Paraná
Fundepar realiza audiência pública sobre licitações da alimentação escolar para 2026
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria da Educação, abriu credenciamento à audiência pública que será realizada em 25 de fevereiro, às 9h, para discutir o planejamento das licitações e contratações referentes ao fornecimento de produtos destinados à alimentação escolar da rede pública estadual do Paraná em 2026.
A audiência será por videoconferência e tem como objetivo ouvir fornecedores, cooperativas, associações da agricultura familiar e demais interessados, para receber sugestões, críticas, elogios e contribuições técnicas que possam aprimorar os editais e a competitividade dos futuros processos licitatórios.
Durante o encontro, o instituto apresentará os produtos que compõem o cardápio escolar, o planejamento das contratações, os requisitos de habilitação e os critérios técnicos exigidos nas modalidades de pregão eletrônico para registro de preços e chamamento público para credenciamento de fornecedores.
Para Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente da Fundepar, o diálogo com o mercado é fundamental para aprimorar os processos de contratação e garantir maior eficiência nas aquisições públicas. “Este é o momento em que os fornecedores podem sugerir produtos novos e tirar dúvidas quanto aos já utilizados na alimentação escolar”, afirma.
ALINHAMENTO – A iniciativa está em conformidade com a legislação vigente e prevista no Edital nº 001/2026, sendo conduzida pelo Instituto Fundepar. O processo assegura transparência e promove o diálogo com o mercado. Segundo Sibele Lopes, chefe da Unidade de Licitação do Fundepar, a audiência pública é um espaço fundamental para o aperfeiçoamento dos processos licitatórios.
“Buscamos constantemente aprender, esclarecer dúvidas, compreender angústias e alinhar pontos controversos, especialmente ao analisar e considerar sugestões relacionadas à composição do cardápio escolar, aos tipos de alimentos e produtos, às embalagens, aos prazos de validade e às demais exigências previstas em legislações específicas”, destaca.
Ela enfatiza que a audiência pública é considerada fundamental para assegurar processos licitatórios mais abertos e eficientes, fortalecendo a participação social no planejamento das compras públicas e contribuindo para a qualidade e a regularidade da alimentação oferecida aos estudantes da rede estadual de ensino.
INSCRIÇÕES E PARTICIPAÇÃO – As contribuições e questionamentos poderão ser encaminhados à Unidade de Licitação do Fundepar até o dia 20 de fevereiro de 2026, às 18h, exclusivamente pelo e-mail [email protected]. As manifestações recebidas serão analisadas pelos setores técnicos e respondidas durante a audiência pública ou posteriormente, conforme o caso.
Os interessados poderão participar da audiência de duas formas: como credenciados, com possibilidade de interação direta com a Comissão, mediante credenciamento prévio, ou como ouvintes, acompanhando a transmissão ao vivo pelo canal do Fundepar no YouTube.
Mais orientações estão disponíveis no site oficial do Instituto.
Fonte: Governo PR
Paraná
UEL recebe R$ 2 milhões do Estado para projeto de inovação tecnológica em saúde única
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) anunciou nesta terça-feira (5) o projeto “UEL One Health: inovação no ensino, saúde pública e produção de alimentos sustentáveis”. A iniciativa receberá investimento de R$ 2,2 milhões da Fundação Araucária, com cofinanciamento articulado junto à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e à Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia). A solenidade aconteceu na Sala dos Conselhos da UEL.
Os recursos destinam-se à infraestrutura científica e tecnológica (laboratórios, simuladores clínicos e biofábrica piloto), equipamentos e suporte às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em geração de capacidades estruturantes e resultados de médio e alto TRL (escala que avalia o potencial de mercado de uma tecnologia).
Entre os impactos que o UEL One Health pode trazer estão ganhos estruturais em saúde pública, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e competitividade econômica, além do fortalecimento das capacidades científicas e tecnológicas do Estado. O secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou a parceria com a universidade. “Nossa missão é realizar investimentos na academia porque é onde a ciência está concentrada. Esse é um projeto que tem enorme potencial social”, disse ele.
LIDERANÇA CIENTIFICA – O projeto “UEL One Health” é uma iniciativa estratégica para o Paraná, com liderança científica da UEL e execução institucional da Fundação Araucária, no contexto do Programa de Projetos Estratégicos. A proposta adota o paradigma de Saúde Única (One Health), promovendo uma abordagem integrada entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental, com foco na geração de soluções tecnológicas, inovação no ensino e fortalecimento da saúde pública e da sustentabilidade.
A modernização da infraestrutura científica e tecnológica da UEL para implementação de soluções inovadoras e interdisciplinares é o objetivo central. O projeto desdobra-se ainda em três eixos estruturantes: implantação de laboratórios de simulação realística para qualificação do ensino em saúde; desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento e controle de vetores (de doenças como dengue), com uso de drones, modelagem, e georreferenciamento e desenvolvimento e escalonamento de biotecnologias sustentáveis, com foco em bioinsumos e aplicações em saúde e agricultura.
O arranjo institucional, com a Fundação Araucária como executora e com as secretarias estaduais (Seia e Seti) como cofinanciadoras, configura um modelo avançado de coordenação de políticas públicas orientadas, maximizando o impacto dos investimentos e posicionando o Paraná como referência em soluções integradas em saúde, sustentabilidade e inovação.
A reitora da UEL, Marta Favaro, ressaltou essa junção de esforços e trabalho em conjunto pelas autoridades e instituições para que as intenções saiam do papel e se tornem realidade. “O exercício de buscar parcerias é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. O projeto está sendo financiado por um coletivo e esse exercício de buscar parcerias para o investimento em ciência e tecnologia é imprescindível para que a sociedade possa se desenvolver”, avalia.
Andrea Name, recém-eleita reitora, é coordenadora de um dos três subprojetos que compõem o UEL One Health – ele trata do ensino da Medicina através de treinamentos em simuladores em forma de corpo humano. Ela salientou que, no contexto da transformação social, os benefícios que pode trazer dizem respeito à melhora da qualidade de vida dos pacientes e à diminuição da possibilidade de erros por conta da eficiência adquirida durante o treino dos estudantes.
“O objetivo é impactar a qualidade do serviço oferecido. Já conseguimos trazer simuladores ginecológicos e de parto e isso vai melhorar a qualidade do atendimento. Esse subprojeto está sendo viabilizado no Centro de Ciências da Saúde, mas nosso sonho é levá-lo para toda a cidade de Londrina, para que a cidade possa ter o seu centro de simulação realística”, afirmou a professora.
MODERNIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS – O coordenador-geral do projeto contemplado, professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, do Departamento de Microbiologia (CCB), disse que o UEL One Health entende a saúde como algo único e se baseia em três frentes.
“Ele é composto de subprojetos que envolvem desde a saúde pública, como monitoramento de vetores e vírus, desenvolvimento de controle biológico para controle de dengue, além da montagem de um laboratório de ensino realístico. E também uma frente de desenvolvimento industrial de soluções biológicas para promoção de crescimento de plantas e produção de alimentos de forma sustentável”, explica.
Ainda segundo o coordenador do UEL One Health, a verba disponibilizada para o projeto será importantíssima para a ampliação e modernização das estruturas de pesquisa da universidade.
PRESENÇAS – Também estavam presentes na reunião o vice-reitor Airton José Petris, o diretor do Centro de Ciências Biológicas (CCB), professor João Zequi, e a representante da Fundação Araucária, Cristiane Cordeiro.
Fonte: Governo PR
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