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MEDTROP 2025: Brasil fortalece políticas públicas e vigilância em saúde

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O 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2025) acontece entre os dias 2 e 5 de novembro, em João Pessoa (PB), marcando o retorno do congresso à cidade após 47 anos. Com o tema central “Mudanças climáticas e impactos nas doenças tropicais”, o evento reforça a importância da integração entre ciência, saúde e meio ambiente.

O congresso reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir medicina tropical, vigilância epidemiológica e estratégias de saúde pública diante de epidemias e pandemias. Técnicos do Ministério da Saúde têm participação massiva na programação. Durante a abertura do evento, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou a relevância do encontro. “O MEDTROP representa uma oportunidade única para reforçar a integração entre pesquisa, vigilância e políticas públicas, permitindo que o Brasil avance na prevenção e no enfrentamento das doenças tropicais e infecciosas”, destacou.

Programação e destaques científicos

Entre os eventos especiais estão o II Seminário do Programa Brasil Saudável, os 10 anos do Fórum Social Brasileiro de Enfrentamento das Doenças Infecciosas, o XII Workshop Nacional da Rede TB, o Chagasleish 2025 e o Simpósio ITPS, voltado ao fortalecimento da capacidade de preparação e resposta frente a epidemias e pandemias.

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O congresso conta com mais de 15 auditórios, 60 mesas-redondas, 80 miniconferências, cerca de 20 conferências e aproximadamente 2 mil apresentações de e-pôsteres, oferecendo ampla experiência científica e oportunidades de troca de conhecimento. Entre os temas debatidos estão a construção do Plano de Ação Nacional de Uma Só Saúde, o Plano Clima de Adaptação da Saúde, os impactos das mudanças globais na saúde, a vigilância de síndromes gripais e respiratórias, além de discussões sobre arboviroses, epizootias e estratégias integradas de contingência para influenza aviária.

O evento destaca a importância da medicina tropical, que estuda doenças comuns em regiões de clima quente e úmido, e reforça o papel do país na vigilância epidemiológica, na pesquisa e no desenvolvimento de estratégias de prevenção e controle de doenças infecciosas. O evento segue até 5 de novembro, com debates que visam fortalecer o conhecimento científico e a capacidade de resposta do Brasil frente aos desafios da saúde global.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil

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Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.

Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.

Referências

No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.

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Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.

Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.

Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.

Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.

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No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.

Integração

As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.

Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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