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Exportação de carne de pato deve crescer 30% em 2024

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A empresa Villa Germania, a maior produtora e exportadora de carne de pato da América do Sul, estabeleceu uma meta ambiciosa para 2024: aumentar seu faturamento em mais de 30%, visando atingir R$ 200 milhões.

Este crescimento é esperado graças à estratégia adotada este ano de diversificar o portfólio, incluindo outras proteínas premium além da carne de pato, que continua sendo o principal produto da empresa pertencente à holding XWR Investimentos.

Fundada em 1996, a Villa Germania Alimentos S.A., localizada em Indaial – SC, é líder nacional no segmento de carnes de aves especiais e é a maior unidade de produção e exportação de carne de pato da América Latina.

Em 2023, as exportações da Villa Germania, lideradas pela carne de pato, tiveram um incremento de 20%, alcançando R$ 80 milhões, impulsionadas principalmente pela demanda crescente do Japão e pela recente abertura do mercado de Hong Kong. O faturamento total, combinando as vendas no mercado interno, está previsto para fechar o ano em R$ 150 milhões.

“Estamos presenciando um aumento significativo nos embarques para diversos mercados internacionais, com a Arábia Saudita se destacando como nosso principal destino, seguido pelo retorno do exigente mercado japonês e a abertura de novos horizontes em Hong Kong, além de um crescimento nos embarques para países latino-americanos como México e Chile”, afirma Marcondes Moser, presidente da Villa Germania.

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A capacidade de abate da empresa é de 17 mil aves diárias, com as exportações de patos inteiros e cortes processados alcançando 25 países. Muitos destes, incluindo o Japão, que não é um país muçulmano, solicitam o abate halal, prática já certificada há anos na planta da empresa em Indaial, SC.

Visando a expansão internacional, a Villa Germania planeja conquistar o mercado chinês, famoso por sua apreciação culinária do pato, com Moser agendado para visitar a China em maio de 2024. Além disso, a empresa busca a certificação kosher para atender ao mercado israelense.

Atualmente, 75% da produção anual de 5 mil toneladas de carne de pato é destinada à exportação. Para fortalecer sua presença no mercado nacional, a Villa Germania reformulou seu departamento de vendas.

A empresa também avançou na produção de codornas desde que a XWR Investimentos adquiriu a Good Alimentos em 2022, integrando as operações sob a marca Codornas do Chef. Com um abate diário de 17 mil codornas e a exportação já iniciada para a Arábia Saudita, a expectativa é que o faturamento com codornas salte de R$ 8 milhões em 2023 para R$ 20 milhões em 2024.

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Além da carne de pato e codorna, a Villa Germania inovou com o lançamento da carne de suíno orgânica neste ano, tornando-se a única empresa no Brasil a produzir essa proteína gourmet em escala comercial. A criação orgânica, que segue rígidos padrões de bem-estar animal e sanidade, está localizada na divisa entre Santa Catarina e Paraná, com o abate terceirizado em frigoríficos catarinenses.

A Germania também comercializa outras carnes exóticas e importadas, e desde 2022, exporta subprodutos de pato para a indústria de ração pet na Europa e penas para Portugal.

Os principais clientes das proteínas de maior valor agregado da Villa Germania são atualmente renomados restaurantes nas capitais brasileiras, e há planos de expansão para o mercado europeu a partir de janeiro de 2026.

Para apoiar esse crescimento e otimizar a logística, a empresa planeja investir R$ 15 milhões em 2024 na construção de um centro de armazenamento e abastecimento em Indaial, reduzindo os custos de transporte até o porto de Itajaí, de onde partem os contêineres para o exterior.

com informações do Globo Rural

Fonte: Pensar Agro

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Fiscalização do Mapa identifica fábrica irregular de ração animal em Santa Catarina

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou, durante fiscalização em Blumenau (SC), uma fábrica que produzia e comercializava produtos destinados à alimentação animal sem registro no órgão federal. A ação foi realizada após o recebimento de uma denúncia.

Durante a fiscalização, a equipe constatou que o estabelecimento possuía estrutura para produção, armazenamento, mistura, pesagem, ensacamento e comercialização de produtos destinados à alimentação animal. No local, foram encontrados misturadores, silos, transportadores de ingredientes, balanças e máquinas para fechamento de embalagens, além de matérias-primas e produtos destinados a diferentes espécies.

Também foram identificadas irregularidades nas condições de funcionamento do estabelecimento, como ausência de registro no Mapa, falhas de higiene, acúmulo de poeira e resíduos em equipamentos, presença de insetos e teias de aranha, circulação de animais nas áreas de armazenamento e deficiência no controle de pragas.

A fiscalização constatou ainda problemas relacionados à rastreabilidade e à identificação de produtos e lotes, além de condições inadequadas para o armazenamento de matérias-primas e produtos acabados.

As condições encontradas podem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos destinados à alimentação animal. A presença de pragas, sujeira e outros agentes externos pode favorecer a contaminação por microrganismos. Já a ausência de mecanismos adequados de rastreabilidade dificulta a identificação da origem dos insumos e a adoção de medidas de controle em caso de problemas sanitários ou necessidade de recolhimento de produtos.

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A fabricação de produtos destinados à alimentação animal deve atender a requisitos de registro, boas práticas de fabricação, controle de qualidade e rastreabilidade, estabelecidos pela legislação.

Diante das irregularidades constatadas, o Mapa adotou as medidas administrativas previstas na legislação, conforme as normas aplicáveis à fabricação e à comercialização de produtos destinados à alimentação animal.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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