Agro
Indústria têxtil Incofios reduz produção de peças de seis meses para 72 horas com impressoras 3D
A Incofios, referência no setor têxtil nacional, acelera seus processos internos ao adotar impressoras 3D para produção de componentes críticos, reduzindo prazos que antes chegavam a seis meses para apenas 72 horas. A iniciativa reforça a autonomia produtiva, a eficiência logística e a aposta em tecnologias sustentáveis.
Impressoras 3D transformam processos internos
A tecnologia de fabricação aditiva 3D constrói objetos camada por camada a partir de modelos digitais, dispensando moldes tradicionais. Para a Incofios, isso significa a possibilidade de produzir peças complexas e customizadas rapidamente, com redução de desperdício de material e maior agilidade na manutenção da operação.
“O ganho foi imediato: reduzimos de meses para horas a reposição de peças essenciais. Isso significa economia, menos paradas e mais autonomia para toda a operação”, afirma Leonardo Bordignon, líder do projeto na empresa.
Benefícios econômicos, logísticos e ambientais
Além da agilidade, a adoção da tecnologia gera impacto positivo no transporte, no estoque e no consumo de materiais. A produção interna de peças críticas evita importações demoradas, reduz volumes de transporte e permite controle mais eficiente do ciclo de manutenção.
O conceito de “almoxarifado digital”, em que arquivos digitais das peças são armazenados em vez de estoques físicos, também contribui para acelerar demandas emergenciais e reduzir custos.
Equipamentos modernos garantem desempenho e confiabilidade
A Incofios utiliza a impressora 3D Creatbot D600 Pro2, equipada com cabeças duplas de extrusão, câmara de construção fechada com controle de temperatura, mesa aquecida e compatibilidade com materiais como nylon e compostos reforçados.
Segundo Daniel Bodnar, gerente industrial da Incofios, os resultados iniciais validam a estratégia, garantindo maior disponibilidade de equipamentos, menos paradas por falta de peças e maior controle operacional. A empresa já estuda novas aplicações da tecnologia para ampliar a eficiência produtiva e consolidar a inovação contínua.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.
A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.
O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.
Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.
No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.
A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.
O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.
Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.
O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.
Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.
Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.
É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.
A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.
Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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