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Milho sobe na B3 com clima adverso nos EUA e Europa; exportações brasileiras reforçam expectativa de valorização

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O mercado de milho iniciou a semana em alta, sustentado por preocupações climáticas nos principais países produtores do Hemisfério Norte e pelo fortalecimento das exportações brasileiras. O cenário elevou os contratos futuros na Bolsa Brasileira (B3) e na Bolsa de Chicago (CBOT), reforçando a expectativa de maior competitividade do cereal brasileiro no mercado internacional.

Apesar da valorização nos mercados futuros, o mercado físico segue com negociações moderadas no Brasil, pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela expectativa de uma ampla oferta nas próximas semanas.

Clima nos Estados Unidos e Europa sustenta alta do milho

De acordo com análise da TF Agroeconômica, a valorização observada na B3 acompanhou os ganhos registrados em Chicago e também na Bolsa de Paris. O principal fator continua sendo o risco climático sobre as lavouras do Hemisfério Norte.

Nos Estados Unidos, previsões indicam a continuidade de temperaturas acima da média durante o período crítico de polinização do milho, além do excesso de chuvas registrado recentemente em estados do Meio-Oeste, como Iowa.

Segundo o analista Bruce Blythe, do Farm Futures, os modelos climáticos também apontam para um período mais seco na região oeste do Cinturão do Milho, aumentando as preocupações com o potencial produtivo da safra norte-americana.

Na Europa, a situação também preocupa o mercado. A intensa onda de calor reduziu significativamente a qualidade das lavouras francesas. As áreas classificadas entre boas e excelentes caíram para 58%, o menor índice dos últimos 13 anos, reforçando o viés altista para os preços internacionais.

Exportações brasileiras ganham força

O cenário climático internacional favorece o milho brasileiro, que tende a ganhar competitividade nas exportações.

Em junho, o Brasil embarcou 434 mil toneladas do cereal, volume aproximadamente 18% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Paralelamente, a colheita da segunda safra avança de forma consistente. Até o início de julho, cerca de 30% da produção já havia sido colhida, ampliando a disponibilidade para comercialização e exportação.

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Caso os problemas climáticos persistam nos Estados Unidos e na Europa, analistas avaliam que o Brasil poderá ampliar sua participação no mercado internacional ao longo do segundo semestre.

Contratos futuros avançam na B3

No fechamento da segunda-feira, os contratos futuros registraram valorização na Bolsa Brasileira.

O contrato com vencimento em julho de 2026 encerrou cotado a R$ 64,87 por saca, com alta diária de R$ 0,47. O vencimento de setembro fechou em R$ 68,30, avançando R$ 1,30, enquanto novembro terminou em R$ 71,31, com ganho de R$ 0,81.

Na abertura dos negócios desta terça-feira, o mercado iniciou praticamente estável, com pequenas oscilações negativas. Por volta das 9h30, o contrato julho/26 era negociado a R$ 64,88, enquanto setembro/26 estava em R$ 68,34. Os vencimentos janeiro/27 e março/27 eram negociados próximos de R$ 73,90 e R$ 75,40, respectivamente, mantendo estabilidade em relação ao fechamento anterior.

Chicago amplia ganhos com preocupação climática

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros mantiveram o movimento de recuperação observado no início da semana.

Durante a manhã desta terça-feira, os principais vencimentos operavam em alta. O contrato julho/26 era negociado próximo de US$ 4,42 por bushel, enquanto setembro atingia US$ 4,39. Os vencimentos dezembro/26 e março/27 também apresentavam valorização, refletindo o aumento das preocupações com o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

O mercado internacional permanece atento à evolução das condições climáticas nas próximas semanas, período considerado decisivo para o potencial produtivo da safra dos Estados Unidos.

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Mercado físico segue lento no Brasil

Mesmo com o suporte vindo das bolsas internacionais, o mercado disponível continua apresentando baixa liquidez.

No Rio Grande do Sul, as negociações permanecem na faixa entre R$ 56 e R$ 65 por saca. Em Santa Catarina, compradores e vendedores continuam distantes nas negociações, limitando o fechamento de novos negócios.

No Paraná, os consumidores aguardam uma oferta maior da segunda safra antes de ampliar as compras.

No Centro-Oeste e em Minas Gerais, o comportamento também segue cauteloso. A entrada de novos volumes, aliada à expectativa de produção recorde e à elevada oferta mundial, limita movimentos mais expressivos de alta nos preços.

Em Mato Grosso do Sul, a demanda da indústria de bioenergia ajuda a sustentar parte do consumo regional, enquanto Goiás e Mato Grosso avançam rapidamente na colheita favorecida pela redução das chuvas. Ainda existem relatos pontuais de perdas de qualidade causadas pela umidade registrada anteriormente.

Perspectiva para o mercado

A combinação entre riscos climáticos nos principais produtores mundiais e o fortalecimento das exportações brasileiras oferece suporte aos preços futuros do milho. Entretanto, no mercado interno, a ampla oferta decorrente da segunda safra ainda limita uma recuperação mais consistente das cotações.

Nas próximas semanas, o comportamento do clima nos Estados Unidos deverá continuar sendo o principal fator de formação dos preços internacionais, enquanto o ritmo das exportações brasileiras será determinante para melhorar a liquidez e sustentar os valores praticados no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

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Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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