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Governo do Paraná promove conferências sobre Ciência, Tecnologia e Inovação em abril

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O Governo do Paraná vai promover nos dias 3 e 4 de abril, em Curitiba, a 5ª Conferência Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento, que acontecerá na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), terá a parceria das secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Inovação, Modernização e Transformação Digital (Sei).

Além deste evento, o Estado também será sede da edição regional da Conferência, que acontecerá nos dias 25 e 26 de abril e envolverá os três estados do Sul do País, com a participação de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Todos os eventos estão alinhados à 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação que tem como tema “Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido”.

A Seti é a instituição responsável pela organização dos eventos em parceria com a Fundação Araucária e apoio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A edição estadual terá como pauta as demandas do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná que envolvem as universidades públicas e privadas e instituições de pesquisa com sede no Estado.

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Na Conferência Regional Sul os temas relevantes para a educação superior e pesquisas serão debatidos pelos representantes estaduais. O objetivo é encerrar o evento com um documento que possa demonstrar as vocações, direcionamentos e necessidades para o aprimoramento da produção de ciência e conhecimento nos três estados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os dois eventos integram a agenda de conferências do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que terá a sua edição nacional entre 4 e 6 de junho, em Brasília. Neste encontro as sugestões decorrentes das reuniões estaduais e regionais irão contribuir para a elaboração da estratégia nacional do setor para os próximos 10 anos.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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