Educação
MEC leva Proec em Movimento ao Paraná
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), promoveu, nos dias 28 e 29 de maio de 2026, o Proec em Movimento – Encontro de Articuladores do Programa Escola e Comunidade do Paraná, realizado em Curitiba (PR). A formação ocorreu em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba e a Secretaria Estadual de Educação do Paraná.
O encontro reuniu mais de 100 participantes de mais de 40 municípios paranaenses, entre articuladores do Programa Escola e Comunidade (Proec), diretores escolares, técnicos das secretarias de educação e dirigentes municipais. A iniciativa buscou fortalecer o diálogo entre as redes de ensino em torno da ampliação da participação da comunidade no ambiente escolar.
A mesa de abertura contou com representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Seccional Paraná (Undime-PR), da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba e do Centro de Formação da Rede Municipal de Curitiba, parceiro na realização das atividades formativas do encontro.
Durante a abertura, o coordenador-geral de Formação de Gestores e Técnicos da Educação Básica da Diretoria de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação do MEC, Roberto Junior, destacou a importância de fortalecer vínculos reais entre escolas, estudantes e comunidades e que essa formação seja visando seu desenvolvimento integral: “não há educação integral sem diálogo, pertencimento e participação. Fortalecer os laços entre escola e comunidade é fortalecer as oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento para cada estudante”, comentou.
“Cheguei neste evento com muitas dúvidas e estou saindo com o coração tranquilo, os questionamentos esclarecidos e tudo muito bem compreendido. A organização foi impecável, o acolhimento maravilhoso e os momentos de troca extremamente enriquecedores”, avaliou a articuladora do Proec no município de Marialva, Ivonete Watanabe.
Programação – A programação foi realizada em dois espaços distintos da capital paranaense e promoveu momentos de escuta, troca de experiências e construção coletiva entre os participantes.
O primeiro dia do evento foi encerrado com uma palestra conduzida por Roberto Junior sobre a atuação dos conselhos escolares nos processos de tomada de decisão. Durante a fala, ele ressaltou que as deliberações construídas pelos conselhos devem ser consideradas pelas redes de ensino, uma vez que esses espaços possuem caráter deliberativo, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Ao longo da programação, os participantes acompanharam atividades formativas conduzidas pela equipe do Ministério da Educação, com foco no fortalecimento da gestão democrática, na ampliação dos vínculos entre escola e comunidade e na valorização de práticas participativas nas redes de ensino.
O diretor escolar Célio Roberto Pereira de Oliveira, gestor do Colégio Estadual Emília Buzato, no município de Campo Magro (PR), destacou a importância do pertencimento dos estudantes ao ambiente escolar. “Muitas situações começam quando o estudante se torna invisível dentro da escola. Quando ele não se sente pertencente, perde a vontade de participar, a família se afasta e a aprendizagem deixa de fazer sentido. É nesse ponto que a relação entre escola, estudante e comunidade precisa acontecer de verdade”, afirmou.
O encontro integra as ações do Ministério da Educação voltadas ao fortalecimento das políticas de participação social no contexto escolar, promovendo espaços de escuta, troca de experiências e construção coletiva entre gestores, articuladores e profissionais da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC homologa diretrizes para ensino de arte na educação básica
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, nesta segunda-feira, 17 de agosto, as diretrizes para o ensino e o aprendizado da arte na educação básica. Produzida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), a norma complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orienta os sistemas de ensino e as escolas e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros. O documento trata a arte como campo de conhecimento e destaca que o ensino deve ser organizado em quatro componentes: artes visuais, dança, música e teatro. Evento ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do CNE, Cesar Callegari.
Ao garantir que as escolas ensinem sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento, as diretrizes buscam combater a noção de que a arte é uma atividade secundária, recreativa ou destinada apenas a complementar festas e datas comemorativas. Além disso, em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias e pela instantaneidade, o Parecer CNE/CEB nº 2, aprovado em 19 de março de 2026, estabelece a arte como campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas. Entre as novas diretrizes estão:
- Arte como prática integradora – Deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar.
- Processos criativos e reflexivos – O ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução.
- Contextualização e análise crítica – Analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes.
- Desenvolvimento integral do estudante – O ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
Caberá às redes de educação definirem uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem. Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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