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Junta Comercial e Associação dos Municípios discutem ampliar desburocratização no Paraná

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A Junta Comercial do Paraná e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) estão dialogando para formalizar a participação dos 399 municípios do Estado nos programas Empresa Fácil-PR e Descomplica Paraná. Eles desburocratizam e facilitam a abertura de novos negócios e a obtenção de alvarás de funcionamento de empresas.

O Empresa Fácil-PR é uma ferramenta que faz a integração entre os dados cadastrais da Receita Federal do Brasil e os diversos órgãos estaduais e municipais que participam do processo de abertura, alteração e baixa de empresas e as disponibiliza na internet em um ambiente integrado, interativo e de fácil acesso. O Descomplica Paraná, implementado em 2019, visa o desenvolvimento de mecanismos para desburocratização para abertura de empresas e emissão de licenças e alvarás.

Um dos pontos importantes é a automatização da consulta prévia feita pela futura empresa para averiguar a viabilidade de localização do novo empreendimento. Alguns municípios já adotam essa sistemática, como Curitiba, onde o empresário leva apenas alguns minutos para obter a consulta prévia. A previsão é de expandir a adesão gradativamente e alcançar todas as cidades.

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A participação dos municípios é fundamental para melhorar ainda mais a agilidade na abertura de empresas do Estado. A Junta Comercial viabiliza a abertura em apenas 11 horas e 16 minutos no Paraná, um recorde alcançado em abril. Também é o menor tempo do País em relação à quantidade de solicitações.

“Essas mudanças são essenciais para o avanço do sistema. Essas melhorias envolvem órgãos licenciadores, como Bombeiros, Vigilância Sanitária, Instituto Água e Terra e as prefeituras. Se conseguirmos a automatização desses processos, nós poderemos ter empresas abertas em menos de seis horas”, diz o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni. 

O presidente da AMP e prefeito de Santa Cecília do Pavão, Edimar Santos, diz que a instituição vai ajudar como puder na redução da burocratização. A ideia é incentivar a adesão das prefeituras. “Todo mundo ganha com isso, com a geração de mais negócios, empregos e renda nos nossos municípios”, afirma.

Fonte: Governo PR

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Paraná ganha espaço na indústria brasileira desde 2018 e produção chega a R$ 184 bilhões

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A indústria do Paraná ampliou sua relevância no cenário nacional nos últimos anos. Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024.

O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e é uma das principais referências para avaliar a importância da indústria de transformação na economia. Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024.

O desempenho reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do País e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual em seis anos, impulsionada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.

A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. No Paraná, este fortalecimento da atividade industrial contribuiu para que o Estado alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história, de 3,2%, segundo o próprio IBGE. 

O fortalecimento da cadeia produtiva industrial também contribuiu para que o total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses crescesse 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com dados da PNAD Contínua.

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DESTAQUES INDUSTRIAIS – Entre os segmentos industriais, o maior avanço foi registrado na fabricação de bebidas. O Paraná passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais que dobrando sua representatividade no período.

Também cresceram de forma significativa, entre 2018 e 2024, a participação da indústria química, que avançou de 4,83% para 6,78%, e da fabricação de artefatos de couro, cuja fatia nacional passou de 2,62% para 3,64%.

Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.

“O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirmou.

INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de bebidas. Entre eles está a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 com investimento de R$ 1,6 bilhão e considerada a maior fábrica de malte da América Latina, além da expansão da unidade da Heineken no município, concluída no mesmo ano após aporte de R$ 1,5 bilhão.

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Outro exemplo é o investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Ambev em Carambeí para concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Para Callado, a evolução do Paraná está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual.

PESQUISA – A Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE reúne informações econômicas das empresas industriais brasileiras, contemplando variáveis como receita, emprego, salários e valor da transformação industrial. Os resultados permitem acompanhar a evolução estrutural da indústria nacional e a participação dos estados nos diferentes segmentos produtivos.

Fonte: Governo PR

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