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Brasil

Ministério dos Transportes projeta mais de R$ 100 bilhões em investimentos em Minas Gerais

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Minas Gerais receberá mais de R$ 100 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes nos próximos anos, com projetos estruturados pelo Ministério dos Transportes que ampliam rodovias, fortalecem ferrovias e destravam obras paradas no estado. O volume foi apresentado nesta segunda-feira (23), em Belo Horizonte (MG), durante a terceira edição do Eloos Itatiaia – Ciclo Cidades e Infraestrutura, evento que reuniu autoridades, especialistas e executivos para debater os desafios da infraestrutura no Brasil.

O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que o estado ganhou protagonismo na carteira de projetos da pasta. “Nos últimos três anos, o Ministério aplicou R$ 7 bilhões em rodovias e ferrovias por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). No governo anterior, os aportes variavam entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões por ano. Hoje, o volume chega a cerca de R$ 900 milhões anuais em Minas Gerais”, afirmou.

Para Santoro, o volume de investimentos está ligado à revisão de contratos e à mudança na modelagem dos projetos, com recuperação de recursos públicos, principalmente no setor ferroviário. “A estratégia permitiu recompor a capacidade de investimento e estruturar novas concessões no estado”, complementou.

Concessões

Minas Gerais soma R$ 62,5 bilhões em investimentos em rodovias concedidas e contratadas, com projetos já em execução e previsão de novos aportes ao longo dos próximos anos. No setor ferroviário, a carteira prevista chega a R$ 38 bilhões, com destaque para a ampliação da malha e a renovação de contratos, como a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória a Minas.

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“O Ministério dos Transportes reviu esses contratos e recuperou o dinheiro público, tudo dentro da legalidade, e está trazendo para o sistema ferroviário cerca de 35 bilhões de reais que vão alavancar a carteira de ferrovias”, ressaltou.

O secretário também destacou que a melhoria no ambiente econômico e regulatório tem contribuído para ampliar a participação do setor privado e garantir maior previsibilidade aos projetos.

Desde o início da gestão de Renan Filho à frente do Ministério dos Transportes, a agenda de concessões foi uma das estratégias prioritárias com 22 leilões rodoviários realizados em três anos.

Para 2026, estão previstos mais 13 leilões de concessões rodoviárias. O primeiro será na próxima terça-feira (31), na B3, em São Paulo, com o lote BR-116/251/MG, conhecido como Rotas Gerais. O projeto abrange trechos das duas rodovias, conecta 24 municípios e prevê cerca de R$ 13 bilhões em investimentos.

Obras destravadas

O Ministério dos Transportes ampliou a execução de obras em Minas Gerais, com foco na retomada de empreendimentos paralisados e na melhoria da malha rodoviária. São mais de 300 obras em andamento. Entre elas está a concessão da BR-381/MG/SP (Fernão Dias), que prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos para modernização, ampliação da capacidade e melhoria da segurança viária o longo de 569 quilômetros da rodovia.

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Também avançaram obras com entraves históricos, como BR-135, que ficou 20 anos parada por questões de licenciamento. A rodovia conecta os estados do Maranhão, Bahia, Piauí e Minas Gerais e se encontra com os serviços em andamento em Minas Gerais e no Maranhão.

Entre outras obras em execução em MG estão em trechos das BRs 367, 356 e 265. O secretário também citou a otimização de contratos como instrumento para viabilizar novos investimentos, como no caso da BR-116 (Régis Bittencourt), cujo processo foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e permitirá a realização de um novo leilão.

O evento contou ainda com a participação do subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, e do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio.

Eloos Itatiaia

O Itatiaia Eloos é uma plataforma permanente de negócios, relacionamento e produção de conteúdo que reúne representantes do poder público e da iniciativa privada. A iniciativa promove debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais e do país, como infraestrutura, mineração, indústria, cidades e agronegócio, por meio de rádio, canais digitais e eventos presenciais.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Brasil

Tecnova mobiliza R$ 588 milhões para transformar conhecimento em negócios em todo o País

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Soluções que podem melhorar serviços, gerar empregos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia brasileira começam, muitas vezes, dentro de pequenas empresas. Para ampliar essas oportunidades, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta terça-feira (16) o Tecnova 2026/2027. Considerado o maior programa de subvenção econômica voltado a micro e pequenas empresas inovadoras do País, contará com cerca de R$ 588 milhões, sendo R$ 360 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e aproximadamente R$ 228 milhões em contrapartidas estaduais e distrital. 

O programa apoiará mais de 700 empresas em todas as unidades da Federação. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica com base científica, além de ações de aceleração e internacionalização. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Brasil de ampliar a capacidade nacional de transformar pesquisa em produtos, processos e serviços capazes de chegar ao mercado e à sociedade. 

