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FalaDC registra mais de 300 atendimentos a Defesas Civis em um ano

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O FalaDC, canal de atendimento direto do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) às Defesas Civis, recebeu mais de 300 chamadas no primeiro ano de funcionamento. Por meio dessa ferramenta, os órgãos municipais e estaduais podem fazer pedidos de manutenção da rede observacional, solicitar realocação de equipamentos e comunicar problemas de acesso aos dados e ao mapa interativo da unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  

A analista de ciência e tecnologia do Cemaden, Fernanda Aguiar, explica que o objetivo é ter um alinhamento mais eficaz das demandas. “As Defesas Civis são nossas parceiras. Os dados dos nossos equipamentos auxiliam no dia a dia do trabalho delas e nós contamos com elas para nos ajudar no cuidado dessa rede, com limpezas periódicas, informações sobre inviabilidade de instalação de equipamento ou sobre vandalismo ou avaria”, enumera.  

Agilidade aos atendimentos  

Em alguns municípios pequenos do Brasil, as Defesas Civis enfrentam dificuldades de atendimento por não ter e-mail institucional ou por utilizar o recurso com pouca frequência. Nesses casos, o efeito da implementação do FalaDC ficou mais evidente, com atendimentos mais dinâmicos. “O canal guarda todo o histórico de atendimentos e, no caso dos pequenos municípios, esse resgate se torna ainda mais importante ao considerar as frequentes trocas de pessoas dentro das Defesas Civis”, avalia a analista.   

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Anteriormente, o órgão recebia os pedidos por meio do FalaBR, canal de ouvidoria do Governo do Brasil, que, apesar de ser uma grande inovação no atendimento ao cidadão, não atendia às especificidades das Defesas Civis. “Antes do FalaBR, fazíamos os atendimentos por e-mail, mas como recebemos um alto volume de demandas, tínhamos dificuldade de acompanhar quais atendimentos tinham sido encerrados ou não, assim como distribuí-los entre a equipe do Cemaden”, pontua.  

Ampliação dos serviços  

Atualmente, são cerca de 3 mil pluviômetros instalados pelo Cemaden, número que deve chegar a mais de 5 mil até o fim de 2026. O número de municípios monitorados também vai crescer, de 1.133 para mais de 2 mil.  

Para consultar o FalaDC, as Defesas Civis podem acessar diretamente o link da plataforma. Os pesquisadores e cidadãos interessados podem acessar o FalaBR, que atende exclusivamente às demandas de moradores, acadêmicos e outras instituições, por meio do site https://falabr.cgu.gov.br/web/ e escolher o Cemaden para envio da solicitação.  

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Próteses dentárias digitais e Rede de Atenção à Saúde Bucal são pactuadas na CIT, em Porto Alegre

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Nesta terça-feira (14), o Brasil Sorridente foi destaque na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que aconteceu durante o Congresso do Conasems, em Porto Alegre (RS). A atualização normativa pactuou a organização da Rede de Atenção à Saúde Bucal (RASB) e mudanças no custeio dos Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, que passam a incorporar o fluxo digital e incentivos para a equidade. 

“A pesquisa nacional de Saúde Bucal (SB Brasil) de 2023 trouxe necessidades e particularidades epidemiológicas em relação à saúde bucal no País. Essas mudanças refletem as evidências científicas coletadas junto à população”, pontuou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas. 

Com a incorporação de scanners intraorais, impressoras 3D e softwares, os laboratórios poderão ter um acréscimo de 30% no valor mensal de custeio. Foram criados seis novos códigos de procedimentos específicos para o fluxo digital. Já o adicional de equidade prevê incrementos para o atendimento e a oferta de próteses dentárias a pessoas pertencentes a Povos e Comunidades Tradicionais e à população em situação de rua. Anualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza 1,2 milhão de próteses dentárias para a população. 

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RASB no SUS

No novo enquadramento, a Rede de Atenção à Saúde Bucal (RASB), que antes fazia parte apenas da Política Nacional de Saúde Bucal, agora passa a compor formalmente a Rede de Atenção à Saúde (RAS) do SUS. A mudança incorpora o cuidado centrado na pessoa, na família e na comunidade, reforça a promoção da saúde, a vigilância e a redução das desigualdades, além de contribuir com a coordenação do cuidado a partir da atenção primária, com saúde digital e planejamento regional. 

A RASB também vai atuar por áreas temáticas, com ações de saúde bucal voltadas aos públicos: materno-infantil, crianças, adolescentes, adultos, pessoas idosas e pessoas com deficiência, além de condições específicas, como câncer de boca, fissuras labiopalatinas, doenças crônicas, atenção odontológica hospitalar, reabilitação protética e bucomaxilofacial. 

As portarias serão publicadas no Diário Oficial da União, para que gestores de todo o Brasil tenham acesso aos detalhes da atualização. 

Serviços odontológicos na rede pública

Atualmente, há 34,5 mil equipes de Saúde Bucal na atenção primária do SUS, com capacidade para atender cerca de 105 milhões de brasileiros. A rede pública também conta com 3 mil Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias, 1,2 mil Centros de Especialidades Odontológicas, 278 Serviços de Especialidades em Saúde Bucal e 1,1 mil Unidades Odontológicas Móveis. 

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Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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