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Governo federal realiza Seminário Governança Climática e 2º Encontro Cidades Verdes Resilientes, em Brasília

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A partir das 9h desta quarta-feira (10/9), os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), das Cidades (MCid) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) realizam a abertura do Seminário Governança Climática e 2º Encontro Cidades Verdes Resilientes: A Governança Climática que o Brasil Precisa, em Brasília (DF). 

🫱🏻‍🫲🏽 A cerimônia contará com a presença de autoridades como: 

  • Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva;
  • Ministro das Cidades, Jader Filho;
  • Ministra da Cultura, Margareth Menezes; e
  • Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. 

Sob coordenação do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e apoio do Conselho da Federação e das redes internacionais C40 Cities e Pacto Global de Prefeitos (GCoM), o evento tem como propósito apresentar a construção da governança climática brasileira, avaliar os avanços do PCVR e do financiamento climático, estimular a articulação entre diferentes esferas federativas e setores estratégicos, além de fortalecer a participação de estados e municípios na agenda climática.

Durante a cerimônia de abertura, serão lançadas as três Câmaras Consultivas do CIM: Articulação Interfederativa (CAI), Participação Social (CPS) e Assessoramento Científico (CAC). Esses espaços fortalecem a governança climática ao integrar União, estados, municípios, sociedade civil e comunidade científica. 

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✍🏼 Também estão previstos os seguintes anúncios e lançamentos:

  • Chamada do Banco de Projetos do PCVR, que reunirá iniciativas de intervenções urbanas climáticas de governos subnacionais, em parceria com a Cities Climate Finance Leadership Alliance (CCFLA);
  • Assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Rui Barbosa (TCEs) para implementação da iniciativa AdaptaCidades;
  • Lançamento da Consulta Pública do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU) na Plataforma Brasil Participativo;
  • Anúncio do resultado dos Editais Periferias Verdes Resilientes; 
  • Lançamento da Chamada de projetos dos governos subnacionais para a base nacional unificada de projetos de intervenções urbanas climáticas para o Pipeline do PCVR; e
  • Lançamento da Publicação “Caminhos para a Elaboração da Estratégia de Financiamento Climático do PCVR”. 

O 2º Encontro faz parte das atividades do seminário “A Governança Climática que o Brasil Precisa”, que acontece de 9 a 11 de setembro, reunindo autoridades, especialistas, sociedade civil e parceiros internacionais para debater adaptação e mitigação climática, financiamento, instrumentos econômicos e avaliação do Plano Clima.

Criado pelo Decreto nº 12.041, de 2024, o PCVR ajuda os municípios a se prepararem para os impactos da mudança do clima. O programa atua em seis áreas principais: verde urbano, gestão do solo, soluções baseadas na natureza, eficiência energética, mobilidade sustentável e resíduos sólidos. O PCVR foi construído de forma participativa, com oficinas e consulta pública que receberam quase 2 mil contribuições.

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A primeira edição do encontro, realizada em março de 2025, apresentou o plano de implementação do programa e firmou parcerias institucionais com governos, academia, sociedade civil e setor produtivo. 

🎥📰 CREDENCIAMENTO: Os profissionais de imprensa interessados em participar devem se credenciar no formulário ao lado: https://forms.office.com/r/BukVUpdYwN 

SERVIÇO:

Governo federal realiza Seminário Governança Climática e 2º Encontro Cidades Verdes Resilientes, em Brasília

🗓️ Data: Quarta-feira, 10 de setembro
Hora: 9h
📍 Local: Auditório da Procuradoria Geral da República, Setor de Administração Federal Sul Q. 4 Conjunto C – Brasília, DF.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Força tarefa resgata 479 trabalhadores de escravidão moderna

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A Operação Resgate VI, ação interinstitucional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, para o combate ao trabalho análogo à escravidão, resgatou 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão, dos quais 75 eram mulheres. Entre os trabalhadores resgatados, 13 eram crianças e adolescentes e 66 eram migrantes oriundos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

No período de 1 a 31 de agosto, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais em todo o país. A força-tarefa contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Polícia Federal (PF) que atuaram no exercício de suas respectivas competências institucionais.

Realizada desde 2021, a Operação Resgate articula a atuação de diferentes órgãos públicos na identificação e interrupção de situações de trabalho análogo à escravidão, na proteção dos trabalhadores e na adoção das providências trabalhistas, administrativas, civis e criminais cabíveis.

A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados: foram 267, dos quais 208 em Minas Gerais.

