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Ministério da Saúde e Wellhub firmam acordo para estimular atividade física e prevenção de doenças

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O Ministério da Saúde e o Wellhub assinaram nesta quinta-feira (12) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para ampliar iniciativas de promoção da atividade física, combate ao sedentarismo e prevenção de doenças crônicas no Brasil. A iniciativa integra a estratégia Viva Mais Brasil, que busca incentivar hábitos saudáveis e melhorar a qualidade de vida da população. 

A parceria busca ampliar o acesso da população a informações e práticas de bem-estar por meio de ações digitais e conteúdos confiáveis sobre a temática. “O Brasil enfrenta desafios importantes relacionados ao avanço das doenças crônicas e ao envelhecimento da população. Fortalecer a prevenção e estimular hábitos saudáveis é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

 Nesta primeira etapa, o acordo prevê três frentes principais de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Wellhub: a criação de um módulo digital gratuito, aberto à população, com uma biblioteca de exercícios e práticas corporais adaptadas a diferentes níveis de condicionamento; a produção de conteúdos educativos baseados em evidências científicas para apoiar a divulgação da estratégia Viva Mais Brasil e das ações de promoção da saúde do SUS; e o compartilhamento periódico de relatórios com dados agregados sobre padrões de atividade física no país, fornecidos sem custos ao governo para apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas de prevenção. 

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 Além das ações públicas, o governo busca fortalecer parcerias com empresas, locais de trabalho e instituições para ampliar o alcance das iniciativas. A estratégia inclui o compartilhamento de protocolos técnicos, campanhas de comunicação e estudos que possam gerar evidências sobre os benefícios da atividade física para a saúde da população. 

 Para Padilha, a mobilização de diferentes setores é fundamental para transformar hábitos e reduzir o impacto das doenças crônicas no país. “Não vamos chegar ao coração e à mente de mais de 200 milhões de brasileiros sem o envolvimento da iniciativa privada, das escolas e dos locais de trabalho”, afirmou. 

 A expectativa do Ministério da Saúde é que ações como essa contribuam para uma população mais ativa, com menor incidência de doenças crônicas e melhor qualidade de vida ao longo dos anos. 

 Viva Mais Brasil  

A estratégia Viva Mais Brasil é uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa integra e fortalece políticas já existentes do SUS, incentivando hábitos saudáveis por meio de ações relacionadas à alimentação adequada, prática de atividade física, cuidado integral e acesso à informação de qualidade, tanto nas unidades de saúde quanto em outros espaços da sociedade.  

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O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

Entre as ações previstas, estão investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, incluindo a retomada e ampliação do programa Academia da Saúde, com recursos para equipamentos, profissionais e novos serviços vinculados às unidades básicas de saúde. A estratégia também busca ampliar o alcance das políticas de promoção da saúde por meio de parcerias, como a firmada com o Wellhub, e apoio a iniciativas locais, garantindo continuidade e efetividade das ações nos territórios. 

Anna Elisa Iung 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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