Agro
Exportações de Soja do Brasil Batem Recorde em 2025 com Forte Demanda da China
As exportações brasileiras de soja registraram um desempenho histórico em 2025, impulsionadas principalmente pela forte demanda da China. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 86,54 milhões de toneladas de soja até agosto, o que representa um crescimento de 3,72% em relação ao mesmo período do ano passado.
Agosto Registra Maior Volume da Série Histórica
Somente em agosto, o Brasil exportou 9,34 milhões de toneladas, número que, apesar de indicar queda de 23,81% em comparação a julho, corresponde ao maior volume já registrado para o mês. Em relação a agosto de 2024, houve um crescimento de 16,13%.
O resultado reflete o interesse chinês pelo grão brasileiro, em um cenário marcado pela disputa comercial da China com os Estados Unidos, que levou o país asiático a concentrar suas compras no Brasil.
Mato Grosso Garante Recordes e Amplia Participação
Maior estado produtor do país, Mato Grosso também obteve recordes em agosto, com a exportação de 1,25 milhão de toneladas, avanço de 118,08% frente ao mesmo mês de 2024.
No acumulado entre janeiro e agosto, o estado embarcou 27,89 milhões de toneladas, superando todo o volume exportado em 2024, que havia somado 24,73 milhões de toneladas.
China se Consolida como Principal Destino
A China segue como principal parceira comercial do grão mato-grossense. Somente em agosto, o país respondeu por 82,40% das exportações do estado. No acumulado do ano, as compras chinesas somaram 19,14 milhões de toneladas, alta de 33,41% em comparação ao mesmo período de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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