As ações se concentraram principalmente no meio rural, que correspondeu a 57,5% das fiscalizações e registrou 292 trabalhadores resgatados. As atividades no meio urbano em geral representaram 36,5% das ações, com 178 trabalhadores resgatados. No trabalho doméstico, foram fiscalizados 14 empregadores e resgatados 9 trabalhadores.

Entre as atividades econômicas, que concentraram o maior número de trabalhadores encontrados em situação de trabalho análogo à escravidão, durante a Operação Resgate VI, estão na atividade de construção em geral com 85 resgatados, e no cultivo de café, com 53 trabalhadores resgatados; o cultivo de cebola, com 47; e o cultivo de batata-inglesa, com 44. Também aparecem entre as principais atividades o cultivo de outras plantas de lavoura temporária não especificadas anteriormente, com 43 trabalhadores, e a coleta de produtos não madeireiros em florestas nativas, com 29 trabalhadores. O levantamento evidencia a presença de situações de trabalho análogo à escravidão principalmente em atividades ligadas à produção agrícola e ao extrativismo.

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Os empregadores flagrados submetendo trabalhadores nessas condições foram notificados a interromper as atividades e a rescindir os contratos de trabalho, formalizando-os retroativamente, bem com a pagar os valores aos trabalhadores, num total de mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas e rescisórias.

Os trabalhadores resgatados também receberam o seguro-desemprego especial para trabalhador resgatado, no valor de 6 parcelas de um salário mínimo cada.

Em relação a outras irregularidades trabalhistas, serão lavrados aproximadamente 1.836 autos de infração, dentre eles de trabalho infantil, informalidade, descumprimento de normas de saúde e segurança no trabalho, além de 28 interdições ou embargos de atividades com grave e iminente risco para a integridade física e saúde dos trabalhadores. Nas ações da Operação Resgate foram encontrados 1.192 trabalhadores sem registro do contrato de trabalho, ou seja, em total informalidade.

Durante a operação, o MPT firmou três termos de ajuste de conduta (TAC) e ajuizou quatro ações civis públicas para corrigir as irregularidades e responsabilizar os empregadores. Os valores de dano moral coletivo totalizaram R$ 455,5 mil e o de dano moral individual chegou a R$ 675,5 mil.

Casos trabalhadores resgatados

Dentre os casos apurados está o de uma trabalhadora doméstica de 51 anos resgatada na Zona Leste de São Paulo. Ela vivia na residência desde os 10 anos de idade e, a partir de aproximadamente 11 anos, passou a ser responsável por todos os afazeres domésticos da casa, como lavagem de quintal e louça e arrumação do imóvel, e por cuidar da família da empregadora, incluindo o preparo de refeições e a passagem de roupas. Ao longo de todo esse período, ela nunca foi registrada formalmente como empregada e nunca recebeu salário de maneira regular.

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 A trabalhadora que prestou serviços à família por aproximadamente 40 anos sem a percepção regular de salários, chegou a trabalhar também em uma clínica pertencente a um membro da família, igualmente sem qualquer registro formal de emprego.

Diante do conjunto de irregularidades constatado – ausência de registro de emprego, inadimplência salarial e submissão da trabalhadora a condições análogas às de escravizados -, os auditores-fiscais do Trabalho emitiram ato administrativo de resgate de trabalhador submetido a condições análogas às de escravizados, afastando a trabalhadora da casa em que até então residia. A fiscalização apura, agora, o montante de verbas trabalhistas devidas à empregada.

Em Minas Gerais, trabalhadores foram resgatados de condições análogas a de escravidão em uma fazenda na zona rural de Estrela do Sul no Triângulo Mineiro. A maioria era de senegaleses e de migrantes de Burkina Faso, na África. As vítimas trabalhavam na colheita manual de batatas sem registro em carteira, sem acesso a instalações sanitárias, sem água potável, sem equipamentos de proteção individual e sem local adequado para refeições. Também foram identificadas irregularidades relacionadas à jornada de trabalho, transporte dos trabalhadores e às condições gerais de saúde e segurança do trabalho.

 Denúncia

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e sigilosa no Sistema Ipê, sistema da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/

Trabalhadores resgatados por estado

MG – 208
SP – 58
AM – 42
PI – 40
RN – 37
PB – 20
RS -15
BA – 15
PE – 14
RR – 6
MS – 6
CE – 5
MA – 4
PA – 3
MT – 2
AC – 1
DF – 1
AP – 1
RJ – 1

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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