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Luciana Santos destaca colaboração do Brasil na ampliação de serviços climáticos em reunião com a secretária-geral da OMM

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Buscando ampliar o protagonismo do Brasil nas ações globais sobre o clima, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, se reuniu nesta sexta-feira (7) com a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, em Belém (PA). O encontro reforçou o compromisso do País com a expansão dos serviços climáticos no Brasil e do fortalecimento da cooperação internacional.

Entre as iniciativas apresentadas, a ministra ressaltou a criação de um grupo de trabalho (GT) para elaborar o Programa de Serviços Climáticos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que tem o propósito de propor diretrizes e estudos para consolidar os serviços climáticos integrados no Brasil.

O GT é coordenado pelo Departamento para o Clima e Sustentabilidade da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), do MCTI, e conta com o apoio de quatro unidades de pesquisa: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Luciana Santos destacou que o programa está alinhado à reforma da OMM, aprovada em 2019.

A chefe da pasta destacou também a participação do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Inpe, como um dos Centros Globais de Produção de Previsões de Longo Alcance (Global Producing Centre for Long Range Forecasts, em inglês), que são responsáveis por fornecer previsões climáticas sazonais e de longo prazo. “Desde 2023 esse é o único centro da América do Sul a produzir previsões subsazonais de forma operacional, participando como membro oficial no fornecimento desses dados à OMM”, afirmou.

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Fortalecimento climático

Outro destaque da ministra durante a reunião foi o novo supercomputador do Inpe, instalado em Cachoeira Paulista, em São Paulo (SP). O equipamento, batizado pelo nome Jaci, amplia a capacidade de previsão do tempo e de modelagem climática no Brasil e é cerca de seis vezes mais rápido que o antecessor, o supercomputador Tupã.

“Isso representa um avanço significativo na capacidade de processamento do Inpe, permitindo aprimorar modelos numéricos e criar novos produtos com simulações mais detalhadas e precisas, fundamentais para previsões ambientais, eventos extremos e estudos sobre mudanças climáticas”, ressaltou Luciana Santos.

No campo espacial, foram destacados os resultados da parceria Brasil-China para desenvolvimento do satélite geoestacionário CBERS-5, que terá carga útil meteorológica e ambiental voltada ao monitoramento climático do Brasil e da América do Sul. De acordo com a ministra, o País compartilhará os dados com a região e envolveu especialistas sul-americanos na definição das especificações do satélite, contando com a parceria da OMM nas discussões e na pretensão de criar um Centro Latino-Americano de Previsão Climática.

Luciana Santos enfatizou o reconhecimento internacional do Sistema Nacional de Monitoramento e Alertas, criado pelo Brasil em 2021 por meio do Cemaden, como referência em monitoramento e alerta de desastres naturais. “Estamos em conversas com o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior [UNOOSA, em inglês] para que o Cemaden se torne um centro regional do UN-SPIDER [plataforma das Nações Unidas para Informações Espaciais para Gestão de Desastres e Resposta a Emergências]”, informou.

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Celeste Saulo agradeceu o apoio do MCTI, em especial, do Inpe e Cemaden, nas atividades da organização e de capacitação. A ministra propôs à secretária-geral uma parceria entre o MCTI e a OMM para criar iniciativas de capacitação para os países da Região III da OMM — que engloba a América do Sul — e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), visando aprimorar os sistemas de monitoramento e alerta de desastres.

A ministra concluiu a reunião reforçando o compromisso do MCTI e se colocando à disposição para dar seguimento aos projetos e ampliar a colaboração com a OMM nos próximos anos.

COP30

A ministra Luciana Santos está em Belém (PA) para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre entre 10 e 21 de novembro. O evento é um encontro global anual onde líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil discutem ações para combater as mudanças do clima.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

UTI Inteligente em Porto Alegre (RS) está conectada à Central de Comando nacional do SUS

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O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (3), a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais dos pacientes internados em seis hospitais do Brasil que já contam com a tecnologia implementada, sendo um deles localizado em Porto Alegre. Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a sala contará com monitoramento 24 horas e vai contribuir para a geração de evidências científicas que subsidiem a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.

“Estamos falando de inteligência artificial real em uso no SUS, não de ficção científica. É a tecnologia aplicada na prática para cuidar das pessoas, tendo a estrutura do sistema público como base e ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Central é equipada com seis telas grandes interligadas a todas as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Inteligentes do país, localizadas em Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Atualmente, o SUS conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir dados em tempo real, como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial. Porto Alegre participa dessa rede com 10 leitos inteligentes no Hospital Nossa Senhora da Conceição. A tecnologia oferece a vantagem da medicina preditiva, garantindo um acompanhamento mais preciso e qualificado aos pacientes.

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Com o aprimoramento do cuidado, a expectativa é a redução das complicações clínicas e do tempo de internação, aumentando a rotatividade dos leitos e o acesso aos serviços do SUS. A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e contará com o apoio técnico e operacional do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Organização Social vencedora do edital divulgado hoje no Diário Oficial da União (DOU).

Rede de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS

As UTIs Inteligentes são a primeira etapa da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no SUS, que tem como objetivo a transformação digital hospitalar, com conectividade, interoperabilidade, uso de inteligência artificial e monitoramento em tempo real para qualificar um cuidado mais rápido e preciso.

Serão instalados monitores multiparâmetros e centrais de monitoramento, criando a infraestrutura inicial de conectividade e monitoramento dos leitos. A próxima etapa contempla a ampliação do projeto e a incorporação de componentes tecnológicos, com destaque para respiradores pulmonares e camas inteligentes. Ao final, o país contará com 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.

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A Rede também inclui o SAMU Inteligente, que tem como objetivo ampliar a integração entre o atendimento pré-hospitalar, as Centrais de Regulação e os hospitais da Rede. O serviço já está presente em três bases estratégicas, nas cidades de Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE). Também estão incluídas a implementação do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP e a modernização de hospitais de excelência do SUS, além da estruturação de serviços inovadores.

“Com o novo serviço, em vez de o profissional do SAMU ter que ligar para o hospital a cada 3 minutos para informar o status do paciente, os dados já serão transmitidos em tempo real para a unidade de emergência. Na urgência e emergência, tempo é vida”, destacou do ministro Padilha.

Gestão do Hospital Inteligente

Durante a visita à Central, o ministro Padilha anunciou a seleção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) como a Organização Social (OS) responsável pela gestão do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será construído em São Paulo, após a realização do Chamamento Público N° 14/2026.

O processo contou com um comitê qualificado responsável por avaliar critérios. A entidade obteve a maior pontuação.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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