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Goiás lidera produtividade do agronegócio brasileiro com soja rendendo quase 4 toneladas por hectare

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O estado de Goiás se destaca no agronegócio brasileiro, apresentando alta produtividade mesmo com menor área plantada em relação a outros polos agrícolas, como o Rio Grande do Sul. Segundo dados da Conab, a soja na safra 2025/26 deve alcançar 3.982 kg por hectare, enquanto no Rio Grande do Sul a projeção é de 3.129 kg/ha, uma diferença de 27%.

Esse desempenho é resultado direto de investimentos em genética, manejo e inovação tecnológica, especialmente adaptados às condições do Cerrado.

Tecnologias digitais e pesquisa regional impulsionam resultados

Luiz Almeida, diretor de Agronegócio da EEmovel Agro, destaca que o avanço goiano reflete o papel da pesquisa aplicada e da adoção de soluções digitais no campo.

“Estudos específicos para o Cerrado, combinados com monitoramento digital das lavouras, têm gerado resultados consistentes. Observamos aumento da área mapeada nas últimas safras, o que evidencia o amadurecimento da gestão agrícola no estado”, afirma Almeida.

Eficiência se estende a milho e cana

O desempenho superior não se limita à soja. No milho, Goiás apresenta produtividade de 9.942 kg/ha, 49% acima do Rio Grande do Sul. Na cana-de-açúcar, o rendimento goiano chega a 79.442 kg/ha, contra 77.534 kg/ha em São Paulo, diferença de 2%.

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Esses resultados refletem o impacto de iniciativas como o Regenera Cerrado, que promove agricultura sustentável, recuperação do solo e técnicas de manejo adaptadas ao bioma, fortalecendo a competitividade do estado mesmo com área plantada menor que a de outros polos produtores.

Pesquisa aplicada como diferencial competitivo

Segundo Almeida, a pesquisa aplicada é o principal diferencial do agronegócio goiano.

“Investir em conhecimento e tecnologia gera produtividade e sustentabilidade. O Cerrado é desafiador, mas funciona como um grande laboratório de inovação, e os números comprovam essa transformação”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e Polícia Civil apreendem milhares de bebidas falsificadas em Curitiba

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, na última terça-feira (13), de uma operação conjunta com a Polícia Civil do Paraná (PCPR) que resultou na apreensão de milhares de garrafas de bebidas com indícios de irregularidade e falsificação, em Curitiba.

A ação foi conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo. O alvo da operação foi um barracão utilizado como centro de armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital e na região metropolitana.

Durante a fiscalização, auditores fiscais federais agropecuários inspecionaram todas as bebidas armazenadas no estabelecimento, com base na legislação federal que regula a produção, a comercialização e a rotulagem de vinhos e bebidas em geral. Foram encontrados vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos, como composição, lote, validade, marca e rastreabilidade. Também não foram apresentadas notas fiscais de aquisição dos produtos.

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O Mapa é o órgão responsável pelo registro e pela fiscalização dos estabelecimentos produtores de bebidas no Brasil. Toda bebida comercializada no país deve ser produzida por estabelecimento previamente registrado no Ministério, e os rótulos devem conter o número de registro no órgão. A exigência também se aplica aos produtos coloniais e artesanais.

Ao todo, foram apreendidas cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular, dos sabores Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. A ausência de identificação e rastreabilidade impede a verificação da origem e da qualidade das bebidas, representando risco à saúde pública.

A operação também identificou diversas garrafas de cerveja com fortes indícios de falsificação. Entre as irregularidades constatadas estavam rótulos mal colados, presença de bolhas e rugosidades, ausência de lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas. A quantidade de cervejas suspeitas de falsificação ainda está sendo apurada pelas autoridades.

A análise contou com a participação técnica de representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram coletadas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para elaboração de laudo pericial oficial.

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Um homem foi preso em flagrante durante a operação e poderá responder pelos crimes de falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e crimes contra as relações de consumo.

Os produtos permanecem apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e eventual destruição dependerá de autorização judicial.

O Mapa destaca que a fiscalização de bebidas é fundamental para proteger a saúde do consumidor, garantir a qualidade dos produtos comercializados e combater a concorrência desleal. A atuação integrada entre os órgãos públicos reforça o compromisso institucional no enfrentamento à comercialização de bebidas clandestinas ou falsificadas no Brasil.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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