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Exposição Nacional Hereford e Braford deve reunir mais de 1,2 mil animais em Esteio (RS)

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A Exposição Nacional das raças Hereford e Braford deve movimentar mais de 1.250 animais ao longo de sua programação, que ocorre entre os dias 19 e 25 de abril, no Parque de Exposições Assis Brasil.

O volume inclui exemplares que participarão dos julgamentos de pista, animais destinados à comercialização em leilões e também aqueles envolvidos em atividades paralelas realizadas no mesmo período e local.

Julgamentos concentram 500 animais das raças Hereford e Braford

Os julgamentos de pista devem reunir cerca de 500 animais das duas raças, distribuídos entre as categorias rústicos e argola.

A avaliação técnica será conduzida por especialistas convidados. Na raça Hereford, os jurados serão Luciano Augusto Sperotto Terra, responsável pelos terneiros, e Gonçalo Rodrigues Mendaro, que julgará os animais adultos.

Já na raça Braford, Rodrigo Roldan ficará responsável pelos terneiros, enquanto Aldo José Tavares dos Santos avaliará os exemplares adultos.

Leilões devem ofertar cerca de 400 animais durante o evento

A programação comercial prevê a realização de dois remates, com oferta aproximada de 400 animais.

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Os leilões contarão com operação presencial e transmissão virtual, permitindo a participação de compradores de diferentes regiões. Os exemplares serão apresentados em telão, com lances conduzidos diretamente do parque.

Atividades paralelas ampliam volume de animais no período

Além da exposição, o evento ocorre simultaneamente às provas do Bocal de Ouro, promovidas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

A competição envolve cerca de 350 animais de criatórios ligados à Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), utilizados na classificatória de inéditos da principal prova da raça crioula.

Segundo a ABHB, essa integração entre agendas amplia significativamente o número de animais vinculados às raças durante o período do evento.

Evento reflete momento positivo da pecuária no Sul do Brasil

O presidente da ABHB, Eduardo Soares, destaca que a realização da exposição ocorre em um contexto de retomada de preços e maior otimismo na pecuária da região Sul.

De acordo com ele, o evento representa uma oportunidade para os criadores apresentarem a qualidade genética e o desempenho produtivo das raças Hereford e Braford.

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Diversidade de atividades marca a 20ª edição da exposição

Além dos julgamentos e leilões, a programação da 20ª edição da Exposição Nacional inclui uma série de atividades técnicas e culturais.

Entre os destaques estão o curso de jurados, o Fórum da Carne Hereford e a Peleia, tradicional competição de assados que integra as ações promovidas pela entidade.

Integração de agendas fortalece presença das raças no evento

A realização simultânea de julgamentos, remates e provas paralelas reforça a importância da exposição como vitrine para a pecuária nacional.

Com mais de 1,25 mil animais envolvidos, o evento consolida-se como um dos principais encontros do calendário das raças Hereford e Braford no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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