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Paraná

Investimento de R$ 131 milhões vai manter ferry boat durante obra da Ponte de Guaratuba

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A Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), promoveu nesta terça-feira (23) a sessão de disputa para contratação de nova empresa operadora da travessia do ferry boat de Guaratuba, no Litoral.

Duas empresas participaram, com uma delas sendo declarada a arrematante, pelo valor negociado de R$ 131.800.000,00. Esta empresa, a Internacional Marítima, agora tem um prazo de três dias úteis para encaminhar ao DER/PR sua proposta de preço detalhada e os documentos exigidos em edital.

A comissão de contratação irá analisar o material e publicar uma decisão, declarando vencedora ou convocando a segunda colocada na sessão de disputa. Caso seja uma declaração de vencedor, terá início o período de três dias úteis para interposição de recurso quanto ao resultado.

O edital prevê serviços e aquisição de materiais para manutenção dos ferry boats, pontes e flutuantes de propriedade do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), disponibilização de até três conjuntos de balsa + rebocador (ou ferry boats, além dos três que já estão disponíveis) com capacidade de transporte simultâneo somada de 180 veículos de passeio, estrutura flutuante para manutenção, rebocador para apoio operacional, painel de mensagens variáveis em LED, guindaste móvel sobre pneus, fornecimento de combustível, contratação de toda a mão de obra necessária para a operação, serviços de mergulho e aquisição de demais materiais para serviços correlatos à travessia, entre outros.

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Ele estabelece ainda como critérios uma capacidade mínima somada de 360 veículos de passeio simultaneamente, em até seis embarcações, ficando à disposição da empresa os ferry boats do DER/PR. Não poderão ser utilizadas embarcações com capacidade de lotação inferior a 60 veículos, visando garantir a operacionalidade da travessia e evitar formação de filas. O valor máximo da licitação é de R$ 132.198.011,44, calculado com base nos custos da prestação de serviços e fornecimentos de produtos.

De acordo com estudos técnicos e com base em dados históricos, o volume anual médio de tráfego da travessia da Baía de Guaratuba é de 1.359.990 veículos, incluindo pagantes e usuários isentos.

A arrematante atualmente já opera a travessia, porém por meio de contratação emergencial, que deve ser encerrada em agosto.

PONTE DE GUARATUBA – Ao mesmo tempo em que garante o deslocamento de moradores, turistas e usuários na baía, continuam em desenvolvimento os trabalhos na Ponte de Guaratuba. Atualmente estão sendo feitas sondagens subaquáticas, elaborados os relatórios de engenharia dos projetos e os relatórios ambientais visando a obtenção da próxima licença ambiental, a Licença de Instalação.

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A ponte terá comprimento de 1.244 metros, com largura útil mínima de 22,60 metros. Estão previstas quatro faixas de tráfego de 3,6 metros cada, duas faixas de segurança de 60 centímetros cada, barreiras rígidas de concreto New Jersey de 40 centímetros, calçadas com ciclovia em ambos os lados, com 3 metros de largura, e 10 centímetros de guarda-corpo nas extremidades da ponte.

Também estão previstas intervenções nas vias de acesso à ponte. Na margem norte, a PR-412 será alargada para ambos os lados para facilitar o encaixe na ponte, com execução de muros de contenção para proporcionar o desnível necessário entre o pavimento existente e o tabuleiro. Também será implantado um retorno sob a ponte para ligação das vias locais e conexão da Estrada do Cabaraquara com Matinhos.

Na margem sul está prevista uma rótula alongada para ligação do bairro Caieiras, correção de nível da pista de rolamento e adequação de curva, além de implantação de uma alça de acesso à rua Nossa Senhora de Lourdes. Ao todo, entre ponte e vias de acesso, a extensão da obra chega a 3,07 quilômetros.

Fonte: Governo PR

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Museu Satélite chega a Paranaguá com unidade do Museu Casa Alfredo Andersen

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O Museu Casa Alfredo Andersen inaugurou o primeiro satélite em Paranaguá, na noite desta quarta-feira (03). Esta é a quarta abertura do projeto “Museus Satélites”, que busca expandir o acesso aos acervos museológicos do Estado. Paranaguá junta-se a Londrina, Pato Branco e Maringá, que nas últimas semanas receberam unidades do Museu Paranaense (MUPA) e Museu de Arte Contemporânea (MAC-PR). A noite foi marcada pela presença de um público diverso que verá de perto obras ligadas ao pai da pintura paranaense.

