Brasil
Junho impulsiona o turismo brasileiro com festas tradicionais, eventos internacionais e viagens de lazer
Junho é um mês movimentado para o turismo brasileiro, impulsionado por uma agenda diversificada de eventos que atraem visitantes para destinos em todas as regiões do país. Os tradicionais festejos juninos reúnem milhões de pessoas em cidades que celebram essa manifestação cultural, o que fortalece a economia local e gera emprego e renda. Com uma programação que inclui apresentações musicais, quadrilhas e gastronomia típica, as festas consolidam-se como um dos principais atrativos do turismo interno.
O mês também se destaca pela realização do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, nos dias 3 e 4, em João Pessoa (PB). O evento vai reunir autoridades brasileiras e internacionais para debater a liderança e a gestão da mulher no setor, além de abordar temas como a segurança da mulher viajante e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
O período ainda é marcado pela procura por viagens motivadas pelas comemorações do Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho. A data estimula o turismo de lazer, com casais buscando experiências em destinos de praia, serra, ecoturismo e turismo urbano.
Confira abaixo algumas dessas oportunidades para diferentes perfis de viajantes:
Região Norte
Festival Folclórico de Parintins (Parintins/AM): De 26 a 28 de junho, o festival é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. A disputa entre o Boi-Bumbá Caprichoso (azul) e o Boi-Bumbá Garantido (vermelho) é o ápice desta celebração que encanta os visitantes.
4ª Ecotrilha de Ananindeua (Ananindeua/PA): Realizada no dia 5 de junho, a Ecotrilha é um evento sazonal que possibilita ao cidadão contemplar a natureza por meio de caminhadas ao ar livre.
Arraiá Ariquemes (Ariquemes/RO): De 5 a 7 de junho, o evento reúne cerca de 35 mil pessoas e conta com atrações musicais locais e nacionais, praça de alimentação com produtos típicos, apresentações e o campeonato estadual de quadrilhas juninas.
Festividades em honra a Santo Antônio (Nhamundá/AM): Cidade movida pela cultura religiosa, Nhamundá festeja seu padroeiro anualmente de 5 a 13 de junho. O evento inicia com o famoso círio fluvial, no qual os fiéis soltam barquinhos artesanais.
Região Nordeste
São João de Campina Grande (Campina Grande/PB): De 3 de junho a 5 de julho, a cidade no Agreste da Paraíba realiza o maior evento do gênero no Brasil. Serão 33 dias de duração com shows de grandes artistas, como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.
Forró Caju (Aracaju/SE): Realizado de 20 a 28 de junho, é considerado um dos maiores eventos do ciclo junino do país. Atrai um público de aproximadamente 40 mil pessoas com grandes nomes da música e tradições locais, transformando Aracaju em um polo cultural.
São João de Lençóis e a Cavalgada (Lençóis/BA): Realizada de 14 a 24 de junho, a Cavalgada de Tanquinho a Lençóis é uma das mais simbólicas tradições do município. O cortejo de cavaleiros e amazonas traz o estandarte de São João em um ritual que une fé, tradição sertaneja e identidade cultural.
Festa do Cacau (Piraí do Norte/BA): De 1º a 13 de junho, a festa promove uma imersão sensorial na herança do “fruto de ouro” que moldou a identidade da Bahia, transformando o município no epicentro do turismo cultural regional.
Região Centro-Oeste
Feira Internacional do Turismo no Pantanal (Cuiabá/MT): Realizada de 3 a 7 de junho, é reconhecida como a maior vitrine de turismo do Centro-Oeste e uma das mais expressivas da América do Sul.
Feira Gastronômica (Araçu/GO): De 6 de junho a 5 de dezembro, o evento conta com shows, apresentações de dança, balé e peças de teatro.
Cavalgada Cultural (Avelinópolis/GO): Realizada no dia 20 de junho, é um dos eventos mais tradicionais da região e promove a valorização da cultura sertaneja, das tradições rurais e da identidade do homem do campo.
Arraial do Banho de São João (Corumbá/MS): Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, o evento é uma tradição centenária cujo ápice acontece na virada de 23 para 24 de junho. Festeiros levam seus andores decorados ao Rio Paraguai para “banhar” o santo em cortejos que buscam bênçãos e curas.
Região Sudeste
Feira Mundial do Café (Patrocínio/MG): De 5 de junho a 5 de setembro, a feira conecta produtores, mercado, tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios.
Encontro Cultural Quilombola (Jaguaré/ES): Realizado no dia 6 de junho, é um evento de valorização da história, da resistência e da identidade das comunidades quilombolas locais. A iniciativa reúne lideranças comunitárias, grupos culturais, estudantes e autoridades em um espaço de fortalecimento das tradições afro-brasileiras.
Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2026 (Rio das Ostras/RJ): Entre os dias 4 e 7 de junho, a cidade ocupa posição de destaque no cenário internacional da música instrumental com a 22ª edição do evento, que transforma praias, lagoas e áreas urbanas em um grande circuito cultural a céu aberto.
39º Campeonato Brasileiro de Balonismo (Boituva/SP): De 12 a 14 de junho, o campeonato reúne pilotos de todo o país para provas de precisão com balões de ar quente. O evento também conta com um festival de apresentações aéreas e atrações culturais.
Região Sul
Caxias in Vino (Caxias do Sul/RS): Realizado de 4 a 7 de junho, o evento é uma excelente opção turística para visitantes e moradores, além de abrir espaço para que as vinícolas locais divulguem seus produtos.
Degusta Camboriú (Camboriú/SC): De 3 a 7 de junho, o evento celebra a gastronomia local reunindo restaurantes, chefs e produtores em uma grande festa ao ar livre.
30ª Festa da Tainha (Ilha do Mel/PR): De 4 a 26 de junho, na Praia de Encantadas, o evento apresenta a iguaria preparada de diversas maneiras. A festividade atrai turistas de várias localidades e contará, ainda, com um festival em homenagem ao músico Raul Seixas.
Salão de Inovação do Couro e do Calçado (Novo Hamburgo/RS): Realizado de 29 de junho a 1º de julho, é a principal plataforma de lançamento da moda primavera/verão em calçados e acessórios.
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Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.
PROIBIÇÃO DAS BETS
Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.
Confira o cronograma das medidas:
- Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
- Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
- A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
- Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
- De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
- A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.
INTERESSE PÚBLICO
A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.
FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL
O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.
A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.
As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.
PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES
Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:
- exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
- divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa);
- uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
- facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
- fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
- localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).
SAÚDE PÚBLICA
As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.
“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.
O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.
Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.
A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.
Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.
Fonte: Ministério da Saúde
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