Paraná
Governador entrega 142 novas viaturas para a Polícia Militar e caminhões para Defesa Civil
O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta terça-feira (12) 142 novas viaturas para a Polícia Militar do Paraná (PMPR). Os veículos, que são parte de um investimento total de R$ 82 milhões em mais de 380 novos veículos, serão usados para reforçar o patrulhamento policial em todo o Estado e dar mais agilidade ao atendimento da população.
O investimento na frota da PM vai atender a todas as regiões, dando sequência a um plano de modernização das forças de segurança do Paraná. “O que nós estamos fazendo é equipar cada vez mais a polícia do Paraná, que já é a mais bem treinada do Brasil, investindo em viaturas, pistolas, fuzis, viaturas e helicópteros para que ela tenha condição de proteger da melhor forma possível as famílias do Paraná”, afirmou o governador.
Dos 142 veículos, 100 são viaturas semiblindadas. Elas serão utilizadas para atividades de patrulhamento e rádio atendimento em todo Estado. As outras 42 são caminhonetes que atuarão no patrulhamento rural em todos os Comandos Regionais do Paraná.
“Estas viaturas semiblindadas vão dar mais agilidade e segurança na ronda policial do dia a dia, com o que há de mais moderno e tecnológico no mundo para a atividade de patrulha policial. E as caminhonetes vão ajudar, por outro lado, a dar mais segurança às famílias que estão no campo”, disse Ratinho Junior.
Antes de serem distribuídos por todos os comandos do Estado, 50 dos veículos semiblindados serão usados no reforço do policiamento do Litoral durante a temporada de verão. O contrato ainda prevê que outras 243 viaturas semiblindadas sejam entregues gradativamente nas próximas semanas.
“São investimentos importantes para dar condições de trabalho aos nossos policiais. Nunca as forças de segurança do Paraná foram tão respeitadas como agora”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
IMPACTO – Os investimentos do Governo do Estado na renovação dos equipamentos e armamentos se somam a uma série de contratações para reforçar o efetivo policial em todo o Paraná. Ao longo de 2023, foram mais de 2,4 mil novos policiais militares formados e mais de 220 policiais civis nomeados.
Como reflexo destas ações, o Paraná registra em 2023 melhora em quase todos os índices de segurança pública. De janeiro a outubro, por exemplo, o Estado registrou o menor número de roubos da história. Os números de furtos, homicídios e feminicídios também estão em queda.
“Antes tínhamos mais de 90 municípios sem policiais militares. Agora todas as cidades têm pelo menos seis policiais. Investimos também para ter delegados em todas as comarcas do Estado. E todos eles com equipamentos de ponta. Como resultado, temos melhora em todos os índices”, complementou Ratinho Junior.
DEFESA CIVIL – Além das viaturas, o governador Ratinho Junior também entregou nove caminhões para Defesa Civil que serão usados em ações de combate à incêndios e resgates. Para esta entrega, o Governo do Estado investiu R$ 7,2 milhões.
Os veículos são caminhões chamados de Auto Bomba Tanque e vão integrar as estruturas de Brigadas Comunitárias dos municípios de Pinhão, Assis Chateaubriand, General Carneiro, Guaraniaçu, Tibagi, Andirá, Jandaia do Sul, Ampere e Clevelândia. Os caminhões fazem parte de um pacote de 43 caminhões que serão entregues à Defesa Civil até o início de 2024.
De acordo com o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a aquisição melhora a capacidade de atendimento à população em casos de desastres naturais ou acidentes. “Os brigadistas são treinados e preparados para atender a população, mas é preciso ter a estrutura para que este atendimento seja efetivo. E hoje nós temos aqui a primeira aquisição de caminhões para esta finalidade desde 2010”, disse.
PRESENÇAS – Estiveram presentes no evento de entrega dos veículos o vice-governador Darci Piana; o secretário de Planejamento, Guto Silva; o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; o secretário de Turismo, Márcio Nunes; o secretário de Comunicação, Cleber Mata; o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva; os deputados estaduais Soldado Adriano José, Artagão Junior, Marcel Micheletto, Cloara Pinheiro, Tito Barrichello, Wilmar Reichembach, Adão Litro, Cobra Repórter, Batatinha, Luis Corti, Pedro Paulo Bazana, Nelson Justus, Ricardo Arruda, Alisson Wandscheer, Thiago Bührer e Moacyr Fadel; e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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