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Ministério dos Transportes inaugura novos trechos da Transnordestina e reforça investimentos em logística no Nordeste

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Uma das maiores obras de infraestrutura logística em execução no Brasil, a Ferrovia Transnordestina ganhou, nesta quinta-feira (2), mais 101 quilômetros de extensão, passando a contar com 777 quilômetros concluídos do total de 1.206. Também houve a entrega de 100 novos vagões e anúncio da produção de outros 370, além da assinatura de um protocolo de intenções para a implantação do Porto Seco de Quixeramobim, no Ceará.

A inauguração do novo trecho e o anúncio dos investimentos foram feitos pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros dos Transportes, George Santoro, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e demais autoridades, durante cerimônia em Quixeramobim (CE).

“Para tocar uma obra como essa, é preciso ter determinação. Tiramos esse projeto do papel para desenvolver os estados do Nordeste. É isso que faz um Estado inclusivo: enxergar o cidadão e criar oportunidades para quem vive aqui”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Os 101 quilômetros inaugurados ficam localizados entre Acopiara e Quixeramobim e receberam aproximadamente R$ 2 bilhões. Os investimentos incluem obras de engenharia, como pontes, viadutos e passagens inferiores. A execução das obras gerou mais de 1,5 mil empregos diretos e cerca de 4,5 mil indiretos.

Para o ministro dos Transportes, George Santoro, a retomada dos investimentos em ferrovias marca uma mudança estrutural na logística nacional. “O Governo do Brasil destravou obras estratégicas que estavam paralisadas e retomou os investimentos em ferrovias. A Transnordestina representa um legado para o desenvolvimento do Nordeste, reduz custos logísticos, atrai investimentos, gera empregos e melhora a qualidade de vida da população.

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Avanços na ferrovia 

A agenda também marcou a entrega de 100 novos vagões fabricados pela indústria brasileira para incentivar a indústria nacional. A produção de outros 370 vagões anunciados busca ampliar a frota da ferrovia e ampliar a sua capacidade operacional.

O protocolo de intenções assinado durante a agenda para a implantação do Porto Seco de Quixeramobim prevê investimento privado de R$ 1 bilhão. Além de ampliar a capacidade logística da região, o objetivo é aproximar os serviços aduaneiros das áreas produtoras e estimular a instalação de novos empreendimentos industriais.

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Transnordestina

Os 1.206 quilômetros de extensão da Transnordestina ligarão Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por Pernambuco. Quando estiver concluída, a ferrovia poderá transportar, por ano, mais de 30 milhões de toneladas de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minérios, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade da produção regional.

A Fase 1, que liga Paes Landim (PI) ao Porto do Pecém (CE), já conta com cerca de 81% de execução física e tem conclusão prevista para 2027. Já a Fase 2, entre Eliseu Martins (PI) e Ribeira do Piauí (PI), deve ser concluída em 2028.

O empreendimento atravessa 53 municípios e foi concebido para ampliar a competitividade da produção regional, fortalecer a integração logística e impulsionar o desenvolvimento econômico do Nordeste.

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Mais investimentos

A Transnordestina reúne investimentos públicos e privados estimados em R$ 15 bilhões. Até maio de 2026, aproximadamente R$ 11 bilhões já haviam sido aplicados no empreendimento, enquanto outros R$ 4 bilhões seguem contratados para a conclusão das obras.

Em março de 2026, o Governo do Brasil aprovou mais R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para manter o ritmo das obras. Até agora, o fundo já destinou mais de R$ 6,6 bilhões ao empreendimento, consolidando-se como um dos principais financiadores da ferrovia.

Desenvolvimento regional

O Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog também entrou na agenda de investimentos anunciados. Em construção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CE), o empreendimento do Grupo CSN será conectado aos trilhos da Transnordestina e receberá investimento estimado em R$ 1 bilhão na primeira fase.

Para o diretor-executivo de Logística e Infraestrutura da CSN, Tufi Daher, o ritmo das obras demonstra o avanço da ferrovia. “Hoje todos os lotes estão contratados, temos mais de 5,5 mil trabalhadores e cerca de 1.300 máquinas em operação. Entregamos mais 100 quilômetros em menos de um ano e a previsão é concluir outros 120 quilômetros até o fim deste ano, mantendo o cronograma até o Porto do Pecém.”

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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