Paraná
Segundo semestre do Teatro Guaíra terá estreias, circulações de espetáculos e celebrações
O segundo semestre de 2026 será marcado por estreias, festivais, circulação de espetáculos e novas produções dos corpos artísticos e projetos permanentes do Centro Cultural Teatro Guaíra. A programação reúne dança, teatro, formação artística e ações de democratização do acesso à cultura, movimentando diferentes espaços do complexo cultural e também cidades do Paraná e de outros estados. A programação da Orquestra Sinfônica do Paraná será divulgada nos próximos dias.
“O segundo semestre do Teatro Guaíra traduz bem aquilo que buscamos: uma programação diversa, que valoriza a formação artística, incentiva a criação, preserva projetos históricos e amplia o acesso da população à arte”, diz o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro. “Vamos celebrar os 70 anos da Escola de Dança, realizar a 25ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, estrear novas produções do Balé Teatro Guaíra, promover a circulação da G2 Cia de Dança e preparar mais uma montagem do Teatro de Comédia do Paraná”.
70 ANOS DA ESCOLA DE DANÇA – A primeira grande estreia do semestre será da Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG), que comemora sete décadas de história com o espetáculo inédito “A Menina que Sonhou o Teatro”, com apresentações nesta semana, nos dias 3 e 4 de julho, no Guairão.
A montagem reúne cerca de 90 alunos em cena e propõe uma viagem pela memória da instituição, mesclando balé clássico e dança contemporânea. Com dramaturgia e direção coreográfica de Alan Keller e direção geral de Larissa Pansera, coordenadora da Escola, o espetáculo acompanha uma personagem que percorre espaços simbólicos do teatro, revisitando momentos marcantes da trajetória da instituição.
A EDTG também dará continuidade ao Pátios, dentro do projeto Guaíra para Todos, que leva apresentações gratuitas a escolas públicas de Curitiba e Região Metropolitana. Estão previstas pelo menos nove novas apresentações no segundo semestre. Em novembro, a escola encerra o ano letivo com a tradicional formatura e espetáculo de encerramento.
FESTIVAL ESPETACULAR DE BONECOS – Entre 12 e 19 de julho, Curitiba recebe a 25ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, um dos mais importantes eventos dedicados ao teatro de animação no Brasil. Produzido pelo Centro Cultural Teatro Guaíra desde 1991, o evento reúne 27 espetáculos de companhias brasileiras, argentinas e peruanas, ocupando o Teatro José Maria Santos, Guairinha, Miniauditório do Teatro Guaíra, Museu Oscar Niemeyer e Pátio Guaíra.
A edição comemorativa prestará homenagem à artista popular Mestra Efigênia Rolim e apresentará uma programação diversificada que inclui marionetes, teatro de sombras, mamulengo, formas animadas e espetáculos lambe-lambe.
Toda a agenda paga do evento possui ingressos a preços populares, entre R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira), que começam a ser vendidos nesta quinta-feira (2). Os espetáculos contam com acessibilidade: audiodescrição e tradução para Libras. Há também uma programação gratuita. Mais informações no site do Teatro Guaíra.
TEATRO DE COMÉDIA DO PARANÁ – Outra produção tradicional do Centro Cultural Teatro Guaíra que retorna neste semestre é o Teatro de Comédia do Paraná (TCP). Após o sucesso de “Daqui Ninguém Sai”, apresentado em 2025, o projeto inicia a preparação de sua nova montagem, baseada na obra “Muito Barulho por Nada”, de William Shakespeare, um dos textos mais reconhecidos da dramaturgia mundial.
A proposta é promover uma releitura contemporânea do clássico, aproximando o repertório canônico de questões atuais e fortalecendo a produção teatral paranaense. A direção do novo espetáculo será do diretor teatral, dramaturgo e cenógrafo Paulo de Moraes, integrante do grupo Armazém Companhia de Teatro.
As inscrições para fazer parte do elenco encerram nesta sexta-feira (3). Depois, haverá um período de audições. Os ensaios e apresentações do espetáculo ocorrem entre novembro e dezembro.
G2 CIA DE DANÇA – A G2 Cia de Dança Teatro Guaíra, única companhia pública de bailarinos master em atividade na América Latina, também está com agenda intensa. Em setembro, o grupo apresenta no Guairinha o espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Kleist sobre o Teatro de Marionetes”, obra dirigida por Gabriel Villela, com direção adjunta de Ivan Andrade.
Misturando dança contemporânea, teatro e referências circenses, o espetáculo utiliza a metáfora das marionetes para refletir sobre o humano. A montagem já percorreu diversas cidades e deve ganhar novas apresentações dentro e fora do Paraná nos próximos meses.
Andrade assumiu a direção artística da companhia no último mês e, em conjunto com os bailarinos, está lapidando o treinamento e pesquisando uma metodologia própria de trabalho criativo para a construção de um novo espetáculo para o segundo semestre. Para isso, estão ocorrendo estudos de textos e workshops com foco no teatro físico, dança-teatro, ritmo e voz para cena. Como complemento, os bailarinos trabalham técnicas para o corpo, como pilates e condicionamento físico.
O histórico da G2, que completou 25 anos no ano passado, também está sendo organizado e estruturado de modo que possa ser disponibilizado nas redes sociais futuramente.
ESTREIAS DO BALÉ TEATRO GUAÍRA – Depois do sucesso de “GiselleS”, releitura contemporânea do clássico romântico que reuniu mais de 11 mil espectadores no Teatro Guaíra no primeiro semestre, o Balé Teatro Guaíra prepara duas novas produções para o restante do ano. A primeira estreia está prevista para setembro, com criação da coreógrafa Lili de Grammont. em novembro será apresentada uma nova montagem assinada pelo coreógrafo Lucas Valente. Ambos os espetáculos serão apresentados no Teatro Guaíra.
Encerrando o ano, o grupo também tem previsão de novas viagens, levando seus espetáculos para dentro e fora do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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