Brasil
Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental finalizam ciclo de articulação regional sobre educação ambiental
O ciclo de Encontros Virtuais Regionais das Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEAs) foi concluído nesta semana com a realização das etapas nas regiões Sudeste e Sul. Nordeste, Norte e Centro-Oeste já foram contemplados. Ao todo, participaram as 26 comissões estaduais e do Distrito Federal. As CIEAs são colegiados responsáveis pelo controle social e por apoiar a formulação, o monitoramento e a avaliação das políticas de educação ambiental nos estados e no DF.
A iniciativa promove a articulação entre União e estados em um processo contínuo de autoavaliação e aprendizagem institucional, com o objetivo de fortalecer a governança socioambiental, aprimorar a coordenação federativa e ampliar a efetividade da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).
O ciclo é uma continuidade do processo nacional de formação, monitoramento e avaliação das CIEAs, tendo como base os Indicadores de Colegiados construídos de modo participativo no âmbito do Sistema Brasileiro MonitoraEA, plataforma digital desenvolvida para cadastrar, mapear e avaliar iniciativas e projetos de educação ambiental em todo o país.
Os encontros têm caráter de mobilização, orientação técnica e fortalecimento institucional, apoiando as CIEAs estaduais na realização de sua autoavaliação estruturada por indicadores, etapa fundamental para a Análise de Conjuntura Nacional da governança da Educação Ambiental no país.
“O ciclo de Encontros Virtuais Regionais das CIEAs reafirma o papel estratégico das relações federativas na implementação da PNEA. Como política pública transversal e estruturante, a EA depende da cooperação entre União, estados e municípios, articulando diferentes níveis de governo em torno de objetivos comuns”, explica o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marcos Sorrentino.
“Nesse contexto, as CIEAs estaduais cumprem função essencial como instâncias de coordenação, pactuação e articulação territorial, conectando as diretrizes nacionais da PNEA, as estratégias e políticas estaduais de EA e as demandas e realidades dos territórios e municípios”, complementou.
Ainda segundo Sorrentino, os encontros virtuais reforçaram a dinâmica federativa ao promover o alinhamento entre o órgão gestor federal da PNEA (MMA e Ministério da Educação) e as CIEAs, a integração metodológica para o monitoramento nacional por meio de indicadores, a troca de experiências e o fortalecimento institucional entre estados, e a construção de uma base comum de evidências para planejamento e tomada de decisão.
Encontros
Os encontros ocorreram em formato virtual, organizados por região, incluindo apresentação das etapas e prazos do processo nacional de monitoramento e avaliação, orientação metodológica para aplicação dos Indicadores de Colegiados (MonitoraEA), esclarecimento de dúvidas sobre a autoavaliação das CIEAs, mobilização das comissões para participação ativa no processo nacional e alinhamento sobre os próximos passos rumo à Análise de Conjuntura Nacional das CIEAs.
A autoavaliação conduzida pelas próprias CIEAs permitirá gerar evidências sobre a estrutura e funcionamento dos colegiados, a capacidade de articulação, o nível de institucionalização das políticas de EA e as condições de governança, participação e monitoramento.
Além do MMA e do MEC, o processo é conduzido em conjunto com a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (ANPPEA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a participação ativa das CIEAs estaduais e do DF, protagonistas da autoavaliação.
Os resultados das autoavaliações estaduais irão subsidiar a Análise de Conjuntura Nacional das CIEAs, com resultado a ser apresentado no VI Encontro Nacional das CIEAs em abril de 2026.
A análise de conjuntura constitui-se em um instrumento estratégico para qualificar a governança multinível, permitindo identificar desigualdades regionais e capacidades institucionais, orientar ações de cooperação federativa, fortalecer o papel das CIEAs na implementação das políticas de Educação Ambiental e apoiar a consolidação do Sistema MonitoraEA como ferramenta nacional de monitoramento e apoio à gestão.
A iniciativa tem como objetivos estratégicos fortalecer as CIEAs como instâncias de governança da Educação Ambiental; qualificar o monitoramento e avaliação das políticas públicas de EA; identificar avanços, desafios e prioridades nacionais; criar uma cultura de monitoramento e avaliação, consolidando o Sistema Brasileiro MonitoraEA; e reforçar a governança multinível e a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).
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Brasil
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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