Agro
Câmara Ratifica Acordo Mercosul-União Europeia e Garante Proteção ao Agronegócio Brasileiro
Câmara aprova acordo histórico após 25 anos de negociações
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (25), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 41/2026, que ratifica o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
A votação contou com amplo apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e encerra mais de 25 anos de negociações entre os blocos. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal do Brasil.
O relator do projeto, deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), destacou a relevância histórica da decisão. “A ratificação do acordo é motivo de honra e também de grande responsabilidade. Foram quase 26 anos de negociações intensas, nas quais o Brasil reafirmou seu papel como protagonista no comércio internacional”, afirmou.
Acordo amplia protagonismo do Brasil no comércio global
Ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira lembrou que acompanhou de perto o processo de retomada das negociações entre os blocos. Segundo ele, o acordo marca a reconstrução da diplomacia econômica brasileira e abre portas para novas oportunidades comerciais.
“O Brasil precisa escolher entre ocupar seu espaço nas cadeias globais de valor ou permanecer à margem da reorganização da economia mundial. Este tratado oferece previsibilidade, segurança jurídica e integração internacional”, ressaltou o relator.
Decreto de salvaguardas reforça proteção ao agronegócio
Um dos pontos centrais da votação foi a garantia de mecanismos de defesa para o setor agropecuário. Em reunião realizada antes da sessão plenária com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o governo se comprometeu a publicar ainda nesta semana o decreto de salvaguardas.
O texto do decreto, segundo Marcos Pereira, deve ser encaminhado à Casa Civil da Presidência da República do Brasil e publicado antes da votação no Senado, garantindo segurança jurídica aos produtores e tranquilidade à FPA.
O instrumento prevê mecanismos de proteção a setores sensíveis do agronegócio, especialmente diante de possíveis restrições comerciais impostas pela União Europeia.
FPA condiciona apoio à garantia de proteção ao produtor rural
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), ressaltou que a bancada do agro não se opôs ao acordo, mas exigiu garantias formais de defesa ao setor.
“A FPA quer abrir mercados e expandir oportunidades, mas nosso dever é proteger o produtor rural brasileiro”, destacou Lupion.
Dados apresentados ao relator indicam crescimento expressivo das exportações brasileiras para a União Europeia entre 2024 e 2025 — alta de 95% no milho, 73% no açúcar e 75% na carne bovina. O parlamentar alertou, porém, que a postura protecionista europeia ainda representa risco à competitividade do agro nacional.
“Eles não conseguem competir com o nosso custo de produção. Por isso, recorrem a barreiras e narrativas ambientais para restringir nossa presença no mercado europeu”, afirmou Lupion.
Articulação política garante segurança ao setor produtivo
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o esforço conjunto para assegurar um ambiente de previsibilidade e proteção ao setor produtivo. Ele confirmou que participou da reunião com Geraldo Alckmin, o relator Marcos Pereira, o líder do governo Zé Guimarães (PT-CE), o secretário-executivo da Ministério da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, além de representantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.
“Levamos ao governo uma preocupação legítima da FPA. A intenção é dar total agilidade à publicação dos decretos de salvaguarda, preferencialmente antes da tramitação no Senado”, afirmou Motta.
O parlamentar também lembrou que outros países do Mercosul já iniciaram seus processos de ratificação, o que pode permitir a entrada em vigor provisória do acordo.
Senado deve acelerar tramitação; Tereza Cristina será relatora
Com a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado Federal, onde a expectativa é de uma tramitação célere. A relatoria deverá ser atribuída à senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e vice-presidente da FPA no Senado — fator que reforça a confiança do agronegócio na condução da matéria.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 700 milhões de consumidores e aproximadamente 20% da economia global, com eliminação gradual de tarifas sobre 90% dos produtos comercializados entre os blocos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Entretenimento6 dias agoCarlos Alberto de Nóbrega conhece bisneto recém-nascido e se emociona na web
-
Agro6 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Paraná5 dias agoVice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026
-
Esportes6 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Esportes5 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Política Nacional3 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Esportes6 dias agoVitória surpreende São Paulo no Barradão e complica vida do Tricolor no Brasileirão
-
Agro6 dias agoFenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica
