Paraná
Guairinha recebe Ricardo Blat e Caio Blat no espetáculo “Subversão Kafka”
Em maio, o Guairinha recebe o espetáculo “Subversão Kafka”, adaptação teatral inspirada em contos do escritor tcheco Franz Kafka, como “Primeira Dor”, “O Artista da Fome” e “Josefina, a Cantora dos Ratos”. A montagem será apresentada em Curitiba entre sexta-feira e domingo, nos dias 8, 9 e 10 de maio. Os ingressos estão à venda pelo DiskIngressos.
A produção marca o encontro inédito dos três primos nos palcos e reúne em cena os atores Ricardo Blat e Caio Blat. Caio também assina a direção do espetáculo, que tem roteiro do dramaturgo Rogério Blat.
“O meu primo Ricardo é a maior inspiração da minha carreira, ele é um ator imprevisível, ‘ameaçador’, magnético. Em parceria com meu primo Rogério, eles criaram alguns dos espetáculos que mais me marcaram, como O Patinho Feio, em que o Ricardo fazia um solo apavorante e delirante com adaptação do Rogério. É um absurdo que eu nunca tenha trabalhado com eles. Mas agora esse absurdo está sendo corrigido e esse desejo está sendo realizado de uma forma sublime. É um sonho fazer Kafka, um dos artistas que eu mais amo e temo, com a adaptação do Rogério, e contracenando um dos maiores atores desse país, que é o Ricardo Blat”, comenta Caio.
O espetáculo, que conta com trilha sonora ao vivo do pianista, arranjador e compositor de música original de diversas obras no teatro e no audiovisual Fernando Moura, reúne três dos últimos contos de Kafka que falam sobre a condição do artista no mundo contemporâneo, confrontando a dedicação insana à perfeição artística ao talento que beira a fraude. No palco, os atores apresentam o último espetáculo em um teatro em ruínas e com o impacto do absurdo sobre suas vidas, e desconstroem Kafka com ousadia e humor, convencidos que o fim dos tempos chegou.
Para escrever “Subversão Kafka”, Rogério pesquisou sobre vida e obra do autor para buscar uma tradução cênica autêntica, viabilizando no palco através da ação, um sonho-pesadelo, a destruição e a renovação dos conceitos intrigantes de Kafka.
“Os três contos se intercalam com situações desafiadoras vividas pelos atores no espetáculo envolvendo a plateia no contrassenso dos acontecimentos. Como é um projeto familiar, meu principal objetivo foi escrever uma peça que meu irmão e meu primo se divertissem a cada apresentação, consolidando a união e o afeto que existe entre nós”, explica o dramaturgo.
O processo de criação dos artistas em cena exige musculatura física, mental e espiritual. Para Ricardo, estar em cena com um texto de Kafka é como “vivenciar um sistema social e artístico apontado por ele há um século, mas que permanece atual”. “Trabalhar sobre a dramaturgia do Rogério, meu irmão, atuando com e sob a direção do Caio, meu primo, é estar envolto na ternura dos Blat. Uma honra”, diz.
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SINOPSE – Diante da ruína de uma companhia de Teatro de Variedades, dois artistas remanescentes realizam o último espetáculo, que tem como atração a famosa cantora Josefina – uma rata. Para surpresa dos atores, que já nem contavam com público, os ratos comparecem em peso para desfrutar da sublime arte da diva inigualável. Porém, a apresentação se torna incerta quando a cantora é anunciada e não entra em cena. Verificam que ela ainda estaria se preparando e pedem paciência ao público. Diante dessa adversidade, os atores são obrigados a improvisar para conter a ansiedade da plateia.
