Connect with us


Agro

Governo de Minas vai ampliar assistência técnica visando desenvolvimento rural sustentável

Publicado em

O Governo de Minas, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), formalizou nesta quarta-feira (04.10), em Belo Horizonte, um protocolo de intenções com o Sistema Faemg/Senar para a ampliação da assistência técnica e gerencial aos produtores rurais mineiros, além de ações conjuntas visando ao desenvolvimento rural sustentável do estado.

O evento contou com a presença do vice-governador Professor Mateus, que enfatizou a importância do agronegócio em Minas Gerais, destacando os produtores rurais como microempresários. Ele ressaltou que o setor agropecuário representa uma parcela significativa da economia do estado, contribuindo com mais de R$ 270 bilhões para o PIB, o que representa 25% do total.

Essa parceria visa inicialmente atender de 300 a 400 produtores em diferentes regiões de Minas Gerais, com investimentos que ultrapassam R$ 3 milhões para um período de 24 meses de execução. A intenção é não apenas aumentar o número de produtores assistidos, mas também traduzir esse suporte em mais empregos e renda para a população local.

Leia mais:  Câmara Ratifica Acordo Mercosul-União Europeia e Garante Proteção ao Agronegócio Brasileiro

O presidente da Faemg, Antônio Pitangui de Salvo, expressou satisfação com a parceria e destacou o compromisso de melhorar a qualidade de vida dos mineiros, não apenas na produção de alimentos, mas também na manutenção e melhoria da renda dos produtores.

O projeto visa a expansão da metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) desenvolvida pelo Senar, que abrange desde o planejamento financeiro e gestão até o aprimoramento das práticas de produção. O objetivo é capacitar os profissionais da Emater-MG na aplicação dessas técnicas, o que contribuirá para melhorar a gestão das propriedades rurais e aumentar a renda dos produtores.

A Seapa ficará responsável por oferecer apoio logístico e operacional para o desenvolvimento das ações, enquanto a Emater-MG, em parceria com o Sistema Faemg/Senar, definirá as temáticas das capacitações, os locais e os períodos de realização em diferentes regiões do estado. O Sindicato de Produtores Rurais também participará mobilizando agricultores, com o auxílio dos profissionais da Emater-MG quando necessário.

Vale destacar que a Emater-MG atua em 811 municípios do estado, beneficiando anualmente mais de 300 mil produtores rurais com assistência técnica e extensão rural. Somente em 2022, foram realizados cerca de dois milhões de atendimentos a agricultores familiares e suas organizações.

Leia mais:  Indústria têxtil Incofios reduz produção de peças de seis meses para 72 horas com impressoras 3D

Um dos focos dessa parceria é oferecer suporte ao Projeto Jaíba, especialmente aos pequenos agricultores. Este projeto, localizado nos municípios de Jaíba e Matias Cardoso, é considerado o maior da América do Sul em área contínua irrigada e um dos principais polos de fruticultura do estado. O secretário de Agricultura Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, ressaltou a importância da parceria público-privada e sua prioridade para o Projeto Jaíba, visando gerar renda, emprego e qualidade de vida para os mineiros.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook

Agro

Crédito rural entra em nova era com exigência de monitoramento remoto e pressão sobre bancos

Published

on

A publicação da Resolução CMN nº 5.267/2025 marca uma mudança estrutural no modelo de fiscalização do crédito rural no Brasil. A nova regra amplia as exigências de monitoramento por sensoriamento remoto e impõe às instituições financeiras um novo padrão de controle técnico, rastreabilidade e conformidade nas operações agropecuárias.

Na avaliação de Vitor Ozaki, CEO da Picsel e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), a medida representa um divisor de águas para o setor, ao transformar o uso de imagens de satélite e inteligência geoespacial em requisito regulatório obrigatório para parte relevante das operações de crédito rural.

Segundo o Voto 78/2025-CMN, que fundamenta a resolução, a obrigatoriedade será aplicada, de forma cumulativa, às operações de custeio e investimento contratadas a partir de 1º de março de 2026, vinculadas a empreendimentos com área superior a 300 hectares.

