Marques foi firmado entre o Ministério Público do Paraná e outras instituições integrantes do Sistema de Justiça, além de representantes do Poder Legislativo e da sociedade civil.
O acordo de cooperação institucional foi oficializado por meio da assinatura do Protocolo de Enfrentamento à Violência Política de Gênero, em solenidade realizada nesta semana, em 1º de julho, na Câmara Municipal de Capitão Leônidas Marques. O Promotor da 165ª Zona Eleitoral, Renato Sampaio Cavalheiro, representou o MPPR na ocasião.
“Esse esforço cooperativo surge em resposta direta à urgente necessidade de combater as agressões baseadas no gênero, as quais são reconhecidas pelas instituições envolvidas como uma das causas que geram a baixa participação feminina nos espaços de decisão e poder no país”, explica o Promotor de Justiça. “Com o protocolo, busca-se estruturar uma sólida rede de apoio municipal que ofereça amparo, segurança e acolhimento humanizado para candidatas, detentoras de mandato e mulheres que exerçam ou disputem funções públicas no município.”
No âmbito da Promotoria Eleitoral, Renato Cavalheiro afirma que as investigações penais terão andamento prioritário e conferirão especial relevância às declarações prestadas pela vítima e aos elementos de indício colhidos no caso concreto. Além disso, caso o ato denunciado não configure crime sujeito à competência eleitoral, os autos serão imediatamente remetidos ao juízo comum competente para evitar a perda de provas ou o perecimento do direito punitivo estatal decorrente do decurso do tempo.
Cooperação
A rede municipal de acolhimento e proteção será fortalecida por meio dos compromissos assumidos voluntariamente pelas instituições parceiras. A OAB Paraná, representada pela Subseção de Cascavel e pela advocacia dativa de Capitão Leônidas Marques, promoverá cursos de capacitação e elaborará uma cartilha digital com orientações para o enfrentamento da violência política de gênero no ambiente virtual. Essa modalidade corresponde a cerca de 33% dos casos registrados, segundo dados de 2025 do Instituto Alziras.
Também caberá à advocacia dativa local credenciada prestar assistência jurídica gratuita e especializada às mulheres em situação de vulnerabilidade, conforme as diretrizes da Portaria TRE/PR nº 163/2025.
Já a Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal atuará como porta de entrada para o acolhimento e o encaminhamento de relatos e denúncias, enquanto o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher acompanhará a implementação, a fiscalização e o fortalecimento das políticas públicas de proteção no município.
Signatários
O protocolo foi firmado pelo Promotor da 165ª Zona Eleitoral, Renato Sampaio Cavalheiro; pelo Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Luciano Carrasco Falavinha Souza; pela Procuradora Regional Eleitoral auxiliar, Eloísa Helena Machado; pelo Juiz da 165ª Zona Eleitoral, Carlos Rodrigo Orlando Villalba; pela Presidente da Subseção de Cascavel da OAB, Silvia Mascarello Massaro; pela presidente da Comissão das Mulheres Advogadas, Gislaine Rodrigues dos Santos; pela Coordenadora do Grupo de Trabalho de Mulheres em Espaço de Poder, Juliana Luiz Prezotto; pela representante da OAB na comarca, Sandra Cristina Stulp; pelo Presidente da Câmara de Vereadores de Capitão Leônidas Marques, Sidinei José Giusti; pela Procuradora da Mulher no Legislativo, Jane Rigo; e pela Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Ana Paula Neves Capeleti.
Fonte: Ministério Público PR
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