Brasil
Fundo Nacional de Segurança Pública impulsiona execução recorde de recursos em 2025 e conclui auditorias presenciais
Brasília, 27/11/ 2025 – O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) encerrou o ciclo de auditorias de 2025 com resultados expressivos. Até outubro, a liquidação dos recursos repassados por meio das transferências “fundo a fundo” ultrapassou R$ 1 bilhão, ritmo que indica um novo recorde na execução financeira anual. Esse avanço ocorreu junto à realização de diligências presenciais em 17 estados: Alagoas (AL), Amazonas (AM), Bahia (BA), Maranhão (MA), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Rondônia (RO), Roraima (RR) e São Paulo (SP), além do Distrito Federal (DF).
As visitas “in loco”, que atendem às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), se consolidaram como um instrumento eficaz de aproximação federativa. Em cada agenda, as equipes do Fundo orientam gestores distritais, estaduais e municipais sobre boas práticas de execução, governança de projetos e sobre o aprimoramento de rotinas envolvendo doações, licitações, contratos, convênios e emendas parlamentares.
Em 2025, o escopo das diligências foi ampliado com a inclusão de oficinas temáticas relacionadas a todas as áreas de atuação do FNSP: transferências “fundo a fundo”, convênios, doações e planejamento contratual. Elaboradas de acordo com a realidade de cada estado, as capacitações oferecem qualificação técnica no local, sem custos adicionais, e ampliam o impacto na formação das equipes responsáveis pela execução dos recursos públicos.
“É uma agenda de trabalho anual que exige muito esforço, mas os resultados são gratificantes e mostram a relevância da nossa presença física nos estados. Com quase R$ 27 bilhões sob gestão em diferentes frentes, visitar os entes federativos, ouvir suas demandas e apoiar as equipes locais é uma demonstração concreta da responsabilidade administrativa do Fundo Nacional de Segurança Pública”, afirma a diretora do FNSP, Camila Pintarelli.
As iniciativas já refletem nos principais indicadores. Em 2024, os entes federativos alcançaram um recorde na liquidação das transferências “fundo a fundo”, somando R$ 1,114 bilhão. Em 2025, a expectativa é superar esse resultado, pois o valor acumulado até outubro se aproxima do total executado no ano anterior.
Na carteira de convênios, que supera R$ 3 bilhões, as diligências têm fortalecido a qualificação das equipes municipais, ampliando a capacidade de execução e reduzindo gargalos históricos na implementação de projetos.
A atuação técnica do Fundo também aprimorou a gestão das doações realizadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), todas financiadas com recursos do FNSP. Entre os avanços recentes estão a criação da Rede Logística e a regularização de milhões de reais em bens doados que ainda estavam registrados em nome da União.
No campo das licitações, as visitas têm funcionado como catalisadoras do planejamento contratual — etapa essencial para identificar necessidades, estruturar editais e garantir a compra de equipamentos de forma mais eficiente para as forças de segurança estaduais e municipais.
Comprometido com a transparência, o FNSP disponibiliza dados detalhados e atualizados sobre execução financeira, convênios, doações e compras públicas na plataforma Segurança Transparente, que reúne essas informações em formato aberto e acessível ao público e aos órgãos de controle.
Brasil
Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México
Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.
A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.
“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.
O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.
Como funciona o SasiSUS
Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.
A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.
Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.
Rayane Bueno
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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