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MCTI lança programa de Residência em TICs para formar quase seis mil profissionais em inteligência artificial

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A formação de talentos para atuar nas tecnologias que irão moldar o futuro do país ganhou um novo impulso nesta quarta-feira (17). Durante agenda em Florianópolis (SC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o programa de Residência em TICs – Trilhas IA, iniciativa que receberá R$ 129 milhões para qualificar profissionais em inteligência artificial até 2028.

Coordenado pelo Instituto Eldorado em parceria com universidades de Manaus, Brasília, Campinas e Porto Alegre, o projeto tem abrangência nacional e prevê a formação de 1,8 mil desenvolvedores de IA e a capacitação de 4 mil usuários de ferramentas de inteligência artificial, totalizando 5,8 mil profissionais qualificados. A iniciativa integra o conjunto de ações do MCTI voltadas à formação de recursos humanos em inteligência artificial, alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que busca fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e utilizar tecnologias estratégicas.

Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o desenvolvimento da inteligência artificial depende não apenas de infraestrutura e pesquisa, mas também da formação de profissionais preparados para atuar em um setor cada vez mais estratégico para a economia e para a soberania nacional. “Não existe soberania tecnológica sem pessoas qualificadas. Estamos investindo na formação de talentos porque sabemos que o maior patrimônio de uma nação é a sua capacidade de produzir conhecimento e transformar esse conhecimento em inovação. O Trilhas IA vai ampliar oportunidades para milhares de brasileiros e fortalecer a capacidade do país de desenvolver soluções próprias em inteligência artificial”, afirmou a ministra.

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Luciana Santos ressaltou ainda que o programa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo federal que tem o objetivo de preparar o Brasil para os desafios da transformação digital. “A inteligência artificial já está transformando a indústria, os serviços, a saúde, a educação e a pesquisa científica. Queremos que o Brasil seja protagonista nesse processo. Para isso, precisamos formar profissionais, apoiar a pesquisa e criar as condições para que a inovação aconteça aqui, gerando desenvolvimento e empregos qualificados”, disse.

Entre março e maio de 2026, o MCTI aprovou três grandes projetos de Residência em TICs com foco em inteligência artificial, totalizando aproximadamente R$ 354 milhões em investimentos e a previsão de capacitação de mais de 47 mil beneficiários diretos, entre estudantes, profissionais de tecnologia, docentes e usuários de ferramentas de IA.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Recorde de concessões rodoviárias é destaque durante Bienal das Rodovias

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O ministro dos Transportes, George Santoro, participou nesta quarta-feira (17) da abertura da Bienal das Rodovias, evento que reúne autoridades, especialistas, investidores e representantes do setor para discutir os desafios e as perspectivas das concessões rodoviárias no Brasil.

Santoro destacou os avanços promovidos pelo Ministério dos Transportes para ampliar a segurança jurídica dos projetos, modernizar os modelos de concessão e fortalecer o ambiente de investimentos em infraestrutura.

“O Brasil tem se notabilizado por ter uma regulação moderna e eficaz. Evoluímos muito nos últimos anos com a Política Nacional de Outorgas Rodoviárias, construindo uma agenda exitosa que dá mais segurança jurídica e previsibilidade aos projetos”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, destacou a relevância do diálogo entre o setor público e a iniciativa privada para o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

“Precisamos de agências reguladoras fortes. O mercado reage às políticas de Estado e os números do investimento privado têm acompanhado uma crescente constante. Em 2025, tivemos recordes de mobilização de recursos nas rodovias concedidas, chegando a R$ 29 bilhões, e 2026 será o ano em que atravessaremos a marca de R$ 30 bilhões em investimentos”, disse.

Modernização do setor

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Nos últimos anos, o Ministério dos Transportes promoveu mudanças para tornar os projetos de concessão mais modernos, transparentes e atrativos para investidores. Um dos principais marcos desse processo foi o lançamento da Política Nacional de Outorgas Rodoviárias, instituída em 2023 pela Portaria nº 995/2023, que estabeleceu diretrizes para padronizar os contratos, ampliar a previsibilidade regulatória, fortalecer a segurança jurídica dos projetos e incorporar mecanismos voltados à sustentabilidade contratual, ambiental e social.

“O grande diferencial deste ciclo foi a atuação do Ministério dos Transportes como articulador das políticas públicas para o setor rodoviário. A pasta passou a coordenar de forma mais integrada os diversos atores e instrumentos envolvidos nas concessões, promovendo maior alinhamento entre planejamento, regulação e execução dos projetos e ampliando a confiança dos investidores”, ressalta a secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, que também participou do evento.

Entre as inovações previstas estão critérios padronizados para a modelagem dos contratos e mecanismos de compartilhamento de riscos. As medidas também incentivam a infraestrutura resiliente e a transição energética. O pacote amplia ainda o uso de tecnologias, como sistemas de pedágio eletrônico de livre passagem, ferramentas digitais de monitoramento e soluções inteligentes para a operação rodoviária.

Ciclo histórico de concessões

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A modernização do ambiente regulatório ajudou a impulsionar um dos maiores ciclos de concessões rodoviárias da história do país. Entre 2022 e 2025, o Ministério dos Transportes realizou 22 leilões de rodovias federais. Em 2026, outros dois projetos já foram concedidos.

Os 24 contratos firmados até o momento abrangem 11.815 quilômetros de rodovias e somam mais de R$ 268,7 bilhões em investimentos privados. Os recursos serão destinados à ampliação da capacidade logística, à melhoria da segurança viária e ao aumento da qualidade da infraestrutura de transportes.

“A carteira de projetos é muito robusta. Em 24 leilões, tivemos 18 novos players que ganharam concessões, o que demonstra que geramos competição, novas possibilidades e a entrada do setor financeiro de forma bastante impactante”, finalizou Santoro.

A expectativa é que, até o fim de 2026, a atual gestão alcance a marca de 35 concessões rodoviárias. Os projetos previstos representam cerca de R$ 396 bilhões em investimentos, reforçando o papel das parcerias com a iniciativa privada no fortalecimento da malha federal e na ampliação da competitividade da economia brasileira.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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