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G2 Cia de Dança emociona público e aproxima idosos do universo artístico em Londrina

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Com plateia de cerca de 650 pessoas, o espetáculo “GAG – Uma livre adaptação de Heinrich Von Kleist sobre o Teatro de Marionetes”, da G2 Cia. de Dança do Teatro Guaíra, encantou o público na noite desta terça-feira (7), no Cine Teatro Universitário Ouro Verde, dentro da programação do Festival de Dança de Londrina. A montagem dirigida por Gabriel Villela, com direção adjunta de Ivan Andrade, foi aplaudida de pé pelo público.

Antes da apresentação, uma ação especial do projeto Escola de Espectadores, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura, levou cerca de 150 pessoas idosas de Londrina, Maringá e Jacarezinho para conhecer os bastidores do teatro, participar de um bate-papo com os artistas e visitar o cenário do espetáculo. Para muitos, foi a primeira vez em uma casa de espetáculo, uma experiência marcada por emoção, encantamento e inspiração, já que a maioria dos integrantes da G2, única companhia pública de dança sênior da América Latina, também tem mais de 60 anos de idade.

“Eu achei maravilhoso. Fazia tempo que não via um espetáculo tão bonito, com tanta vestimenta linda e um palco iluminado. Foi muito bom, a gente aprendeu muita coisa que não sabia. Eu mesma, sobre teatro, não sei quase nada, aprendi muita coisa nova”, disse Eunice de Matos Silveiros, 67 anos.

A aposentada Mercedes Rocha Ferrari, 69 anos, contou com emoção como foi vivenciar essa experiência. “É a primeira vez que assisto a um teatro de verdade. Fiquei muito comovida pela produção, pela beleza dos figurinos. Foi um privilégio estar aqui”.

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Com 80 anos, Maria Madalena Monteiro se disse tocada pela apresentação e o contato com os bailarinos. “Eu tô emocionada. Para mim, sou eu que estou lá no meio do teatro, é muito emocionante. Faz bem para a cabeça e para a alma”, afirmou.

Para Anésia Soares, que tem uma ligação desde a infância com o universo artístico, quando fugiu com o circo ao lado do irmão, a noite foi sinônimo de alegria e inspiração. “Eu senti muita alegria mesmo. Teatro é isso: alegria. Você sai e dorme bem. Se tiver tristeza, você estraga sua vida.”

Uma das líderes do grupo de Maringá, Eliana Moura Peixoto, ressaltou como a arte tem papel fundamental na autoestima da pessoa idosa. “Foi muito importante estarmos aqui porque isso fortalece e valida a terceira idade, que ainda é muito desprovida de valorização na nossa sociedade, então isso é muito bom porque traz saúde mental para a terceira idade, eles se sentem valorizados”, disse.

O ESPETÁCULO – Livremente inspirado no ensaio “Sobre o Teatro de Marionetes”, de Heinrich von Kleist, o espetáculo dialoga com as gags (esquetes humorísticas do universo circense) e com a peça “Os Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello. Em cena, os bailarinos transitam entre o humano e o fantasmagórico, incorporando a metáfora das marionetes para refletir sobre a condição existencial do homem.

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Outro destaque de “GAG” está nos figurinos, produzidos artesanalmente em Minas Gerais, com tecidos elaborados em teares manuais e tingidos com corantes naturais. Cada cartela de cores foi cuidadosamente pensada para potencializar a atmosfera poética do espetáculo.

FESTIVAL – O Festival de Dança de Londrina tem coordenação geral de Danieli Pereira, com idealização curatorial de Renato Forin Jr. Este ano, as cores da bandeira brasileira estão no cartaz e em todas as artes do evento, que tem como tema “Sabedoria, Soberania Nacional” na edição 2025, que ocorre até 12 de outubro. Além da participação da G2, o festival contou também com o Balé Teatro Guaíra, que abriu o evento na última sexta-feira (3).

25 ANOS DE DANÇA – Com maturidade técnica e sensibilidade artística, a G2 Cia. de Dança, única companhia sênior em atividade na América Latina, completou 25 anos de atividade. Criada em 1999, a estreia aconteceu em julho de 2000, com os espetáculos “Instável Sonata”, de Adriana Grechi, e “Pare, pense, faça alguma coisa!”, de Tuca Pinheiro. Atualmente, o elenco do G2 é composto por nove bailarinos: Clionise de Barros, Júlio Mota, Rogério Halila, Leandro Nascimento, Cinthia Andrade, Grazianni Canalli, Neury Gaio, Daisy Wor e Ricardo Garanhani.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná deflagra Operação Aurora para apurar possíveis crimes de tortura e cárcere privado em clínica terapêutica de Terra Roxa

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Terra Roxa, com o apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex), deflagrou nesta terça-feira, 15 de setembro, a Operação Aurora. A ação apura a suposta prática de crimes de tortura, sequestro e cárcere privado contra dezenas de mulheres internadas em uma clínica terapêutica da região.

Álbum de fotos da operação

Entre as medidas, expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal da comarca, foi cumprido um mandado de prisão temporária, com prazo de 30 dias, contra o gestor e proprietário do local, além de mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal em cinco endereços, abrangendo a sede do estabelecimento, residências dos investigados, uma propriedade rural e veículos automotores. No decorrer das diligências desta terça-feira, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições.

Castigos – De acordo com as investigações, o estabelecimento mantinha cerca de 72 internas, incluindo pessoas com deficiência, sendo que muitas eram mantidas no local contra a própria vontade e impedidas de sair. Há indícios de que os responsáveis submetiam as pacientes a um regime disciplinar punitivo, com aplicação de castigos, supressão de visitas familiares e trabalho compulsório.

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Apurou-se também, preliminarmente, o uso forçado de medicamentos sedativos, apelidados na clínica de “Danone”, aplicados com o objetivo de provocar a inconsciência das internas. O Ministério Público apontou ainda a ocorrência de omissão de socorro médico e relatos de exigências para que as mulheres acolhidas ficassem em silêncio, sob ameaças, durante as inspeções de órgãos de fiscalização.

A Justiça também deferiu o afastamento do sigilo e a autorização para a extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos. Os materiais e dispositivos recolhidos durante as buscas serão agora analisados pelo MPPR com o objetivo de subsidiar o prosseguimento das investigações e apurar a responsabilidade penal de todos os envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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