Agro
Colheita da safrinha de milho 2026 avança para 22% no Centro-Sul, aponta AgRural
A colheita da safrinha de milho 2026 atingiu 22% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a quinta-feira (25), segundo levantamento da consultoria AgRural. O avanço representa alta em relação à semana anterior, quando o índice era de 16%, e também supera o registrado no mesmo período do ano passado, de 18% na safrinha 2025.
Apesar do progresso, o cenário climático de frio e umidade elevada segue impondo desafios ao ritmo das operações e à qualidade dos grãos em importantes regiões produtoras.
Mato Grosso lidera colheita, mas clima ainda preocupa logística
Mesmo com a ocorrência de chuvas fora de época, Mato Grosso mantém a liderança nacional na colheita da safrinha de milho. O estado concentra as áreas mais adiantadas na retirada da produção, sustentando o avanço do percentual nacional.
No entanto, a alta umidade tem gerado dificuldades logísticas no recebimento e armazenamento de parte das cargas que chegam das lavouras, exigindo maior atenção dos produtores e das unidades de recepção.
Clima adverso desacelera colheita no Sul e impacta qualidade
Nos demais estados do Centro-Sul, o avanço da colheita segue mais lento devido à combinação de chuvas frequentes, temperaturas mais baixas e registros pontuais de geada.
No oeste do Paraná, uma das principais regiões produtoras, os efeitos do clima já começam a aparecer com mais intensidade, incluindo problemas de qualidade dos grãos e restrições operacionais no campo.
Perspectivas para a safrinha 2026
A continuidade do clima frio e úmido pode manter o ritmo da colheita abaixo do esperado nas próximas semanas, especialmente em áreas ainda não maduras ou com dificuldade de acesso.
O setor acompanha com atenção a evolução das condições climáticas, que seguem sendo determinantes para o desempenho final da safrinha de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
El Niño 2026 deve persistir até 2027 e preocupa agronegócio com risco de calor extremo, seca e chuvas intensas
O Brasil entrou oficialmente em um período de monitoramento intensificado das condições climáticas provocadas pelo El Niño 2026. O primeiro boletim conjunto sobre o fenômeno foi divulgado nesta segunda-feira (29) por órgãos federais e aponta um cenário de alta probabilidade de permanência do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial até o início de 2027.
O documento foi elaborado em parceria pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Segundo os especialistas, o boletim passará a ser atualizado mensalmente para fornecer informações sobre a evolução do fenômeno e subsidiar decisões dos governos federal, estaduais e municipais, além de orientar os diversos setores da economia, especialmente o agronegócio.
Oceano Pacífico apresenta aquecimento característico do El Niño
As análises realizadas durante junho mostram que a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial apresenta um padrão típico de El Niño. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, as anomalias positivas já superam 2°C, indicando um aquecimento significativo das águas.
Esse comportamento altera a circulação atmosférica em escala global e influencia diretamente o regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões brasileiras.
Previsão indica chuva irregular e calor acima da média
Para o trimestre entre julho, agosto e setembro de 2026, os modelos climáticos apontam um cenário de contrastes no Brasil.
A tendência é de volumes de chuva acima da média em parte da Região Sul, enquanto áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste poderão registrar precipitações abaixo da normalidade.
Além disso, a previsão indica temperaturas acima da média durante todo o segundo semestre, favorecendo a ocorrência de ondas de calor, aumento da evaporação da umidade do solo e maior risco de incêndios florestais.
Para a produção agropecuária, esse cenário exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, disponibilidade hídrica e planejamento das próximas safras.
Probabilidade supera 90% de permanência até 2027
Um dos principais destaques do boletim é a elevada confiança dos modelos climáticos.
As projeções indicam probabilidade superior a 90% de que o El Niño permaneça ativo até, pelo menos, os primeiros meses de 2027.
Além disso, existe alta possibilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão de 2026, quando as anomalias da temperatura da superfície do mar podem ultrapassar 2°C no Pacífico Equatorial.
Fenômenos dessa magnitude costumam potencializar extremos climáticos, aumentando tanto episódios de estiagem quanto de chuvas intensas, dependendo da região do país.
Monitoramento será contínuo
Os órgãos responsáveis reforçam que o acompanhamento permanente das condições meteorológicas será essencial ao longo dos próximos meses.
O monitoramento permitirá avaliar possíveis impactos sobre:
- produção agrícola;
- níveis de rios e reservatórios;
- abastecimento de água;
- geração de energia;
- riscos de enchentes, inundações e deslizamentos;
- ocorrência de incêndios florestais.
A recomendação também é para que produtores rurais, gestores públicos e a população acompanhem as atualizações oficiais e as orientações emitidas pelos órgãos de meteorologia e pela Defesa Civil.
Planejamento antecipado reduz riscos
Segundo as instituições responsáveis pelo boletim, a atuação integrada entre os órgãos de monitoramento, governos e setores produtivos será determinante para minimizar os impactos do El Niño sobre o Brasil.
O planejamento antecipado, aliado ao monitoramento contínuo e à adoção de medidas preventivas, fortalece a gestão de riscos climáticos e amplia a capacidade de resposta diante de eventos extremos que podem afetar a agricultura, os recursos hídricos, a infraestrutura e a segurança da população nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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