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Política

Lideranças tentam convencer Favaro a se candidatar para a Prefeitura de Umuarama

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O Bemdito

Desde que anunciou a saída do PDT, por não concordar com o posicionamento do partido no cenário nacional, o engenheiro agrônomo Antonio Carlos Fávaro passou a ser disputado pelas principais siglas políticas de Umuarama para concorrer à prefeitura da cidade, no ano que vem.

Mas falta um detalhe importante: Fávaro consentir entrar na disputa novamente. Ele foi candidato em 2016 e reta final da campanha encostou lado a lado com Celso Pozzobom, que acabou sendo eleito. O engenheiro, porém, deixou ativo um patrimônio eleitoral vigoroso, que agora cobra sua volta para o embate eleitoral.

Procurado por OBemdito, ele mantém o suspense. Fala apenas no desejo de contribuir pelo crescimento ordenado de Umuarama, não necessariamente como prefeito da cidade. “Ser ou não ser candidato, lá na frente, é uma questão que eu não vou decidir sozinho. O posicionamento da minha família será fundamental na minha decisão. E há também a qualidade das lideranças que desejam estar comigo”, disse.

Funcionário público lotado no núcleo regional da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento) em Umuarama há vários anos, Fávaro é respeitado pelo equilíbrio e bom senso mesmo nas piores intempéries. Amigos e até integrantes de outros grupos políticos respeitam sua capacidade de diálogo e de desatar nós.

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O engenheiro confirma que vem recebendo convites de várias siglas e diz que vai decidir por aquela que esteja alinhada com o atual cenário político e suas convicções pessoais de política. Segundo ele, Umuarama precisa de um olhar mais atento para o desenvolvimento.

“Temos um grande potencial e precisamos potencializá-lo. Não dá para ser morno. Precisamos de mais empregos e escancarar as portas para o desenvolvimento. As pessoas querem isso. Seja quem for o próximo prefeito, ele ou ela, terá que promover um diálogo verdadeiro com a população e olhar para frente”.

Fávaro informou que deve decidir nos próximos dias se vai participar ou não da próxima disputa eleitoral. “Há tempo para tudo e entendo que preciso me manifestar em breve. Não tenho medo da disputa e creio que a população já conhece meu estilo de fazer política, sem ataques, primando pelo debate. Conheço de perto a realidade da administração municipal e sei em quais portas devo entrar para fazer um bom trabalho”.

Pozzobom deve ir para reeleição

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O atual prefeito Celso Pozzobom não se declarou oficialmente que pretende ir para a reeleição. Pessoas próximas a ele, no entanto, dão como certa sua candidatura. Por enquanto, o único pré-candidato declarado é o empresário Marcelo Adriano, derrotado na última eleição para deputado estadual. Dentro da Câmara de Vereadores há pelo menos um par de nomes que vislumbram a cadeira de chefe do Executivo.

O ex-prefeito e ex-deputado estadual Fernando Scanavaca tem optado pelo silêncio e se dedica a cuidar de seus negócios particulares. Pesquisas de gaveta, aquelas para medir a imagem e a temperatura entre os eleitores, sempre colocam Scanavaca em situação convidativa para um eventual pleito.

O também ex-prefeito Moacir Silva já disse publicamente que não pretende voltar à política. Mas é outro nome consultado por partidos e lideranças, que reconhecem o trabalho que desenvolveu em oito anos de gestão. Umuarama cresceu em todos os índices econômicos medidos nacionalmente.

A movimentação, embora ainda esteja atrás das cortinas, é grande nos bastidores da política local. E está apenas começando.

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Política

PGE treta com relatório do Ibama contra mudanças no licenciamento ambiental

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Energia Solar alimenta a pisicultura (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) publicou uma nota pública contestando a posição apresentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o projeto de lei que propõe mudanças no licenciamento ambiental no Paraná. A proposta, que tramita na Assembleia Legislativa, busca atualizar as regras no estado e recebeu críticas do Ibama em uma manifestação técnica.

De acordo com a PGE, as observações feitas pelo Ibama não estão relacionadas às competências federais em questões ambientais, mas interferem diretamente nas atribuições do órgão estadual responsável pelo licenciamento no Paraná. O texto divulgado pela Procuradoria afirma que a atuação do Ibama sugere uma possível violação de princípios constitucionais, especialmente o da impessoalidade.

A nota ressalta que a PGE participou ativamente das análises prévias sobre a legalidade do projeto e validou sua constitucionalidade. Segundo o documento, eventuais objeções deveriam ter sido formalizadas por representantes jurídicos do Ibama, o que não ocorreu. A Procuradoria reforça ainda que o projeto busca aprimorar a legislação ambiental no estado, promovendo proteção ao meio ambiente sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

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Em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná, o Projeto de Lei nº 662/2024 já recebeu mais de 40 emendas parlamentares, que serão avaliadas pelos deputados nas próximas semanas. Entre os principais objetivos da proposta está a criação de um marco regulatório estadual para o licenciamento ambiental. Atualmente, o tema é regido por um emaranhado de decretos, portarias e resoluções, o que, segundo o governo estadual, gera insegurança jurídica tanto para investidores quanto para técnicos responsáveis pela emissão de licenças.

Outro ponto destacado pela PGE é o impacto positivo esperado com a modernização das normas ambientais. A medida pretende simplificar procedimentos e garantir maior clareza na análise de projetos, facilitando investimentos e impulsionando o desenvolvimento sustentável no Paraná. A proposta é apresentada como uma tentativa de equilibrar a preservação ambiental com a atração de novos empreendimentos, fator crucial para o crescimento econômico do estado.

As discussões em torno do projeto ocorrem em um momento de debate intenso entre governo estadual, órgãos federais e ambientalistas, com a busca por consenso sendo um desafio central nas próximas etapas da tramitação.

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