Agro
Fórum Nacional da Soja 2026 Debaterá Logística, Mercado e Novo Ciclo Produtivo do Grão
Expodireto Cotrijal Sedia 36º Fórum Nacional da Soja
O 36º Fórum Nacional da Soja será realizado no dia 10 de março, às 9h, no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O evento integra a programação técnica da 26ª edição da feira e reunirá especialistas, lideranças cooperativistas e analistas de mercado para debater o cenário produtivo, a logística e os desafios do novo ciclo da soja e do milho no Brasil.
Discussões Estratégicas para o Agronegócio
O fórum é promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Cotrijal e Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS.
O evento busca fortalecer o diálogo entre produtores, cooperativas e representantes do setor logístico, em um momento de transformações no mercado global de grãos.
O diretor executivo da FecoAgro/RS, Sérgio Feltraco, destaca o papel do encontro como espaço de análise estratégica e integração do setor cooperativo.
“O fórum traz uma vertente de informações estratégicas para análise das nossas cooperativas e para o relacionamento com os principais parceiros igualmente convidados para o evento. Nesse momento de turbulência da geopolítica e de possíveis implicações no mercado, é preciso maior atenção aos impactos no setor”, afirmou Feltraco.
Palestras Destacam Logística e Estratégias Competitivas
Da Adversidade à Vantagem Competitiva
Um dos destaques da programação será a palestra “Da adversidade à vantagem competitiva: O Novo Ciclo Estratégico do TERMASA”, apresentada por Guillermo Dawson Jr., vice-presidente da CCGL e dos terminais portuários TERMASA-TERGRASA.
Dawson abordará o papel da infraestrutura portuária e da logística integrada na competitividade do agronegócio brasileiro, além de compartilhar projetos estratégicos voltados ao escoamento da produção agrícola.
Novo Ciclo da Soja e do Milho
Outra palestra confirmada é “2026: O Novo Ciclo da Soja e do Milho — Entre safras recordes e mudanças na demanda”, com Marcos Rubin, fundador da Veeries e especialista em inteligência de mercado para o agronegócio.
Com mais de duas décadas de experiência na análise de commodities agrícolas, Rubin vai apresentar tendências de consumo e produção, avaliando o impacto das safras recordes e da transformação da demanda global por grãos.
Fórum Reforça Papel Estratégico do Brasil no Mercado Global
O Fórum Nacional da Soja se consolida como um dos principais espaços de debate técnico e econômico do setor agrícola, com foco nas novas dinâmicas do comércio internacional e nos desafios logísticos enfrentados pelo país.
A expectativa é de que o encontro gere insumos estratégicos para decisões de investimento e comercialização nos próximos ciclos produtivos, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete
O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.
A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.
O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.
O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.
O impacto na ponta
Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:
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Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.
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Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.
Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.
Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.
Fonte: Pensar Agro
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