Durante a cerimônia, Luciana Santos destacou o papel do programa na aproximação das políticas públicas dos empreendedores que desenvolvem novas tecnologias. “O programa tem uma característica que considero muito bonita e poderosa: ele chega perto de onde a inovação nasce. Ele chega às micro e pequenas empresas brasileiras que carregam grandes ideias, mas que muitas vezes não encontram condições financeiras necessárias para assumir o risco de inovar”, afirmou a ministra. 

A ministra também ressaltou a dimensão nacional da iniciativa e o esforço para ampliar o acesso aos recursos em diferentes regiões. “O Tecnova 2026/2027 nasce da convicção de que o Brasil precisa continuar ampliando sua capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento”, disse. Segundo ela, a distribuição dos investimentos busca fortalecer ecossistemas de inovação em todo o território brasileiro e ampliar oportunidades para empresas de diferentes perfis e realidades. 

Nesta quarta edição, o Tecnova incorpora mudanças para simplificar a operação do programa nas unidades federativas. Entre as novidades estão a criação de um novo modelo de convênio para descentralização dos recursos, atualização do manual operacional, adoção de fluxo contínuo para análise de propostas, flexibilização das ações de aceleração e internacionalização e um novo modelo de acompanhamento dos projetos baseado em indicadores de desempenho. 

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Para o presidente da Finep, Luis Antonio Elias, o Tecnova se consolidou como uma das principais iniciativas de apoio à inovação empresarial no País. “O Tecnova aproxima conhecimento, inovação e desenvolvimento. É um programa que cria oportunidades para transformar boas ideias em soluções capazes de gerar empregos, competitividade e crescimento em todas as regiões do Brasil”, destacou.   

Outro destaque da nova edição é a distribuição regional dos recursos. Cerca de 58% dos investimentos federais serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com o objetivo de ampliar as oportunidades para empresas inovadoras instaladas fora dos principais centros econômicos do país e fortalecer ecossistemas regionais de ciência, tecnologia e inovação. 

Para a ministra, a medida reforça o compromisso do governo com um desenvolvimento mais equilibrado. “A inovação brasileira não pode ter CEP privilegiado. Há talento, criatividade e capacidade de inovação em todas as regiões do País. O que muitas vezes falta é oportunidade, financiamento e confiança”, destacou. 

Para o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Carlos Aragão, a nova edição representa um marco para o programa. “Pela primeira vez, o Tecnova chega a todas as unidades da Federação com um volume de recursos dessa dimensão. É um passo importante para fortalecer a inovação em todo o País.” 

Projeto Ciência de Dados pelo Brasil 

Durante a cerimônia, a ministra lançou o projeto Ciência de Dados pelo Brasil, iniciativa voltada ao fortalecimento da produção e do uso de dados e indicadores de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) nos estados brasileiros. A ação integra o Pacto Nacional em Favor dos Indicadores Estaduais de CT&I e será executada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), com financiamento do FNDCT, por meio da Finep.   

Com investimento superior a R$ 13 milhões e execução prevista para 36 meses, o projeto apoiará a consolidação da Rede Nacional de Indicadores Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovendo metodologias comuns para a produção de dados, ampliando a comparabilidade das informações e fortalecendo a tomada de decisão baseada em evidências.   

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A iniciativa prevê ainda a capacitação de cientistas de dados, o fortalecimento da governança de dados e o desenvolvimento de infraestrutura tecnológica para integração de informações estratégicas. “Estamos investindo R$ 13 milhões para apoiar a implementação de uma rede de pesquisa, de dados e de indicadores nessa área, em articulação com as Fundações de Amparo à Pesquisa e as secretarias estaduais. Queremos formar cientistas de dados nos estados para que possamos ter indicadores confiáveis e metodologias pactuadas por todos”, afirmou a ministra. 

O objetivo é criar um ecossistema capaz de sistematizar os avanços científicos em prol do desenvolvimento do Brasil. “O projeto é uma estratégia para fortalecer a soberania informacional do País sobre o resultado da própria ciência e isso será feito de forma colaborativa entre todos os entes federativos brasileiros, estaduais e federal”, disse o diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Tiago Braga. 

Fortalecimento da ciência de dados no Brasil 

Na ocasião, o MCTI também divulgou o crescimento de 30% do investimento público em ciência e tecnologia (C&T) e de 35% pesquisa e ao desenvolvimento (P&D), de 2021 a 2024. O Dispêndio Nacional em C&T e P&D — Setores Governamental e Empresarial 2014-2024, também revelou que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aumentaram 216%. 

A recuperação interrompe uma trajetória de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ 88,7 bilhões em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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