Brasil
LRCAP 2026: Segundo dia de leilão complementa o atendimento à potência do SIN com a contratação de 501,3 MW de potência
O segundo dia do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2026, realizado nesta sexta-feira (20/3), foi marcado pela contratação de 501,3MW de potência disponibilizada em empreendimentos existentes. Com o resultado, será gerada uma economia de R$ 1,8 bilhão para os consumidores de energia elétrica ao longo do horizonte dos contratos firmados, além da contribuição para o fortalecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O Ministério de Minas e Energia (MME) acompanhou o certame, realizado na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A sessão desta sexta-feira buscou complementar à da última quarta (18/3), que resultou na contratação de 19 gigawatts (GW) de potência, o que deve gerar uma economia de R$ 33,6 bilhões para os consumidores de energia elétrica ao longo do horizonte dos contratos firmados.
O ministro Alexandre Silveira comemorou os resultados do segundo dia de leilão, que chancela maior segurança energética ao SIN. “As potências contratadas nesses dois dias de leilão trazem mais tranquilidade energética aos brasileiros. Esse é um trabalho que fizemos para garantir que a energia chegue de forma ainda mais segura às casas de todo o Brasil”, afirmou.
O foco da contratação deste leilão foi em usinas termelétricas existentes a óleo combustível e a diesel, com prazos contratuais de 3 anos; e usinas existentes a biodiesel, com prazo de 10 anos. Foram contratados quatro usinas a óleo (diesel e combustível) para início de suprimento em 2026 e 2027, e duas a biodiesel para início de suprimento em 2030.
O LRCAP é um mecanismo que contribui para a segurança energética ao assegurar o fornecimento de energia à população brasileira. Além disso, fortalece a manutenção do caráter renovável da matriz elétrica do país, com as termelétricas podendo ser acionadas nos momentos de variação de geração das renováveis.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil
Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.
Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.
Sabores com histórias
No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.
“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.
No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.
“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.
Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.
Vitrine nacional para pequenos produtores
No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.
Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.
Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região.
A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.
“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.
Salão do Turismo
Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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