A iniciativa do Governo do Paraná e Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) se baseia na política pública de descentralização do patrimônio histórico e artístico paranaense. Os Museus Satélites promovem a circulação contínua de obras dos equipamentos estaduais por todas as macrorregiões do estado, expandindo a atuação das instituições para além da capital. Ao ocupar novos espaços no interior, a ação fortalece a presença cultural no território e democratiza o contato do público com os acervos. 

Para a Secretária de Cultura do Estado, Luciana Casagrande Pereira, a celebração de mais uma inauguração dos museus satélites vem de um esforço contínuo em fortalecer a infraestrutura cultural dos municípios paranaenses. “Estar presente nesta que é a quarta entrega do projeto dos museus satélites me deixa muito feliz. É a concretização de um trabalho de descentralização que investimos desde o início da gestão e agora podemos ver a materialização desse esforço”. 

Para além do museu, o fato de entregar o MCAA em Paranaguá é carregado de simbolismo. “Esta cidade foi um grande amor de Andersen. Foi por causa de Paranaguá que a arte paranaense foi transformada por ele, então o satélite precisava estar aqui, na nossa cidade-mãe”, explica.

O novo museu terá um impacto profundo no cenário cultural da região. A vice-prefeita Fabiana Parra reforça essa ideia: “O que construímos aqui, em parceria com o Governo do estado, é o começo de um legado real para a nossa população, pois não se trata apenas de um restauro físico, mas da restauração de toda a nossa história. Uma cidade onde nasceu o Paraná não pode ficar esquecida”, pontua ela. 

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“Nossa gestão quer chegar aonde muitos não chegaram. Que esta seja a primeira de muitas exposições, porque quando temos uma casa ocupada, a arte ganha vida, e é exatamente disso que a nossa cidade precisa”, reforça Fabiana.

EXPOSIÇÃO – O MCAA Paranaguá recebe a exposição “Calderari: Amar, além do mar”. A mostra presta homenagem a Fernando Calderari, um dos pioneiros do abstracionismo no Paraná, reunindo pinturas e gravuras que revelam sua trajetória artística que marcou profundamente a arte paranaense. O título remete à amplitude e à riqueza de sua produção, que vai muito além das conhecidas cenas marítimas. Com o passar dos anos, Calderari aprimorou técnicas que uniam pintura e gravura, tornando-se referência no abstracionismo paranaense e acrescentando à sua obra um conjunto expressivo de autorretratos, que consolidaram sua identidade criativa.

A exposição também evidencia a linhagem artística do Paraná, da qual Calderari faz parte: discípulo de Theodoro De Bona, que por sua vez foi discípulo de Alfredo Andersen, considerado o pai da pintura paranaense. Assim, a mostra ressalta a continuidade e a força de uma tradição que une mestres e discípulos, marcando gerações de artistas no Estado.

COMUNIDADE – O guia de turismo local e caiçara, Juliano Neves, celebrou a chegada do Museu Satélite como um marco para a valorização da identidade regional e a geração de novas frentes de trabalho. “Nós somos os porta-vozes do patrimônio e da cultura local. Quando recebemos grupos de outras regiões do Paraná ou de outros estados, ter um espaço como esse para promover a cultura é de um valor imenso, pois enriquece o nosso produto turístico e abre inúmeras oportunidades”, destacou. 

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Juliano ressaltou ainda o papel social da estrutura: “É uma conquista que gera emprego e, ao mesmo tempo, impulsiona a educação patrimonial, que é um dos nossos grandes propósitos aqui. É um ganho para a nossa história e comunidade”. 

A artesã Michele Cardozo Dias expressou com entusiasmo o orgulho de prestigiar a inauguração, destacando a conexão íntima do espaço com a sua própria trajetória:  “A arte está no meu sangue; eu adoro mexer com pinturas e desenhos, e ver um espaço desse nível nascer aqui é emocionante. Isso é de extrema importância para a nossa cidade, inclusive como um atrativo para trazer os turistas, permitindo que eles conheçam a nossa riqueza. É um ganho cultural permanente para todos nós”, concluiu. 

SATÉLITES – Somando-se às unidades que já foram inauguradas em Londrina, Pato Branco e Maringá, o projeto de descentralização cultural segue avançando em 2026. Ainda em junho, Ponta Grossa receberá uma extensão do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA), Cascavel ganhará nova unidade do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC Paraná), enquanto Guarapuava e Tunas do Paraná contarão com sedes do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) no começo de julho. 

Serviço

Museu Satélite | MCAA Paranaguá

Aberto ao público com entrada gratuita

Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Rua Conselheiro Sinimbú, 23 – Centro Histórico – Paranaguá – PR 

Saiba mais sobre os Museus Satélites.  

Fonte: Governo PR

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