O objetivo é ampliar o uso do sensoriamento remoto em operações nas quais a tecnologia já apresenta maior confiabilidade operacional, escala e redução de custos de observância para os agentes financeiros.

Nova regra amplia pressão operacional sobre instituições financeiras

Embora a exigência represente avanço regulatório, o sistema financeiro já vinha sendo preparado gradualmente para esse movimento. A Resolução nº 4.427/2015 autorizou o uso do sensoriamento remoto para fiscalização das operações de crédito rural e determinou o registro das coordenadas geodésicas dos empreendimentos financiados no Sicor.

Agora, porém, a principal mudança é que a tecnologia deixa de ser apenas uma possibilidade operacional e passa a integrar o conjunto obrigatório de mecanismos de fiscalização.

Leia mais:  Produção de cana deve superar 620 milhões de ton. e ampliar foco no etanol

A medida amplia significativamente o peso operacional sobre bancos, cooperativas e demais instituições que atuam no financiamento do agronegócio brasileiro.

Risco de retração no crédito preocupa setor agropecuário

O cenário acende um alerta para possíveis impactos no acesso ao crédito rural, especialmente em regiões menos estruturadas tecnologicamente ou entre produtores com menor disponibilidade de dados georreferenciados.

O Plano Safra 2024/2025 anunciou R$ 400,59 bilhões para o crédito rural empresarial. No entanto, entre julho de 2024 e junho de 2025, o volume efetivamente concedido ficou em R$ 369,8 bilhões.

Para especialistas, a exigência de evidências técnicas contínuas pode tornar a concessão de crédito mais criteriosa e elevar os custos operacionais das instituições financeiras, aumentando o risco de retração em determinados perfis de operação.

A busca por maior transparência e rastreabilidade tende a fortalecer a governança do sistema, mas também pode ampliar desigualdades já existentes no acesso ao financiamento rural.

Tecnologia passa de diferencial competitivo para exigência regulatória

Com a nova resolução, o uso de dados satelitais, inteligência geoespacial e monitoramento digital deixa de ser um diferencial competitivo e passa a integrar o núcleo básico de conformidade regulatória.

Grandes instituições financeiras possuem maior capacidade para absorver investimentos em tecnologia e infraestrutura analítica. Já cooperativas de crédito e agentes menores tendem a depender de fornecedores externos especializados para atender às novas exigências do Conselho Monetário Nacional.

Esse movimento pode acelerar a concentração de mercado no sistema de crédito rural, historicamente sustentado pela diversidade de agentes financeiros.

Leia mais:  Indústria têxtil Incofios reduz produção de peças de seis meses para 72 horas com impressoras 3D
Interpretação de dados será desafio estratégico no agro

O desafio, contudo, não está apenas na coleta de imagens por satélite. A interpretação correta dos dados, validação de ciclos produtivos, identificação de inconsistências e elaboração de relatórios técnicos confiáveis serão fatores decisivos para o cumprimento das novas regras.

Nesse contexto, empresas especializadas em inteligência geoespacial ganham relevância ao oferecer metodologias, integração de dados satelitais e modelos analíticos voltados à realidade do agronegócio brasileiro.

Mesmo assim, especialistas alertam que a adoção dessas soluções tende a ocorrer de forma desigual entre os diferentes agentes financeiros.

Regulação moderna expõe gargalos estruturais do crédito rural

Para Vitor Ozaki, a Resolução CMN nº 5.267/2025 moderniza o monitoramento do crédito rural ao incorporar critérios técnicos compatíveis com a complexidade do agronegócio nacional.

Por outro lado, a medida também evidencia uma contradição estrutural: o avanço regulatório ocorre antes da plena preparação operacional do sistema financeiro para executar as novas exigências em larga escala.

O resultado deverá ser um período de forte adaptação tecnológica e operacional, no qual instituições financeiras precisarão reformular processos internos rapidamente para evitar que uma medida criada para ampliar a transparência se transforme em uma nova barreira de acesso ao crédito rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262