Já que é o derradeiro dia, eles resolvem homenagear personalidades que fizeram história na companhia e merecem ser lembrados, como o trapezista que se dedicou tanto à sua arte que nunca mais quis descer do trapézio, e o jejuador, que sofre profundamente quando o público passa a rejeitar o seu sagrado ofício. Ambos dedicaram suas nobres vidas à busca do êxtase da perfeição; porém, a plateia quer mesmo é ver e ouvir Josefina. Afinal, ela é um mito. O seu canto hipnotiza multidões e abranda as dores mais agudas desses tempos tão difíceis. Quando, finalmente, os acordes anunciam a sua entrada e ela surge com sua aparência imperial, todos silenciam e quase param de respirar. Josefina joga a cabeça para trás, abre sua boquinha rosa-pálida e emite um som — ou melhor, um guincho estridente inigualável. Mas o que tem esse canto que a tornou tão famosa?
Serviço:
“Subversão Kafka”
Apresentação: 8, 9 e 10 de maio de 2026 (sexta a domingo)
Sexta e sábado, às 20h
Domingo, às 18h
Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha) | R. XV de Novembro, 971, Centro, Curitiba/PR
Tempo de duração do espetáculo: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos
Especificação do espetáculo: Teatro
Ingressos: R$ 140 (inteira) | R$ 70 (meia-entrada), à venda pelo DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Guaíra
Fonte: Governo PR
Paraná
MON promove atividade para público 60+ inspirada na 36ª Bienal de São Paulo
Em duas sessões presenciais e uma virtual, o programa Arte para Maiores (APM) de maio explora a exposição “Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade como Prática – 36ª Bienal de São Paulo”, que está em cartaz nas Salas 1 e 2. Promovido pelo Museu Oscar Niemeyer, o APM é direcionado ao público com mais de 60 anos. As sessões presenciais serão nos dias 5 e 12 de maio, e a virtual, no dia 19, sempre com início às 14h.
O encontro presencial começa no Espaço de Oficinas, no subsolo do Museu. A partir dali, o grupo inicia uma visita mediada pela exposição. Após a mediação, é realizada uma atividade prática, com finalização por volta das 17h. A visita mediada será conduzida por educadores do MON e abordará aspectos do recorte curatorial proposto pela curadora Anna Roberta Goetz a partir da poética de alguns artistas presentes na mostra.
No dia 19, o encontro virtual ocorrerá das 14h às 15h30, conduzido pelos educadores da Bienal de São Paulo. Para participar de qualquer um dos encontros não é necessário ter conhecimento prévio em arte. As atividades são gratuitas, mas as inscrições devem ser feitas antecipadamente
ARTE PARA MAIORES – O premiado Arte para Maiores, oferecido pelo MON desde 2014, é um programa educativo que proporciona ao público maior de 60 anos a sensibilização para a arte e pela arte. A ação promove encontros presenciais e virtuais, visitas mediadas em sala expositiva, atividades de experiência artística e dinâmicas de integração.
A EXPOSIÇÃO – O programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo percorre mais de dez cidades do Brasil e do Exterior em 2026. Em parceria com o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, o Museu Oscar Niemeyer (MON) sedia o programa, consolidando uma parceria que se renova pela terceira vez.
Em Curitiba, o recorte da itinerância tem curadoria de Anna Roberta Goetz, cocuradora da 36ª Bienal, junto ao cocurador adjunto André Pitol, e reúne obras de 18 participantes: Adjani Okpu-Egbe, Alain Padeau, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Emeka Ogboh, Ernest Cole, Forensic Architecture/Forensis, Gervane de Paula, Helena Uambembe, Julianknxx, Leiko Ikemura, Mao Ishikawa, Maria Auxiliadora, Ming Smith, Nádia Taquary, Olu Oguibe, Raukura Turei, Ruth Ige e Sertão Negro. O projeto expográfico é de Tiago Guimarães.
SOBRE O MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço:
Arte para Maiores
Presencial: 5 e 12 de maio, das 14h às 17h
Virtual: 19 de maio, 14h às 15h30
Inscrições gratuitas por este link
Fonte: Governo PR
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