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Ministério da Saúde assina acordo e hospital privado de referência passa a atender pacientes do SUS em Guarulhos (SP)

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O Governo do Brasil segue abrindo as portas de hospitais privados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais atendimento em menor tempo de espera. Neste sábado (25), o Ministério da Saúde celebra a adesão do Hospital de Olhos CRO, em Guarulhos (SP), ao programa Agora Tem Especialistas, que ofertará mais de 8,6 mil cirurgias e procedimentos diversos por ano na área oftalmológica gratuitamente. Ao todo, são 2,9 milhões em serviços de média e alta complexidade em saúde para a rede pública.

A assinatura do acordo, contou com a presença do secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda. No hospital, pacientes do SUS encaminhados pela secretaria municipal de saúde poderão realizar consultas, exames oftalmológicos e diversos procedimentos cirúrgicos, como facoemulsificação com implante de lente intraocular (cirurgia de catarata), trabeculectomia (cirurgia contra o glaucoma), vitrectomia e aplicações de laser para tratamento de doenças da retina.

“A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal em ampliar o acesso à saúde e reduzir o tempo de espera. O Hospital de Olhos é um serviço consolidado na região e com a assinatura do termo de execução de crédito financeiro, a unidade passa a ofertar atendimentos de média e alta complexidade de forma gratuita pelo SUS, ampliando a rede pública”, detalhou o secretário-executivo Adriano Massuda.

Atualmente, o programa Agora Tem Especialistas já conta com 63 instituições de saúde privadas, com ou sem fins lucrativos, que garantem, por ano, R$ 314,8 milhões em procedimentos de média e alta complexidade para a população que utiliza a rede pública de saúde.

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Viabilizada pela iniciativa do governo federal, a medida é possível graças à adoção de um modelo pioneiro no sistema de saúde brasileiro: a troca de atendimento especializado por créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer.

Mais atendimento especializado em São Paulo

No estado de São Paulo, 69 hospitais privados enviaram propostas para atender ao SUS gratuitamente. Quarenta deles foram aprovados e outros estão em fase de contratação, totalizando um potencial de mais de R$ 30,4 milhões em atendimentos. A adesão do hospital em Guarulhos integra esse esforço de expansão da oferta no estado, especialmente em áreas prioritárias como a oftalmologia.

O programa tem como foco ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade em áreas estratégicas como oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

Para participar, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às necessidades do SUS nos estados e municípios.

Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

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As populações dos municípios paulistanos de Registro, São Caetano do Sul, Capão Bonito, Americana, Santos, Ribeirão Preto, Francisco Morato, Mauá, São José dos Campos, Araraquara e Itaquaquecetuba também receberam outra ação do programa: as carretas de saúde, equipadas com equipe médica e aparelhos de exames diagnósticos para descobrir precocemente doenças e cânceres.

Ao todo, mais de 6,5 mil pessoas dos municípios foram atendidas, realizando mais de 13 mil procedimentos que já esperavam, como mamografias, ultrassonografias mamária e pélvica, tomografias, avaliações oftalmológicas e cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto e Francisco Morato, por exemplo, mais de 1,1 mil pessoas voltaram a enxergar após realizar a cirurgia de catarata.

Mais serviços de saúde, menos espera

Para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões em finais de semana; a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos; a ampliação do horário de atendimento em policlínicas; o provimento de mais médicos especialistas; o atendimento gratuito a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos que têm como contrapartida o recebimento de créditos financeiros para abatimento de tributos federais; entre outras iniciativas.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Capobianco representa Brasil em reunião ministerial de Meio Ambiente do G7 na França

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O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, representou o Brasil na reunião ministerial de Meio Ambiente do G7 em Paris, na França, nestas quinta e sexta-feiras (23 e 24/4). No encontro, destacou as principais ações nacionais para proteção do oceano e da biodiversidade, entre elas, a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), além da realização da COP15 das Espécies Migratórias, que ampliou a proteção de 40 dessas espécies em todo o mundo.

O G7 – grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – é liderado, neste ano, pelo governo francês, que convidou o Brasil a integrar as discussões. No segmento ambiental, a presidência prioriza temas como preservação do oceano, financiamento para a biodiversidade, luta contra a desertificação e gestão sustentável dos recursos hídricos.

Na sessão sobre a preservação do oceano, Capobianco enfatizou a necessidade dos países fortalecerem a cooperação em áreas além da jurisdição nacional para, de fato, promover a conservação oceânica. Isso requer, de acordo com ele, a implementação do Acordo sobre a Conservação e o Uso Sustentável da Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), que entrou em vigor recentemente, e do qual o Brasil é signatário.

Como exemplos de medidas executadas pelo Brasil na área, o ministro citou o Parque Nacional Marinho do Albardão, no Rio Grande do Sul, criado em março – o maior Parque Nacional do país fora da Amazônia. A iniciativa representa um marco histórico para a conservação marinha ao proteger uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul e fortalecer a resposta nacional à mudança do clima e à perda global de biodiversidade.

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Mencionou ainda a COP15 das Espécies migratórias, realizada em Campo Grande (MS), também em março, sob a presidência do Brasil. A conferência incluiu ou reclassificou 40 espécies, subespécies e populações nos Apêndices I e II da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), listas que reúnem, respectivamente, espécies migratórias ameaçadas de extinção e que demandam cooperação internacional para sua conservação. Das 40, 16 ocorrem no Brasil. Na COP15 também foi lançada a Declaração do Pantanal, apoiada por 20 países de todos os continentes, para a proteção das espécies migratórias e seus habitats. 

“A partir da nossa experiência, três aspectos são fundamentais. Primeiro, não se trata apenas de expandir Áreas Marinhas Protegidas, mas de conectá-las. Segundo, a ambição precisa vir acompanhada de recursos: muitos países ainda não têm acesso a financiamento, tecnologia e dados. E terceiro, isso precisa ser justo: o alto-mar é um espaço compartilhado. Do lado do Brasil, estamos prontos para contribuir com ciência, cooperação no Atlântico Sul e experiência prática”, afirmou.

O TFFF, lançado na COP30, é uma das principais ferramentas de financiamento à proteção da biodiversidade no Brasil, pontuou Capobianco na sessão sobre o tema.

 “Nossa Estratégia e Plano de Ação Nacionais de Biodiversidade atualizados, a EPANB, envolve o desenvolvimento de uma estratégia para financiar ações de biodiversidade até o final de 2026. O plano de ação lista diversos mecanismos de financiamento, incluindo créditos de biodiversidade, mercado regulado de carbono e o TFFF”, declarou.

O mecanismo inédito é liderado pelo Brasil para realizar pagamentos permanentes, em larga escala e baseados em desempenho a países tropicais que conservam suas florestas. Diferentemente de outros instrumentos de financiamento ambiental, o TFFF não se baseia em doações, mas em investimento feito por países, filantropia e empresas em um fundo. Desde que foi lançada na COP30, em novembro, a iniciativa mobilizou US$ 6,7 bilhões por meio de seis países. Sua declaração de lançamento foi endossada, além da União Europeia, por 66 nações, que abrigam cerca de 90% do total das florestas tropicais e subtropicais do mundo.

Além disso, o ministro incentivou os países doadores do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) a participarem com a “maior ambição possível” de seu nono ciclo de recomposição de recursos no final de maio no Uzbequistão.

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Em encontro sobre a conservação dos recursos marinhos vivos da Antártica, o ministro reiterou a importância da criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul (SAWS) e da Área de Proteção Marinha do Leste Antártico, propostas apoiadas pelo Brasil. 

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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