Brasil
Marina Silva, Wanjira Mathai e a presidência da COP30 concedem coletiva sobre o Diálogo Regional Africano do Balanço Ético Global
No dia 5 de setembro, às 14h (horário local), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, a diretora regional para África no World Resources Institute e co-líder do Diálogo Regional da África, Wanjira Mathai, o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, e a CEO da COP30, Ana Toni, concederão uma coletiva de imprensa para apresentar os resultados do Diálogo Regional Africano do Balanço Ético Global. O evento acontecerá no Creative HUB Ethiopia, em Adis Abeba, Etiópia, em paralelo à programação da Semana do Clima da ONU na África.
Considerado um dos principais pilares de mobilização da COP30, o Balanço Ético Global traz uma lente ética e moral à urgência da ação climática que a humanidade precisa assumir, em alinhamento com a ciência e com a meta do Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
Inspirado pelo Balanço Global do Acordo de Paris, o BEG busca refletir sobre os avanços já alcançados, apontar os próximos passos e estimular as transformações comportamentais e coletivas necessárias para um compromisso ético comum de implementar soluções técnicas já disponíveis.
O BEG acontece por meio de uma série de Diálogos Regionais, realizados em diferentes continentes até outubro. O primeiro, voltado para a Europa, ocorreu em Londres (Reino Unido). O segundo, referente à América do Sul, América Central e Caribe, foi realizado em Bogotá (Colômbia).
Cada região conta com um co-líder responsável por promover e articular os princípios, objetivos e a implementação do GES. Na África, esse papel é exercido pela ativista queniana Wanjira Mathai.
Outros co-líderes são a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet (América Latina e Caribe), a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson (Europa), o ex-presidente de Kiribati, Anote Tong (Oceania), e a estadunidense e fundadora do Center for Earth Ethics, Karenna Gore (América do Norte).
Liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, o processo resultará em seis relatórios regionais e um relatório-síntese a ser entregue na Pré-COP, em outubro, em Brasília. O documento será submetido à Presidência da COP30 para consideração na formulação das decisões e envio a chefes de Estado e negociadores climáticos.
Além dos Diálogos Regionais, o BEG conta com o apoio dos chamados Diálogos Auto-Organizados, conduzidos por organizações da sociedade civil, além de governos nacionais e subnacionais, todos seguindo a mesma metodologia e princípios orientadores.
DETALHES DO EVENTO:
Marina Silva, Wanjira Mathai e a presidência da COP30 concedem coletiva sobre o Diálogo Regional da África do Balanço Ético Global
Porta-vozes:
- Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil;
- Wanjira Mathai, co-líder do Diálogo Regional da África e diretora regional para África no World Resources Institute (WRI);
- Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; e
- Ana Toni, CEO da COP30.
🗓️ Data: 5 de setembro
⏰ Hora: 14h (hora local)/ 8h (hora Brasília)
📍 Local: Creative HUB Ethiopia – Old Post Office, Cunningham St, Addis Ababa, Etiópia
👉 Os profissionais de imprensa interessados em participar devem se credenciar no formulário ao lado até 4 de setembro: https://forms.office.com/r/SEsWCfZnNi
Veja a versão em Inglês
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Brasil
MCTI mobiliza quase R$ 39 bilhões em novo pacote de R$ 140 bilhões para a indústria brasileira
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mobilizará R$ 38,5 bilhões para impulsionar a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. O valor integra o pacote de mais de R$ 140 bilhões anunciado nesta segunda-feira (22), durante a assinatura da Carta de Compromisso Investe Mais Indústria – Mais Financiamento para a Indústria, no Rio de Janeiro (RJ). Os recursos vão fortalecer a inovação e a competitividade da indústria brasileira.
O acordo foi firmado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O montante será direcionado às seis missões da política industrial brasileira, abrangendo cadeias agroindustriais, complexo industrial da saúde, transformação digital, bioeconomia, transição energética, infraestrutura e tecnologias críticas para a soberania nacional.
Dos R$ 140 bilhões anunciados, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. Já as instituições vinculadas ao MCTI responderão por R$ 38,5 bilhões em investimentos, somando R$ 37,5 bilhões da Finep e R$ 1 bilhão da Embrapii em 2026. A iniciativa contribui para que a Nova Indústria Brasil ultrapasse R$ 750 bilhões em recursos mobilizados entre 2023 e 2026. A estratégia também prevê o lançamento do Portal Investe Indústria Brasil, ferramenta criada para identificar oportunidades de investimento e auxiliar na superação de gargalos enfrentados por diferentes setores produtivos.
Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o papel da articulação entre as instituições públicas para ampliar os investimentos em inovação e desenvolvimento produtivo. “Esse anúncio nos mostra que, quando as instituições se articulam na elaboração e execução de uma política, o resultado é mais inovação e desenvolvimento para o Brasil”, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. “No mundo todo, os países que lideram o desenvolvimento alinham política industrial e política de inovação, porque a indústria do futuro é verde, digital e intensiva em conhecimento e tecnologia”, destaca”, completou.
Luciana Santos também anunciou a ampliação dos investimentos do MCTI na Embrapii. “Em 2026, o MCTI vai repassar à Embrapii R$ 440 milhões, maior valor anual já aportado pelo ministério nessa organização social desde sua criação, em 2013. Os recursos vão alavancar investimentos privados e permitirão contratar 550 projetos de inovação de empresas, em um valor total de R$ 1,2 bilhão”, disse.
Os recursos destinados à Embrapii permitirão ampliar o apoio ao desenvolvimento tecnológico nas empresas brasileiras. Além dos 550 projetos previstos, serão credenciados três novos Centros de Competência voltados a áreas consideradas estratégicas para a indústria nacional. Entre elas estão hidrogênio de baixa emissão de carbono, inteligência artificial aplicada à produtividade industrial e minerais críticos e estratégicos.
Ao comentar os resultados alcançados pelo banco nos últimos anos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou o papel do corpo técnico da instituição e a importância da confiança na gestão pública.
“O que nós estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais aquele discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando”, destacou Lula.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, falou da dimensão do apoio financeiro oferecido pelo banco e os resultados obtidos desde o início da atual gestão. “Em três anos e meio, nós fizemos R$ 862 bilhões de crédito na economia. O ano passado nós fizemos R$ 366 bilhões, mais de R$ 1 bilhão por dia. Hoje também temos um anúncio importante: os ativos do banco chegaram a R$ 1 trilhão e 15 bilhões. O banco precisa crescer com segurança, estabilidade e consistência. É isso que estamos fazendo”, declarou.
Parceria para a neoindustrialização
A assinatura da carta reforça a atuação integrada das instituições responsáveis pelo financiamento, pela inovação e pelo desenvolvimento industrial do país. A estratégia busca ampliar a oferta de crédito, subvenção econômica, capital para investimentos e apoio tecnológico às empresas brasileiras.
No caso da Finep, vinculada ao MCTI, os investimentos já destinados à Nova Indústria Brasil superam R$ 41 bilhões desde o lançamento da política industrial. Os recursos financiam desde projetos de pesquisa e desenvolvimento até iniciativas de maior risco tecnológico, contribuindo para aproximar o conhecimento científico das demandas do setor produtivo.
Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, os novos aportes reforçam o papel da instituição no apoio à inovação e na ampliação da competitividade da indústria nacional. “Ao disponibilizar mais recursos para a inovação, a Finep cumpre o seu papel de indutora da ciência, da tecnologia e da competitividade no país. São recursos extremamente relevantes para a modernização da indústria brasileira e para a continuidade do apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento em fases iniciais”, afirmou.
Já a Embrapii atua conectando empresas a instituições de ciência e tecnologia para acelerar o desenvolvimento de novos produtos, processos e soluções inovadoras. O modelo combina recursos não reembolsáveis e suporte técnico especializado, reduzindo custos e riscos para o setor industrial.
O presidente da Embrapii, Alvaro Prata, destacou que a atuação da instituição busca aproximar o setor produtivo da infraestrutura científica e tecnológica disponível no país. “Uma política industrial só produz resultados quando existe coordenação entre os diversos instrumentos públicos e privados de apoio à inovação. A Embrapii foi criada justamente para conectar empresas, instituições de pesquisa e recursos públicos de forma ágil e eficiente, reduzindo burocracia e acelerando o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira”, concluiu.
Com os novos aportes anunciados, o governo federal amplia os instrumentos disponíveis para estimular a inovação, fortalecer a competitividade da indústria brasileira e acelerar investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
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